Origem: Revista Palavras de Edificação 7

Sobre O Evangelho De Mateus

(continuação do número anterior)

Capítulo 5:17-48

“Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim ab-rogar [anular – JND], mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a Terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido” (vs.17-18).

O único homem que cumpriu a lei foi o Senhor Jesus Cristo. Todo o resto da humanidade a transgrediu, de uma forma ou de outra. Além disso, a sentença pronunciada sobre essa transgressão, esse pecado, foi a morte. E, ela foi mesmo executada; não sobre nós mesmos, os que cremos em Cristo, mas sobre o nosso bendito Substituto. Cristo não só cumpriu em absoluto a lei, magnificando-a, como também morreu em cumprimento de uma sentença que decorria da própria lei, a pena de morte; e isso, para que essa sentença não fosse cumprida em nós mesmos, que éramos os verdadeiros culpados. Que infinita a graça de Deus, que amor incomparável o Seu.

“Ouvistes o que foi dito aos antigos: Não matarás; e qualquer que matar será réu de juízo” (v.21). Foi esse o justo castigo decretado pela lei, para os homicidas. Mas o Senhor Jesus acrescentou: “Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo” (v.22). Isso dá-nos a entender que a lei é espiritual e não julga apenas os atos mas também as intenções do coração.

“Ouvistes o que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério. Eu, porém, vos digo que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela” (vs.27-28). E de novo o Senhor expressa o sentido espiritual da lei, aplicando-a aos “pensamentos e intenções do coração” (Hb 4:12). Temos em Romanos 3:19, o propósito pelo qual a lei foi instituída: para que toda a boca esteja fechada e todo o mundo seja condenável diante de Deus”.

“Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem e apresenta a tua oferta” (vs.23-24).

O nosso Deus e Pai é um “Deus de paz” (Rm 15:33), e um Deus que perdoa. Por isso quer que sejamos “seus imitadores, como filhos amados” (Ef 5:1).

“Também foi dito: Qualquer que deixar sua mulher, dê-lhe carta de desquite. Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de prostituição, faz que ela cometa adultério, e qualquer que casar com a repudiada comete adultério” (vs.31-32).

“Moisés por causa da dureza dos vossos corações vos permitiu repudiar vossas mulheres; mas ao princípio não foi assim” (Mt 19:8). Um cristão não repudia a sua esposa; e mesmo que ela tenha sido alguma vez infiel, ele tem o direito divino de lhe perdoar, pois também “Deus vos perdoou em Cristo” (Ef 4:32).

“Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra” (vs.38-39). É preciso muito a ajuda da graça de Deus, para poder cumprir à risca este mandamento do Senhor Jesus.

“Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e aborrecerás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos de vosso Pai que está nos céus; porque faz que o Seu Sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos” (vs.43-45).

Nos versículos 38 e 39 a atitude própria do cristão é passiva; mas nestes últimos versículos, vê-se que a atitude do cristão deve ser ativa, tornando bem pelo mal.

“Sede pois vós perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus” (v.48).

Esta perfeição consiste em mostrar o amor e a graça de Deus para com os outros, até ao inimigo mais declarado.

(continua, querendo Deus)

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