Origem: Revista Palavras de Edificação 21

Sinais dos Tempos

A presente situação mundial (1989), está chamando a atenção de todos os seres humanos. Como disse um comentarista, “Este mundo velho está prestes a explodir!”

Ao considerarmos o terrível poder destrutivo das armas, atualmente*, desenvolvidas e prontas para serem usadas, este mundo tem, sem dúvida, o que temer, pois pela primeira vez na história da humanidade, esta geração tem a capacidade de se auto-destruir.

Por que, então, tem havido tão grande expectativa entre os Cristãos? É porque vemos o palco sendo preparado, para os eventos que terão lugar imediatamente após o arrebatamento dos redimidos. O glorioso dia, no qual Ele virá nos ares para levar os Seus, para estarem Consigo mesmo, não pode estar distante! (1 Ts 4).

Um dos mais excitantes estudos das Escrituras, é o da segunda vinda de Cristo. Entre as doutrinas da Bíblia, este é o tópico do qual mais se tem escrito. De fato, há duas vezes mais versículos sobre a segunda vinda, do que sobre a salvação, e oito vezes mais sobre a volta do Messias do que sobre Seu nascimento. Um, em cada 25 versículos do Novo Testamento, se refere à vinda de Cristo, e 23 dos 27 livros do Novo Testamento também a ela se referem.

As Escrituras não nos dizem – e ninguém está autorizado a dizer – quando exatamente isto acontecerá, mas não há nada que necessite ser cumprido antes de Sua volta. Para Sua noiva, a Igreja, Ele pode vir a qualquer momento. Mas as Escrituras, nos dão uma série significativa de acontecimentos, que ocorrerão logo após o arrebatamento.

No Palco: Rússia*! 

Um dramático sinal que entra em cena é a Rússia. Nunca na história do mundo, uma nação ergueu-se tão alto, em tão pouco tempo. Há cerca de trinta anos atrás, a Rússia era uma nação arrasada; seu poder humano estava reduzido, suas cidades em ruínas, e suas indústrias destruídas. Apesar disso, hoje a Rússia é uma das maiores potências, política e militarmente, de toda a história, tendo estendido sua influência na forma de comunismo a mais da metade da população mundial.

(*Este artigo foi escrito na década de 80, quando a Rússia era uma potência mundial)

O Dr. Henry Kissinger advertiu a OTAN Organização do Tratado do Atlântico Norte (aliança militar dos países ocidentais, liderada pelos EUA): “Nunca na história uma nação obteve superioridade em todas as categorias significativas de armamento, sem procurar tirar disto benefício até um certo ponto, na política exterior”. De acordo com Ezequiel 38 e 39, uma grande invasão militar descerá sobre Israel, vinda do Norte, e a destruiria, se não fosse a intervenção de Deus em favor do Seu povo terreno (Mt 24:22). Estudiosos da Bíblia, baseados em considerações geográficas e em certas sugestões da própria profecia, concordam que esta nação não poderia ser outra senão a Rússia. Como esta invasão só ocorrerá depois do arrebatamento, o domínio da Rússia em nossa geração, é certamente outra evidência de que o fim dos séculos está se aproximando.

O Surgimento dos Poderes Asiáticos 

Um outro fascinante sinal peculiar de nossa geração, que já se encontra no palco, é o surgimento das nações Asiáticas. Em Apocalipse capítulo 9 e 16 nos ensinam que um dos acontecimentos dos dias de tribulação, será a invasão das nações ocidentais, por um grande exército vindo do oriente. Nossa geração tem presenciado essas nações orientais emergirem como potências militares, que poderiam agora, facilmente, mobilizar o vasto “exércitode duzentos milhões”, mencionado em Apocalipse 9:16.

Surge o Governador Mundial 

As Escrituras nos ensinam que; uma das características do fim dos séculos, será o surgimento de um ditador mundial. Na visão dos quatro impérios mundiais, descrita em Daniel 7, uma confederação de 10 nações, na área geográfica do antigo império Romano, emergirá no fim dos tempos (Dn 7:7-8; 24-25). O chifre pequeno, citado em Daniel 7:8, será o governador absoluto dessa confederação.

A formação do Mercado Comum Europeu, com a associação econômica da maioria das nações européias, ilustra quão rapidamente as divisões e animosidade de séculos podem ser esquecidas, e novas alianças formadas.

