Origem: Revista Palavras de Edificação 21
Nosso Quarto: O Campo de Batalha da Fé
1 Samuel 17
Davi foi preparado para o serviço público na escola secreta de Deus. Deus irá sempre trabalhar em segredo com a alma que Ele quer que O sirva em público. No deserto, Davi aprendeu os recursos que a fé possui em Deus; ele matou o leão e o urso.
Nossos fracassos acontecem, invariavelmente, por causa de não havermos estado em segredo com o Deus vivo. Este é um ponto primário e essencial. Consideramos a comunhão com Deus o nosso mais elevado privilégio? Nossa força está em andarmos na companhia do Deus vivo! Davi já havia passado por provações e havia, portanto, provado o Deus em quem ele confiava. No deserto houve um acordo entre sua alma e Deus. Ah! Meu Deus! Onde é que os santos aprendem realmente a obter vitória? Eu creio que é onde olho algum possa ver-nos, salvo os olhos de Deus. A sincera recusa de si próprio, o tomar a cruz em segredo, o saber o caminho no retiro de nosso quarto, livrar-se de imaginações e tudo o que exalte o “eu” em oposição ao conhecimento de Deus; estas são nossas realizações mais elevadas.
O quarto é o nosso grande campo de batalha da fé. Deixe que o inimigo seja confrontado e derrotado ali. Quem tem muito a tratar com Deus em segredo, não poderá usar armas carnais; e isso deveria mostrar-nos a importância de nos apresentarmos diante da presença do Deus vivo, em tudo o que fizermos, preparados para detectar e mortificar todas as pretensões da carne. É verdadeiramente triste ver um santo tentando lutar em nome do Senhor, mas vestido com as armas do mundo. “Disse mais Davi: O Senhor me livrou da mão do leão, e da do urso; Ele me livrará da mão deste filisteu.” (v.37). Ele sabia que, para Deus, um era tão fácil quanto o outro. Quando estamos em comunhão com Deus, não recuamos diante da dificuldade, pois o que é a dificuldade para Ele? A fé mede toda dificuldade pelo poder de Deus, e então a montanha fica sendo como uma planície. Com muita frequência, pensamos que as pequenas coisas não dependem da onipotência de Deus, e que delas nós mesmos podemos cuidar. É ai que falhamos! Temos visto, santos devotos e zelosos, falharem em coisas aparentemente insignificantes. A causa é que eles não pensaram em pedir ajuda a Deus, pela fé, em todos os seus caminhos. Abraão pôde deixar a sua família e a casa de seu pai, e sair em obediência ao mandado de Deus, sem saber para onde ir, mas no momento que encontrou uma dificuldade, se apoiou em seu próprio juízo e desceu ao Egito. E o que aconteceu ali? (Gn 12). Ele sempre caía em coisas relativamente pequenas. A fé discerne nossa própria fraqueza, tão claramente, que parece que nada menos que o poder de Deus, pode nos habilitar a vencer qualquer obstáculo. Desse modo, a fé nunca faz pouco caso do perigo, pois sabe o que nós somos. Assim também, por outro lado, a fé nunca se intimida diante do perigo por saber o que Deus é.
