Origem: Revista Palavras de Edificação 42

Perguntas e Respostas

P. Quem foi Melquisedeque?

R. “Porque este Melquisedeque, que era rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, e que saiu ao encontro de Abraão quando ele regressava da matança dos reis, e o abençoou: A quem Abraão deu o dízimo de tudo Ora sem contradição alguma, o menor é abençoado pelo maior. E aqui certamente tomam dízimos homens que morrem: ali, porém, aquele de quem se testifica que vive” (Hb 7:1,7-8).

Realmente, não há fundamento sólido para se negar que Melquisedeque era um homem, simplesmente como Abraão, Ló, ou qualquer outro personagem que aparece na descrição de Gênesis 14.

O mistério não está na pessoa, mas na maneira como o Espírito de Deus registra sua aparição e ação na cena, a fim de torná-lo um tipo adequado do Senhor Jesus. Assim, nenhuma palavra é dita sobre seu nascimento, ou sua morte; há silêncio total quanto aos seus ancestrais; e nenhuma indicação é dada sobre o espaço de tempo de seu ofício, ou de qualquer sucessor.

O Espírito Santo, por meio de Paulo, argumenta a partir desse silêncio (que é mais acentuado quando contrastado com a conhecida linhagem de Aarão e de sua sucessão), e assim ilustra o sacerdócio de Cristo, o Qual realmente possuía aquelas características que aqui são mostradas em “Melquisedeque”, apenas como uma antevisão na forma de um tipo. Por exemplo, enquanto em Hebreus 7:8, se refere a “Melquisedeque”, o testemunho que a Escritura apresenta diz respeito à sua vida, e não à sua morte, enquanto que, é frequentemente falado da morte de Aarão e de seus filhos. O mesmo princípio aplica-se ao “permanece sacerdote para sempre” (Hb 7:3).

A Bíblia não fala de sua ordenação como sacerdote, e nem de sua destituição. Quando pela primeira vez ouvimos de Melquisedeque, ele já é “sacerdote do Deus Altíssimo” (Gn 14:18), e é nesse ofício que o deixamos; nenhum filho, nenhum sucessor aparece. Cada um dos títulos abaixo são óbvia e eminentemente tipos:

(1) O nome: “Rei de justiça” (Hb 7:2);

(2) O lugar: “Rei de Salém” (Hb 7:2);

(3) Seu ofício sacerdotal, principalmente em conexão com o título tão peculiar de Deus: “Sacerdote do Deus altíssimo” (Hb 7:1); (que, em sua plena importância, implica a posse, de fato e de direito, do céu e da terra);

(4) As circunstâncias: “Saiu ao encontro de Abraão quando ele regressava da matança dos reis” (Hb 7:1);

(5) O caráter de suas ações: “Abençoou o que tinha as promessas” (Hb 7:6), (e não meramente sacrifício e intercessão); são todas óbvias e eminentemente típicas.

Não existe qualquer dificuldade sobre Melquisedeque, se comparado com o que há sobre “Jetro” (Ex 3:1), sacerdote e rei de uma época posterior; embora, evidentemente, o último não podia oferecer uma ilustração tão adequada, nas circunstâncias do caso, quanto Melquisedeque. Ambos eram pessoas reais, históricas e não meramente místicas.

Duas observações podem ser feitas para o melhor entendimento deste capítulo e Epístola. A primeira é que, se a ordem é a de Melquisedeque, o exercício é o de Aarão, como é mais claro em Hebreus 9. A segunda é que em Hebreus 7:18-19, devemos tomar “a lei nenhuma coisa aperfeiçoou” entre parênteses.

Bible Witness and Review

Pensamento 

“Não sei se viverei para ver ao menos um convertido, mas não deixaria este campo de trabalho nem para ser coroado rei do maior império do planeta”

A. Judson

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