Origem: Livro: Associação com o Mal Contamina?
Fermento
O capítulo 12 do maravilhoso livro da Redenção – Êxodo – apresenta, por meio de uma figura, os fundamentos sobre os quais Deus poderia, com justiça, tomar aquele povo outrora culpado e começar com eles novamente como Seu povo. “Vendo Eu sangue, passarei por cima de vós” (Êx 12:13). Aqui começa a sua verdadeira história, e Deus está agora com eles. Isto foi pura graça soberana, e quando isto é manifestado e o povo colocado em relacionamento com Ele, começa a sua responsabilidade como Seu povo. Suas vidas e todas as suas associações são agora reguladas por Aquele que é Santo. Quando Ele fala, eles devem ouvir; quando Ele legisla, eles devem obedecer. Êxodo 12:1-14 dá-lhes a provisão de Deus – “o cordeiro”. Quando o cordeiro é trazido para dentro da casa, Deus diz ao Seu povo que todo o fermento deve ser eliminado (Êx 12:15-20). Ora, se estes versículos forem lidos com 1 Coríntios 5, não há dúvida quanto à aplicação. O fermento é uma clara figura do mal. Veja também que em Mateus 16:6, Marcos 8:15 e Gálatas 5:9 o princípio de Deus é sempre o mesmo, seja em Êxodo 12 ou nas Escrituras do Novo Testamento – “um pouco de fermento faz levedar toda a massa” (1 Co 5:6). Jeová não fala em vão quando diz: “tirareis o fermento das vossas casas” (Êx 12:15). Deus não permitirá que aquilo que é uma figura do mal habite com Seu povo, na mesma casa onde estava o cordeiro – figura de Cristo. E a negligência em seguir estas instruções era uma coisa tão séria, que Ele diz: “porque qualquer que comer pão levedado, desde o primeiro até ao sétimo dia, aquela alma será cortada de Israel” (Êx 12:15). Observe as próprias palavras: a alma não seria cortada do Senhor, o que era verdade, mas cortada de Israel – do próprio povo de Deus – pois Deus estava lá. Ele procurava santidade e obediência de um povo associado a Ele. Não poderia haver qualquer ligação com o fermento, porque eles estavam ligados ao Senhor. Que verdade imensa é esta, e uma chave para desvendar grande parte da Palavra que nos ensina justamente as reivindicações de justiça e santidade de Deus, que se desenvolverão mais plenamente à medida que prosseguirmos.
