Origem: Revista Palavras de Edificação 5

Sobre o Livro dos Atos dos Apóstolos

(Continuação Do Número Anterior)

Capítulo 25:13-27

“E, passados alguns dias, o rei Agripa e Berenice vieram a Cesaréia, a saudar Festo. E, como ali ficassem muitos dias, Festo contou ao rei os negócios de Paulo, dizendo: Um certo varão foi deixado por Félix aqui preso, por cujo respeito os principais dos sacerdotes e os anciãos dos judeus estando eu em Jerusalém, compareceram perante mim, pedindo sentença contra ele. Aos quais respondi não ser costume dos romanos entregar algum homem à morte, sem que o acusado tenha presentes os seus acusadores, e possa defender-se da acusação. De sorte que, chegando eles aqui juntos, no dia seguinte, sem fazer dilação alguma, assentado no tribunal, mandei que trouxessem o homem. Acerca do qual, estando presentes os acusadores, nenhuma coisa apontaram daquelas que eu suspeitava. Tinham, porém, contra ele algumas questões acerca de sua superstição, e de um tal Jesus, defunto, que Paulo afirmava viver. E, estando eu perplexo acerca da inquirição desta causa, disse se queria ir a Jerusalém, e lá ser julgado acerca destas coisas. E, apelando Paulo para que fosse reservado ao conhecimento de Augusto, mandei que o guardassem até que o envie a César” (vs.13-21).

Quando o Senhor Jesus informou Ananias acerca de Saulo de Tarso, disse-lhe “porque este é para Mim um vaso escolhido, para levar o Meu Nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel” (At 9:15). A Palavra profética do Senhor vai cumprir-se: Paulo vai testificar de Cristo perante o rei Agripa: “Então Agripa disse a Festo: Bem quisera eu também ouvir esse homem. E ele disse: Amanhã o ouvirás. E, no dia seguinte, vindo Agripa e Berenice, com muito aparato, entraram no auditório com os tribunos e varões principais da cidade, sendo trazido Paulo por mandado de Festo. E Festo disse: Rei Agripa, e todos os varões que estais presentes conosco: aqui vedes um homem de que toda a multidão dos judeus me tem falado, tanto em Jerusalém como aqui, clamando que não convém que viva mais. Mas, achando eu que nenhuma coisa digna de morte fizera, e apelando ele mesmo também para Augusto, tenho determinado enviar-lho. Do qual não tenho coisa alguma certa que escreva ao meu senhor, e por isso perante vós o trouxe, principalmente perante ti, ó rei Agripa, para que, depois de interrogado, tenha alguma coisa que escrever. Porque me parece contra razão enviar um preso, e não notificar contra ele as acusações” (vs.22-27).

Festo tal como Lísias, o tribuno, (At 21:37-38; 23:27), não disse a pura verdade, pois não fez saber ao rei Agripa que a única razão porque Paulo apelou para César foi que ele, “Festo, querendo comprazer aos judeus, respondendo a Paulo dizendo: Queres tu subir a Jerusalém?” (At 25:9). E agora aqui está dizendo ao rei Agripa “achando eu que nenhuma coisa digna de morte fizera” (At 25:25).

Porque então não o soltara antes? Hipócrita! Mas, o fato é que, a mão do Senhor estava por detrás de tudo isso, porque queria que Paulo testemunhasse perante o próprio imperador, para maior difusão do “evangelho de Deus, acerca de Seu Filho, declarado Filho de Deus em poder, segundo o Espírito de santificação, pela ressurreição dos mortos, Jesus Cristo nosso Senhor” (Rm 1:1-4).

E então, que foi que sucedeu em Roma? as coisas que me aconteceram contribuíram para maior proveito do evangelho. De maneira que as minhas prisões em Cristo foram manifestas por toda a guarda pretorianaTodos os santos vos saúdam, mas principalmente os que são da casa de César” (Fp 1:12-13; 4:22). O evangelho chegou até ao palácio do imperador e vários ali se converteram!

(Continua, Querendo Deus)

Para Meditar: 

Porque recebe o Senhor tão pouco dos nossos corações? Precisamente porque muito pouco também conhecemos sobre Ele!

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