Origem: Livro: Breves Meditações sobre os Salmos

Salmo 132

Este Salmo é a súplica de Salomão ao Senhor para se levantar e tomar posse da Casa que ele havia construído, com base no zelo e aflição de Davi, e no próprio concerto e promessas do Senhor (vs. 1-13). O Senhor parece responder imediatamente a isso com promessas ainda maiores do que fizera antes, e com bênçãos mais ricas do que Seu servo desejara (vs. 14-18).

Pois este é o Seu caminho – isso é divino. Até mesmo a promessa de Seus próprios lábios, bem como o desejo do coração de Seu povo, é excedido. E a promessa que era condicional (v. 12) agora é sim e amém em Cristo Jesus (vs. 17-18).

Acho que vejo uma mente muito correta, se assim posso dizer, em Salomão aqui. Pois enquanto ele deseja a bênção de Deus sobre si mesmo, o “ungido”, ele a deseja em conexão com a presença de Deus, ou com a entrada da Arca em seu descanso. Isso é exatamente como deveria ser. Podemos buscar a felicidade se a buscarmos no e com o Senhor.

A Arca tinha sido uma estrangeira nos dias de Saul (1 Cr 13:3). O primeiro desejo de Davi era restaurá-la; e este Salmo mostra que esse desejo o consumia. Podemos admitir isso, quando entendemos Davi como nos foi apresentado em 1 Crônicas. E isso em Davi é pleiteado aqui por Salomão. Então, Jesus poderia dizer: “O zelo da Tua casa Me devorará”. Restaurar a Deus uma morada entre os homens, e trazer o homem de volta a Deus, foi a fonte de Suas energias, o segredo de Suas muitas aflições. As dores e a cruz de Jesus abriram um caminho para que a glória retornasse, ou para que a presença de Deus, há muito tempo afastada, enchesse novamente a Terra em sua estação; assim como o mesmo sangue já rasgou o véu e está preparando moradas na casa celestial para nós.

A “lâmpada” (ou “lâmpada de fogo” Gn 15:17 conforme – KJV), que aqui é prometida para brilhar no reino do Filho de Davi em breve, foi espiada de longe por Abraão que assim viu o “dia” de Cristo e se “exultou”. Esse tem sido o desejo de Cristo e de Seu povo, durante todo o tempo da noite deste mundo presente (Is 62:1). O próprio Senhor, em resposta a esse desejo, a acenderá no devido tempo (Sl 18:28). E então ela brilhará em todo o seu esplendor no reino (Is 60:1).

Assim, o “chifre [a força – ARC] (JND) irá então “brotar”, como aqui também prometido. O carvalho de Judá, o tronco de Jessé, há muito tempo é um toco seco. Mas a sua substância tem estado nele, embora esteja desfolhado (Is 6:13); e no último dia, trazido para fora, como a vara de Arão, como vinda da presença de Deus (Nm 17), ele reviverá, brotará e será frutífero. “As misericórdias de Davi” são “firmes” em Jesus ressuscitado (At 13:34 – TB).

Temos tudo isso neste magnífico Salmo de Salomão. E sendo de tal caráter, poderia de maneira muito feliz ter sido usado pelos cativos, agora se aproximando desta casa que Salomão havia construído para o Senhor. E assim pode ser novamente retomado pelo coração e pelos lábios do povo nos dias do reavivamento de Israel, quando a expectativa conta com um rápido cumprimento.

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