Origem: Revista Palavras de Edificação 15

Sobre o Evangelho de Mateus

(continuação do número anterior)

Capítulo 9:18-35 

“Dizendo-lhes Ele (Jesus) estas coisas, eis que chegou um chefe, e O adorou, dizendo: Minha filha faleceu agora mesmo; mas vem, impõe-lhe a Tua mão, e ela viverá. E Jesus, levantando-Se, seguiu-o Ele e os Seus discípulos. E eis que uma mulher que havia já doze anos padecia de um fluxo de sangue, chegando por detrás d’Ele, tocou a orla do Seu vestido; porque dizia consigo: Se eu tão somente tocar o Seu vestido, ficarei sã. E Jesus, voltando-Se, e vendo-a disse. Tem ânimo, filha, a tua fé te salvou. E imediatamente a mulher ficou sã. E Jesus, chegando à casa daquele chefe, e vendo os instrumentistas, e o povo em alvoroço, disse-lhes: Retirai-vos, que a menina não está morta, mas dorme. E riram-se d’Ele. E, logo que o povo foi posto fora, entrou Jesus, e pegou-lhe na mão, e a menina levantou-se. E espalhou-se aquela notícia por todo aquele país.” (vs.18-26).

O Senhor Jesus – o Jeová do povo de Israel – seguia andando e obrando o bem no meio dos judeus, demonstrando Quem era: o grande Médico do Salmo 103:3-4: “É Ele quesara todas as tuas enfermidades; Quem redime a tua vida da perdição”. Não era necessário, solicitar nenhuma entrevista a um secretário administrativo, e, esperar quinze dias para poder apresentar-se diante de Jesus; Não! Ele estava sempre acessível. “Um dos principais da sinagoga, por nome Jairo” (Mc 5:22), “prostou-se aos Seus pés” – O adorou – (a atitude devida de um homem ante o seu Criador), e rogou-Lhe que restaurasse a vida de sua filha falecida momentos antes. Jairo tinha fé. Jesus, sem demorar, quer dizer, sem consultar um horário para ver quando teria uma hora disponível, seguiu-o. Colocou para fora da casa de Jairo todos os que faziam alvoroço, e igualmente todos os incrédulos que zombavam d’Ele. (Há que pôr fora de uma vez a incredulidade). Logo ressuscitou a menina.

Mas, enquanto se encaminhava para a casa de Jairo, a mulher enferma aproximou-se, “tocou a orla do Seu vestido” e logo ficou curada. Esse era o toque de fé, visto que ela “dizia consigo: Se eu tão somente tocar o Seu vestido, ficarei sã”.

Talvez, haja um aspecto dispensacional a se observar aqui. Jesus veio despertar um Israel morto. No caminho, nós, pobres e gentios sem remédio para nossa enfermidade incurável do pecado, pela graça de Deus, tocamos-Lhe por fé e somos sarados. Breve vem o dia em que o Senhor cumprirá a Sua missão com Israel – então arrependido – e será ressuscitado do seu estado espiritual morto.

“E, partindo Jesus dali, seguiram-No dois cegos, clamando, e dizendo: Tem compaixão de nós, Filho de Davi. E, quando chegou à casa, os cegos se aproximaram d’Ele; e Jesus disse-lhes: Credes vós que Eu possa fazer Isto? Disseram-lhe eles: Sim, Senhor. Tocou então os olhos deles, dizendo: Seja-vos feito segundo a vossa fé. E os olhos se lhes abriram.” (vs.27-30).

Não foram os fariseus e escribas, que tinham vista, os que reconheceram Jesus como o “Filho de Davi”, mas os pobres cegos. E estes ao saberem da Sua presença, foram atrás d’Ele, gritando até mais não poder: “Tem compaixão de nós, Filho de Davi”. Seguiram-No até à casa onde Ele entrou. Logo, Jesus lhes fez uma pergunta de somente sete palavras: “Credes vós que Eu possa fazer isto?”, provando a genuinidade da sua fé. Eles responderam: “Sim, Senhor”. Quão grata foi para o Senhor a resposta de fé! “Seja-vos feito segundo a vossa fé”. Cremos que com esta afirmação do Senhor temos um princípio válido para todos os tempos. ‘A fé é a luz de Deus na alma’.

A Palavra escrita de Deus, a Bíblia, abunda em princípios de verdade com os quais o filho de Deus deve se familiarizar, meditando nela diariamente. Então, nas circunstâncias da vida, sejam ordinárias ou extraordinárias, o crente, em oração e em comunhão com O Senhor, se tiver um problema, ou dificuldade, ou necessidade, poderá exercer a sua fé, e estar seguro que O Senhor fará o que deseja: “Seja-vos feito segundo a vossa fé”. “E esta é a confiança que temos n’Ele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a Sua vontade, Ele nos ouve” (1 Jo 5:14). “E Jesus ameaçou-os, dizendo: Olhai que ninguém o saiba. Mas, tendo eles saído, divulgaram a sua fama por toda aquela terra” (vs.30-31).

Apesar das instruções rigorosas que Ele lhes deu, eles não Lhe obedeceram. Em vez de cumprirem as instruções do seu grande Benfeitor Onipotente, eles criam nos seus próprios sentimentos humanos, melhor que nos sentimentos sábios do seu Amo Onisciente. Talvez perguntemos a nós mesmos: “Por que não quis Jesus que a Sua fama fosse divulgada?” Não sabemos, mas cuidemos em não julgar os motivos do Senhor com as nossas mentes limitadas. Noutra parte lemos que a divulgação da Sua fama na cidade dificultou o Seu trabalho, e que Ele “conservava-Se fora em lugares desertos; e de todas as partes iam ter com Ele” (Mc 1:45).

“E, havendo-se eles retirado, trouxeram-Lhe um homem mudo e endemoninhado. E, expulso o demônio, falou o mudo; e a multidão se maravilhou, dizendo: Nunca tal se viu em Israel. Mas os fariseus diziam: Ele expulsa os demônios pelo príncipe dos demônios” (vs.32-34).

Nos capítulos 8 e 9, lemos como Jesus, o Messias de Israel e o Seu grande Médico, havia curado o leproso; o moço paralítico; a sogra de Pedro; a outro homem paralítico deitado numa cama; a jovem filha de Jairo, à qual ressuscitou; a mulher enferma com fluxo de sangue; aos dois cegos e ao homem mudo e endemoninhado.

E, que efeito teve, esta manifestação gloriosa da Divindade de Jesus, no coração dos líderes religiosos de Israel? Somente provocou a sua oposição e falsa inculpação: “Ele expulsa os demônios pelo príncipe dos demônios”. Assim, desde o princípio do ministério de Jesus entre os judeus, Ele foi repudiado pelos fariseus, escribas e sacerdotes.

Não obstante, Ele prosseguia com o Seu trabalho de amor: “E percorria Jesus todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas deles, e pregando o evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo” (v.35). Aqui temos, em poucas palavras, o resumo do labor incansável do Senhor Jesus, continuados durante muitos meses e testificando a todo o mundo da glória do Messias.

Trataremos os últimos três versículos do capítulo 9 com o capítulo 10, pois há uma conexão positiva entre eles.

(continua, querendo Deus)

Pensamento: 

O primeiro homem, Adão, trouxe a morte, mas Jesus, a Vida Eterna.

Pensamento: 

Deus é verdadeiro; e Cristo é a verdade que revela o Deus verdadeiro.

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