Origem: Revista Palavras de Edificação 16
Contrastes Entre Israel e a Igreja
(continuação do número anterior)
Alimentação para Israel
Em Levítico 11, estão escritas as leis detalhadas acerca do que os filhos de Israel podiam comer, ou não comer (vs.1-31). Todos sabem que o judeu ortodoxo não come carne de porco, pois para ele, segundo a lei de Moisés, é um animal imundo. Porém, havia muitos outros animais, peixes, répteis e aves, assinalados como imundos.
Nesta instrução literal e específica dada aos israelitas, há instrução para o Cristão. Os animais limpos e comestíveis, tais como o gado, as ovelhas, as cabras, etc., tinham as patas fendidas e ruminavam. Para o crente, a pata fendida fala dum andar separado do mundo sob a influência do maligno (2 Co 6:14-18); e o ruminar fala da meditação sobre a Palavra de Deus depois de a ler, tal como a ovelha que engole a sua comida e logo a faz voltar a boca e a mastiga lentamente.
Há bastante instrução espiritual para o Cristão naquilo que foi proibido comer aos israelitas. Por exemplo: o “mocho” (Lv 1:16), é uma ave noturna. O Cristão é “do dia”. O porco tem a pata fendida mas não rumina. O crente que não medita diariamente na Palavra de Deus está em grande perigo de cair no mundanismo.
Alimentação para a Igreja
A instrução dada ao Cristão é totalmente diferente daquela que foi dada aos israelitas; é também muito simples e, ao mesmo tempo, compreensiva:
“Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrina de demônios; pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência; proibindo o casamento, e ordenando a abstinência dos manjares que Deus criou para os fiéis, e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com ações de graças, porque toda criatura de Deus é boa, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com ações de graças. Porque pela palavra de Deus e pela oração é santificada. Propondo estas coisas aos irmãos, serás bom ministro de Jesus Cristo, criado com as palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido” (1 Tm 4:1-6).
Esta passagem é muito importante. Era preciso que Timóteo, como bom servo de Jesus Cristo, o propusesse aos irmãos em Cristo. Dá-nos a entender que, a proibição do casamento e a abstinência dos manjares que Deus criou, são doutrinas de demônios procedentes de espíritos enganadores. Há várias seitas apóstatas, chamadas Cristãs, que ensinam e praticam tais doutrinas. A palavra de Deus não produz nenhum resultado na sua consciência, porque está cauterizada, e eles, com hipocrisia, dizem mentiras. É um estado terrível quando seres humanos já não são sensíveis à verdade!
Todo o alimento que Deus criou é bom; o alimento é santificado pela Palavra de Deus, e pela oração. Esta autorização outorgada a nós pelo Senhor, é conforme à autorização original outorgada a Noé e aos seus filhos, quando saíram da arca: “Tudo quanto se move, que é vivente, será para vosso mantimento; tudo vos tenho dado como a erva verde” (Gn 9:3). Havia uma única proibição: “A carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis” (v.4). O homem, pelo seu pecado, tinha perdido o direito à vida. Esta proibição, dada no início da época pós-diluviana, continuou em vigor. Foi repetida aos filhos de Israel (Lv 17:10-14). Foi reiterada para os Cristãos pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo (At 15:20,29).
Negar ao Cristão o direito de se casar ou de comer carne é apostasia da verdadeira fé.
Pensamento:
“O amor, quando é genuíno, é o verdadeiro meio da santidade.”
Pensamento:
O amor capacita o homem a poder suportar toda a prova. Se alguém lhe cuspir na cara, não tem importância, pois o amor permanece; porque seu poder não depende das circunstâncias, mas sim supera todas as circunstâncias.
