Origem: Livro: Esboço dos Acontecimentos Proféticos

13) Isaías 13-27

Os capítulos 13-14:27 são uma introdução a esta série de capítulos. Eles mostram, de uma maneira geral, que o juízo cairá primeiramente na Babilônia (os poderes ocidentais – a besta), antes de cair sobre a Assíria (o rei do norte e sua confederação árabe e, mais tarde, Gogue – Rússia). Este é o outro lado da história e mais uma vez prova que estas coisas têm aplicação para um dia futuro.

É importante notar que quando a Babilônia é julgada há duas pessoas particularmente em foco, como sendo especialmente culpadas e, portanto, sujeitas ao juízo de Deus. São eles os líderes responsáveis pelos poderes ocidentais: “o rei da Babilônia” (Is 14:4-11), que é uma figura do líder político da confederação de dez nações, e “Lúcifer” (Is 14:12-20) que, aparentemente é uma figura do anticristo[78]. Compare Ap 13:1-18, 19:20.
[78] N. do A.: J. N. Darby, “Notes and Comments”, vol. 4, pág. 32, 94. Alguns, entretanto, acham que Lúcifer é uma figura da pessoa da besta, o líder político do império e não o anticristo. Isto poderia muito bem ser correto, portanto, não iremos ser dogmáticos sobre isso.

Havendo dado uma breve introdução, Isaías lista as várias nações que seriam tomadas quando os assírios viessem do norte. O esboço desses capítulos começa com Isaías 14:28. Essas profecias se cumpriram parcialmente nas conquistas de Tiglate-Pileser, Salmanasar e Sargom, reis assírios, mas elas apontam para os últimos dias quando os futuros assírios (o rei do norte – Dn 11:40-43) assolarão a terra. O lado histórico dessas Escrituras serve como pano de fundo para os eventos futuros da profecia. Filístia (Is 14:28-32), Moabe (Is 15-16), Damasco, a capital da Síria (Is 17) e a terra de Israel (Is 18), são vistas vindo a juízo por meio dos assírios.

É importante entendermos que essas pronunciações proféticas (e a maioria das outras) não só apresentam o ponto principal na sequência dos eventos em discussão, mas também cobrem outros detalhes ligados ao assunto, frequentemente apontando para o fim, quando o reino Milenar de Cristo for estabelecido. O capítulo 18, por exemplo, não narra apenas o ataque dos assírios à terra de Israel, o que é o ponto principal (vs. 4-6), mas também de que modo os judeus voltaram à sua terra (vs. 1-3).

Depois da terra de Israel ficar assolada (Is 18:5-6), a conquista assíria continua em direção ao Egito (Is 19), onde os egípcios e seus aliados, os etíopes (Is 20), também são julgados. Estes capítulos, 14:28 a 20:6, nos fornecem, portanto, uma surpreendente previsão, relacionada ao ponto nº 2 do sumário.

Em seguida “o deserto do mar”, a Babilônia, é julgada (Is 21). Esta é uma representação do julgamento dos poderes ocidentais liderados pela besta. Ciro (Is 45), o rei persa, foi especialmente levantado por Deus para executar esse juízo sobre a Babilônia. Ele é uma figura de Cristo, que pessoalmente julgará os exércitos da besta na Sua vinda (Ap 19:19-21). Estes são os pontos nº 3 e nº 4 do sumário.

Muitas outras coisas também ocorrerão quando o Senhor vier dos céus em Sua Aparição. Os próximos capítulos desenvolvem esses detalhes na forma de figuras e símbolos. Primeiro, Sebna, que ocupava uma posição no governo da casa de Davi, é removido de seu ofício e lançado como uma bola em lugar espaçoso (Is 22:15-19). Isto significa a remoção do anticristo, o falso messias dos judeus, que será lançado no lago de fogo na Aparição do Senhor (Ap 19:20). Então Eliaquim é trazido para substituir Sebna e o governo da casa de Davi é colocado em suas mãos. Isso é uma figura de Cristo[79] assumindo Seu lugar de direito no trono de Davi, como o verdadeiro Messias e Rei de Israel (Is 22:20-25). O capítulo 22 é outro exemplo da profecia indo além do ponto de discussão principal. Este capítulo mostra o anticristo sendo lançado fora, e Cristo sendo colocado em evidência, mas também faz uma recapitulação da pilhagem de Jerusalém (Is 22:1-14), por meio da qual podemos entender quando e como isso acontecerá. Ele será tirado na ocasião do ataque do rei do norte (Zc 11:17).
[79] N. do A.: J. N. Darby, “Notes and Jottings”, pág. 372, “Collected Writtings”, vol. 30, pág. 209.

Então Tiro, representando o mundo comercial, também é julgado. Entendemos que isso significa que o corrupto sistema dos negócios comerciais será levado a julgamento (Is 23). Os últimos versículos do capítulo 23 apontam para o reino milenar de Cristo. Eles mostram que Tiro (os negócios comerciais) existirá novamente. No entanto, seu propósito será unicamente para o suporte do serviço ao Senhor.

Também aprendemos que a Terra (profética) será esvaziada das pessoas ímpias quando o Senhor vier (a Sua Aparição) para julgar os poderes ocidentais (Is 24). Essa obra é realizada pelos anjos (Mt 13:39-42, 24:39-41). Essa profecia prossegue para o julgamento dos anjos iníquos. Eles serão colocados numa “masmorra” e serão encerrados ali por “muitos dias” – isto quer dizer, durante o Milênio, depois do qual serão trazidos para fora, apenas para serem lançados no lago de fogo (Is 24:21-22). Depois de Deus haver limpado toda a cena, Cristo reinará em Jerusalém (Is 24:23). Estas coisas todas ocorrerão no período abrangido pelo ponto nº 4 do sumário.

Em Isaías 25, o remanescente piedoso que será libertado e restaurado ao Senhor nesse momento, elevará seu coração em louvor a Deus, por Sua intervenção em favor deles. Eles pacientemente esperaram pelo Senhor, e tendo Ele vindo para libertá-los, regozijam-se em Sua salvação. O remanescente celebrará sua libertação num cântico de louvor (Is 26). As dez tribos de Israel são também levantadas do pó da Terra, para se juntarem ao reavivamento nacional (Is 26:19; Dn 12:1-2; Ez 37). Isaías 25-26 corresponde ao intervalo entre os pontos nº 5 e nº 6 do sumário. À medida que continua “a indignação”, o Senhor encorajará a recém-revivida nação de Israel (todas as doze tribos) a se refugiar por um pouco de tempo, até que Ele tenha tratado com todas as nações hostis restantes na Terra (Is 26:20-21).

Em Isaías 27, após haver restaurado a Israel, o Senhor julgará “o leviatã”, a serpente veloz e tortuosa. A temível besta é um símbolo do poder de Satanás nas mãos dos assírios – o segundo ataque, sob Gogue (Rússia). No entanto, Israel, a vinha de Jeová, será preservado, por Seu divino cuidado, quando os assírios vierem à terra pela segunda vez (Is 27:1-5). Este é o ponto nº 6 do sumário.

Depois disso, Israel é visto num lugar de proeminência na Terra. Quando vier o Milênio, eles serão uma bênção para toda a Terra (Is 27:6 – JND).

Compartilhar
Rolar para cima