Origem: Revista Palavras de Edificação 15
A Instituição do Matrimônio
(continuação do número anterior)
Levando as Crianças às Reuniões
Por vezes faz-se a pergunta: “Quando devemos começar a levar os nossos filhos às reuniões Cristãs?” Respondemos: “Quanto antes! Não há que esperar”. É bom que os filhos de pais Cristãos, nunca saibam desde quando se iniciou a sua assistência às reuniões onde se recorda o Senhor Jesus na Sua morte, ou onde se fala das Suas maravilhas, seja na proclamação do Evangelho, seja na edificação dos crentes.
Há de se criar os filhos de tal maneira, que não tenham outros planos que não sejam o de assistir regularmente às reuniões. Se, os próprios pais, não têm o exercício de se congregar com outros crentes em comunhão, então, que farão os filhos? Nos dias do rei Josafá, lemos que: “E todo o Judá estava em pé perante o Senhor, como também as suas crianças, as suas mulheres, e os seus filhos” (2 Cr 20:13).
É na verdade, uma bela cena quando o pai e a mãe, os filhos que estão crescendo, e até mesmo o bebê nos braços, vão juntos à reunião de assembleia, ou ao lugar onde se pode orar, ou a outras reuniões. Reconhecemos, que pode haver certos limites físicos, de um ou de outro, dos pais, e por vezes das crianças, mas estamos falando do que é desejável em circunstâncias normais.
Algumas crianças aprendem, muito facilmente, que devem estar sossegadas durante as reuniões, e outras tem mais dificuldade, algumas vezes com grande esforço por parte dos pais. Conhecemos pais que se ajoelharam, e buscaram ajuda especial no Senhor, antes de ir para o culto. Eles precisam de sabedoria, e de paciência, para poder perseverar, até que as crianças aprendam a portar-se bem, e os demais membros da congregação, devem também ser sábios e cheios de paciência, enquanto os pais instruem os filhos. Geralmente, isto acontece a cada criança por um tempo relativamente curto. Que os pais, então, cubram-se de ânimo e tragam os filhos às reuniões. Se, ocasionalmente, algum perturba demasiado, há que trazê-lo para fora e discipliná-lo sabiamente.
Algumas mães, tiram um tempo, todos os dias para cantar e ler com os seus filhos, enquanto os pequeninos aprendem a ficar sentados e quietos. Noutras famílias, durante a leitura diária da Bíblia, as crianças são preparadas a ficar em silêncio na reunião Cristã. Por hipótese, há de se usar de discrição, para não tornar demasiado grande o tempo durante o qual devem estar assim. Em tudo é preciso grande disciplina por parte dos pais.
Um pai Cristão, não deve ser influenciado, ao ouvir um descrente justificando-se, que não assiste a nenhuma reunião Cristã, porque foi forçado a fazê-lo quando era criança. Muitas vezes, é somente uma desculpa, muito fraca, para recusar escutar o evangelho da graça de Deus. Ainda que os pais, da dita pessoa, tivessem tido falta de sabedoria no modo de a tratar, não seria nenhuma razão para que os pais Cristãos se descuidassem do seu privilégio e responsabilidade, dados por Deus, de levar os seus filhos às reuniões.
A medida que os filhos vão crescendo, convém instruí-los a escutar aquilo que se diz nos cultos. Não convém habituá-los a desviar a atenção, com outras coisas que os distraiam, como brinquedos, etc. É deplorável quando crianças já maiores, e capazes de compreender o que se está dizendo, ou pelo menos uma parte, lhes dêem livros de desenho ou outros objetos para os distrair. Sucede que, quando deveriam estar embebidos na mensagem solene do Evangelho e tomando-a seriamente, estão presentes somente em corpo, enquanto as suas mentes se ocupam de coisas estranhas.
Ao distrair os filhos com livros de pintar, quadros e outras coisas, alguns pais oferecem a desculpa que “eles não podem entender ou receber na sua mente o que se está sendo dito”, mas é um erro, pois é surpreendente o que eles podem captar na sua pequena idade. Temos visto e ouvido casos, nos quais eles assimilaram o que se dizia, de uma maneira maravilhosa. De modo que, os pais que permitem que os seus filhos com mais idade tenham objetos à margem do propósito das reuniões, estão lhes fazendo um dano considerável.
Todos nós necessitamos considerar que “Deus deve ser em extremo tremendo na assembléia dos santos, e grandemente reverenciado por todos os que O cercam” (Sl 89:7).
(continua, querendo Deus)
Pensamento:
Santidade consiste em aborrecer o mal e deleitar-se no bem.
