Origem: Livro: Aos Pais de Meus Netos
“O Filho Sábio Ouve a Instrução de Seu Pai”
(Pv 13:1)
Vocês notarão que as Escrituras que acabamos de citar vêm da primeira metade do Livro de Provérbios. Na última parte deste livro encontramos mais advertências aos pais. Pode ter sido mais tarde em sua vida, quando ele percebeu que era tarde demais, e que não havia esperança, que Salomão aprendeu essas lições que ele tão sinceramente pressiona os pais hoje.
Ao ponderar sobre as lições que Eli e seus filhos nos ensinam, examinamos várias dessas passagens que exortam os pais a usar a vara. Não as repetiremos, com exceção de Provérbios 23:13-14: “Não retires a disciplina [correção – TB] da criança, porque, fustigando-a com a vara, nem por isso morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno [Sheol – JND]”. Esta é uma Escritura que deve penetrar no coração de todos os pais. Muitas vezes esquecemos que Deus diz que o uso da vara ajuda a salvar nossos filhos do inferno. A vara é dolorosa para eles e dolorosa para os pais: mas quanto mais terrível para ambos se a criança tiver que sofrer as dores eternas do inferno, por falta de algumas boas varadas quando a criança era pequena.
Outra Escritura que fazemos bem em ponderar seriamente é Provérbios 19:18: “Castiga teu filho enquanto há esperança”. Podemos dobrar o galho quando é novo e verde, mas logo ele fica duro e quebradiço, e não há esperança de dobrá-lo então. Há esperança para as crianças quando são pequenas, e certamente esse é o momento de castigá-las. Pode haver momentos, mesmo quando eles são mais velhos, em que devem ser espancados: mas é uma provação muito mais difícil para pais e filhos do que quando eram pequenos. Lembremo-nos da rapidez com que passa o tempo em que “há esperança” e aproveitemos para este lado doloroso do treinamento; para que mais tarde não seja necessário.
Há mais uma Escritura da qual já falamos, mas que gostaria de lembrá-los novamente antes de deixarmos este livro muito prático, e é o capítulo 22, versículo 6 – ARA: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele”. Isso me parece ser uma promessa muito encorajadora para os pais, e que podemos levar a sério para nos animar no caminho, enquanto procuramos educar nossos filhos no caminho que devem seguir.
As palavras do avô terminaram: mas elas o condenaram fortemente. Elas o fizeram sentir como ele falhou e como ele era totalmente desqualificado para tal trabalho. Mas nestas páginas há promessas e advertências, conselhos e encorajamento, d’Aquele que “nunca falha”. Sobre esses podemos descansar com confiança irrestrita. Esses certamente podem nos guiar corretamente mesmo nestes últimos dias, quando sabemos que tempos difíceis virão (2 Tm 3:1). Nosso próprio fracasso e fragilidade podem muitas vezes nos derrubar, mas sejamos sempre encontrados “olhando para Jesus”. Só lá encontraremos força para o dia. E lembremo-nos sempre e sempre: “DEUS É FIEL”.
- “Quem, porém, é suficiente para estas coisas?” (2 Co 2:16 – ARA)
- “a nossa capacidade vem de Deus” (2 Co 3:5)
- “SUA BENIGNIDADE É PARA SEMPRE” Sl 136
