Origem: Revista Palavras de Edificação 13
Timóteo e Maura
Durante a décima etapa das perseguições, levadas a cabo por mandato do imperador Diocleciano, milhares de Cristãos, sofreram martírio em todas as partes do império romano.
“Timóteo, um diácono da Mauritânia, e Maura sua esposa, não se uniram pelos laços do matrimônio há mais de três semanas, quando foram separados um do outro pela perseguição. Timóteo, sendo apreendido, como um Cristão, foi levado perante Arrianus, o governador de Thebais, que, sabendo que ele tinha a guarda das Sagradas Escrituras, ordenou-lhe que as entregasse para serem queimadas; ao que ele respondeu: “Se eu tivesse filhos, antes os entregaria para serem sacrificados, do que me separar da Palavra de Deus.” O governador, muito indignado com esta resposta, ordenou que seus olhos fossem arrancados, com ferros em brasa, dizendo: “Os livros serão pelo menos inúteis para você, pois você não verá para lê-los.” Sua paciência com a operação foi tão grande que o governador ficou mais exasperado; ele, portanto, para, se possível, superar sua fortaleza, ordenou que ele fosse pendurado pelos pés, com um peso amarrado no pescoço e uma mordaça na boca. Nesse estado, Maura, sua esposa, insistiu com ternura para que ele se retratasse; mas, quando a mordaça foi tirada de sua boca, em vez de consentir com as súplicas de sua esposa, ele culpou muito o amor equivocado dela e declarou sua resolução de morrer pela fé. A consequência foi que Maura resolveu imitar sua coragem e fidelidade e acompanhá-lo ou segui-lo até a glória. O governador, depois de tentar em vão alterar a sua resolução, ordenou que fosse torturada, a qual foi executada com grande severidade. Depois disso, Timóteo e Maura foram crucificados próximos um do outro em 304 d.C.”
(Extraído e Traduzido de: “Fox’s Book Of Martyrs”)
Pensamento:
“Assim, sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos” (2 Pe 2:9).
Deus, tem mil chaves, para abrir mil portas, em resgate dos seus, ainda quando se apresenta um caso mais extremo. Porém, se procuramos interferir no Seu modo de agir, e perguntar-Lhe: “Como vais Tu fazer isto ou aquilo?”, estamos errados. Não temos nada a ver com o assunto; há que deixar o Todo-Poderoso exercer a Sua própria função e manejar o seu próprio timão.