João 17:19: “E por eles Me santifico a Mim mesmo”. O Filho de Deus fê-lo quando Se assentou nas alturas, “vivendo sempre para interceder por eles”. (Hb 7:25).
“O que guarda a sua boca e a sua língua, guarda das angústias a sua alma”. (Pv 21:23).
Várias vezes ouvimos falsos rumores acerca de pessoas. Faríamos bem em não os repetir. Muitos têm sido injuriados até mesmo por amigos seus, somente por estes terem repetido o que ouviram acerca daqueles. Bom seria aplicarmos o que pratica um jovem que, ao ouvir acerca de qualquer ato pernicioso entre os seus amigos, dizia: ‘talvez não seja assim’. Se mantivéssemos tal prática, isso nos ajudaria a sermos mais corretos para com os demais.
Pergunta:
Um irmão em Cristo escreveu-nos o seguinte:
“Nós reunimo-nos aqui em Nome de nosso Senhor Jesus – Mateus 18:20, – mas sou convertido há pouco tempo e tenho algumas dúvidas que queria que me esclarecesse de acordo com a Palavra da verdade. Há algumas denominações onde se ensina uma doutrina – algo diferente da sã doutrina. Gostaria que me explicasse. Eles também são filhos do nosso Deus? …porque também são Cristãos…”
Resposta:
Todo aquele que se arrepende dos seus pecados, e que crê no Senhor Jesus Cristo como seu Salvador, é perdoado, salvo, selado pelo Espírito Santo, feito membro do corpo de Cristo, possuidor da vida eterna, imperecível para todo o sempre; está reconciliado com Deus e é chamado Seu filho; além disso, tem Cristo como seu grande Pastor, seu Advogado para com o Pai, e seu Grande Sumo Sacerdote que vive sempre para interceder por ele. Leiam-se as seguintes passagens das Sagradas Escrituras: At 20:21; 16:31; Cl 2:13; Ef 1:13-14; 1 Co 12:27; Jo 6:47; 10:27-30; Rm 5:10-11; Ef 1:5; Hb 13:20; 1 Jo 2:1; Hb 4:14-16; 7:24-25.
De acordo com o, claro, ensinamento da Palavra de Deus, o Nome de nosso Senhor Jesus Cristo é o único reconhecido por Deus, no qual os Cristãos se devem reunir. Quando o Senhor Jesus foi repudiado em definitivo pelos judeus, Ele anunciou a formação da “Igreja”, um povo celestial (Mt 16:18). Também falando, antecipadamente, da Sua autoridade como Chefe da Igreja, e da necessidade do exercício de disciplina na mesma (já que o homem sempre fracassa), citou certo caso (que até ao dia de hoje é demasiado comum), e a maneira como o irmão ofendido deveria proceder. Se as medidas tomadas não resultarem numa reconciliação, então o Senhor decretou, como último recurso, que a Igreja decidisse o assunto, porquanto Ele lhe outorgou a Sua própria autoridade, a fim de que os crentes, membros dela, fossem reunidos em nome de Jesus, conforme a Sua palavra final: “Porque onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome, aí, estou Eu no meio deles” (Mt 18:20). Por que disse o Senhor? “onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome”. Porque, prevendo o fracasso do cristianismo, e a multiplicação infinita de nomes adotados pelos Cristãos, em lugar do Nome do Senhor Jesus Cristo, afirmou que a Sua autoridade e presença pessoal, seriam asseguradas mesmo no número mínimo plural de crentes, adequado para ser um testemunho.
Aqueles, crentes verdadeiros no Senhor Jesus Cristo, que não são ensinados na verdade da Igreja, como o corpo espiritual do qual Cristo é a Cabeça, e ao qual o Espírito Santo quer reunir todos os membros, ou que não querem se submeter à ordem prescrita para as reuniões Cristãs, são, apesar disso, membros do corpo, são salvos, são filhos de Deus. Quando Cristo vier e arrebatar para o céu todos os Seus, de uma vez seremos tomados “a encontrar o Senhor nos ares” (1 Ts 4:17); os espirituais, os carnais, os obedientes, os mortos, os vivos, todos “os que são de Cristo, na Sua vinda” (1 Co 15:23). Mas teremos que “comparecer ante o tribunal de Cristo” e “A obra de cada um se manifestará: na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo” (2 Co 5:10; 1 Co 3:13-15).
Pensamento:
Ao adorar, apresentamos Cristo perante o Pai, e ao evangelizar apresentamos Cristo ao pecador.
Pensamento:
É necessário discernimento espiritual adquirido no Novo Testamento para poder aplicar devidamente o Velho Testamento.
