Origem: Livro: Breves Meditações sobre os Salmos

Salmo 121

Aqui, como se o decreto de libertação tivesse acabado de ser publicado, o Israelita olha para Deus em busca da jornada esperada e recebe uma resposta de paz. E que companhia diferente é essa para o pobre Israel de Deus! Nas tendas de Quedar antes, ele tinha a língua falsa contra si; agora, na jornada para casa, ele espera em seu Senhor vigilante. Essa não seria a antiga glória da Coluna manifestada que o guiava, mas ainda havia igual cuidado e certeza dos olhos do Pastor vigilante sobre Seu povo – vigilante, embora invisível.

E as promessas aqui feitas ainda são para o retorno de Israel no último dia (veja Isaías 49:9-10).

O versículo 1 me leva a dizer isto – que devemos acostumar nossa alma a olhar mais para nossos recursos do que para nossas necessidades ou dificuldades. Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro?”. O Senhor ordena isso; como, por exemplo, em Deuteronômio 7:17-19. E o que é Romanos 8:31-39, senão o santo que se vangloria de seus recursos diante de todas as necessidades? Devemos familiarizar nosso coração com as promessas e provisões da graça, para que, quando surgir a ocasião, possamos entrar no campo de batalha, como o exército de Josafá, com a doce voz dessas promessas, como instrumentos de música, em nossos ouvidos, e sermos levados adiante nessa alegria para a vitória. Pois “alegria é força”, como Neemias disse à congregação (Ne 8:10).

Os versículos 3-8 parecem ser a linguagem de um oráculo divino entregue em resposta à fé expressa nos versículos 1-2.

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