O sonho de um governador mundial tem sempre estado entre os homens, mas pela primeira vez em toda a história da humanidade, nossa geração tem visto nações reunidas em uma forma de governo mundial. Embora, administrativamente fraca em sua forma atual, a Organização das Nações Unidas (ONU), está condicionando as mentes dos homens, a aceitarem, a idéia de que um governo mundial unido, é o único caminho para a paz.

As Escrituras nos ensinam que no tempo do fim, as nações do mundo estarão em dois pólos principais. De um lado, o Oriente Médio, e a área originalmente abrangida pelo antigo império romano, incluindo o sul da Europa, norte da África, Grã-Bretanha e, provavelmente, Estados Unidos. Do outro lado estará a Rússia, o Oriente e possivelmente os outros países do mundo. É notável que já tenhamos um alinhamento de nações semelhante a isto.

Oriente Médio em Foco 

É realmente significativo que o Oriente Médio tenha assumido, uma vez mais, um lugar de proeminência nos negócios mundiais da atualidade, pois isto é um ponto chave da revelação bíblica. Sua tremenda riqueza em jazidas de petróleo e depósitos de minerais é um rico prêmio para a potência que o controlar. Além disso, os que controlam o Oriente Médio controlam as linhas navais entre Europa, África e Ásia – o sangue vital das nações industriais do ocidente. E é isto o que torna essa área tão desejada pela Rússia.

Israel: O Palco Central 

Um dos mais dramáticos de todos os sinais é a pequena nação de Israel, formada e reconhecida como um Estado com soberania política desde 1948. Rodeada pelo grande número dos que buscam aniquilá-la, ainda assim, a nação de Israel tem prosperado. Nossa geração tem testemunhado um grande retorno dos israelitas à terra prometida desde o tempo de Moisés.

A formação da nação de Israel, é de suma importância em relação com o mundo profético. Um dos eventos proeminentes, que terá lugar logo após o arrebatamento da igreja, é um acordo entre Israel e as nações gentias da área do Mediterrâneo, no qual é prometida a proteção de Israel.

Tal acordo, teria sido impossível há uma geração atrás, quando não havia nenhuma nação na Terra Prometida, para representar Israel. A retomada, por Israel, da antiga Jerusalém, com o lugar do seu templo, prepara o caminho para o templo judeu a ser construído ali.

Segundo Daniel 9:27, Mateus 24:15, 2 Tessalonicenses 2:4 e Apocalipse 13:14-15, os sacrifícios no templo cessarão por três anos e meio, antes da vinda do Messias para trazer o Seu Reino. Para que os sacrifícios parem, eles primeiramente devem recomeçar, uma vez que não são oferecidos desde o ano 70 d.C. Assim, temos outro sinal da preparação para o cumprimento da profecia.

Abandono da Fé 

Uma das mais notáveis provas do fim dos tempos é o estado da Igreja, que poderia ser comparado com os estágios já citados. Mornidão, indiferença e mundanismo, caracterizam muito da cristandade de hoje; cada um faz o que é reto aos seus próprios olhos, nunca se importando com o que as Escrituras ensinam.

O apóstolo Paulo escreve; que, nos últimos dias haveria um abandono da fé, e muitos dariam “ouvidos a espíritos enganadores” (1 Tm 4:1). Nunca apareceram tantos cultos como em nossos dias. E então, em 2 Timóteo 3, o apóstolo nos esboça o horrível quadro moral da Igreja professante nos últimos dias. Não estamos passando por isso, amados?

Embora haja muita conversa sobre a segunda vinda de Cristo em nossos dias, é claramente compreensível que poucos realmente creiam que Cristo virá, em um sentido literal, para julgar o mundo e trazer o Seu Reino de justiça. A palavra para o crente renascido é: guarde o que você tem, guarde a Sua Palavra e não negue o Seu nome (Ap 3:8-11). Pode parecer pouco, mas em tempos de declínio universal, quando há muita pretensão e muitos caindo em raciocínios humanos, guardar a Sua Palavra e não negar o Seu nome é, de fato, tudo!

O Perigo 

Nenhuma outra geração tem tido tal número de sinais que claramente apontam para a conclusão de que o fim dos séculos está para ocorrer. Temos todo o direito de crer que a vinda do Senhor pode ser a qualquer momento, mas devemos estar certos, amados, de não nos tornarmos arrebatados pelo arrebatamento, a ponto de esquecermos do que deveríamos estar fazendo diligentemente enquanto ansiosamente esperamos Sua maravilhosa volta.

J. Kilcup

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