Origem: Livro: Os Patriarcas

José e Asenate

Não há fala ou linguagem aqui, mas uma voz é ouvida, clara, plena e harmoniosa, pelo ouvido que está despertado. E ao olharmos apenas para José, vemos uma página de história santa, cheia de Jesus; um Jesus rejeitado primeiro, um Jesus ressuscitado e ascendido então, e agora no final, um Jesus milenar, Jesus em Sua herança e reino.

“Conhecidas são a Deus, desde o princípio do mundo, todas as Suas obras” (ACF). Mas aquilo que não alcançamos nos ensina isso tão certamente quanto aquilo que alcançamos nos ensina. Ele formou a luz e as trevas. “Teu é o dia e Tua é a noite”. Em toda esta exibição passageira e magnífica da herança, há alguém que deveríamos esperar ver principalmente, e ainda assim não a vemos. Asenate, a esposa, não é encontrada aqui. Ela e seus filhos não recebem nenhuma porção neste grande assentamento de tudo o que existe na terra; eles nem são vistos ou mencionados. Será que eles foram esquecidos? Isso não poderia ser. Mas ela era a mulher celestial, a esposa dada a José dentre os gentios no dia de sua separação de seus parentes, e sua porção é mais excelente do que a terra em suas melhores condições poderia lhe proporcionar; ela está nele e com ele que é o senhor e dispensador de tudo. Asenate está perdida em José; ou, para ser vista apenas em José.

E assim o fim completo é contado no início; pois tudo isso no livro de Gênesis é “a dispensação da plenitude dos tempos”, quando Deus reunirá todas as coisas em Cristo, tanto as que estão no céu como as que estão na Terra. E certamente é uma alegria, amados, diante da atual confusão do mundo, em meio à agitação dos pensamentos humanos que está sempre ao nosso redor, aprender pela boca de tais testemunhas, que o fim está diante d’Ele dessa forma, e tem sido assim desde o início. “O conselho do SENHOR permanece para sempre; os intentos do Seu coração, de geração em geração”. Seu povo e Seus propósitos são iguais diante d’Ele; e tais verdades confortaram os apóstolos, quando eles se encontraram no meio das decepções da Igreja (Veja 2 Timóteo 2:19).

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