Origem: Revista O Cristão – Deus é Amor
O Amor de Deus
Deve o homem, então, sem esperança, estar perdido para sempre,
Já que obras, riquezas e ofertas não podem salvá-lo?
Deve ele ser lançado no lago ardente do inferno,
Absorver os tormentos de suas ondas incandescentes,
E em vão ansiar por água em sua sede?
Ah! Sim; essa seria a sua aflição, se o amor tivesse tosquenejado,
E se Deus jamais tivesse enviado Seu Filho para salvá-lo;
Pois nada que o homem pudesse trazer Ele poderia aceitar,
E o homem, então, perdido, teria chorado em incessante sofrimento.
Mas o amor divino transcende todo pensamento humano;
Veja no Filho quão ardente o Seu fervor resplandece!
Pois é n’Ele que Deus agora recomenda Seu amor,
A Quem Ele entregou para sofrer por Seus inimigos,
E provar por eles a mais aguda das aflições;
Ah! Sim, por eles, o mundo, a raça humana culpada,
Este amor maravilhoso flui tão plena e livremente,
Para o homem traidor, que desvia o rosto
Do seu Criador-Deus, o Deus de amor e graça.
N’Ele, o Filho, eis o amor de Deus!
A Ele, Seu amado, Ele não poupou,
Mas O entregou a uma dor e sofrimento indizíveis,
Para que Ele pudesse suportar o juízo pelos pecadores,
E assim declarar o próprio amor ilimitado de Deus
Ao homem, que hasteou a bandeira da rebelião!
Onde está o amor que se compara a este?
Seu Filho entregue por este mundo culpado,
O qual Ele, com justiça, poderia ter lançado à perdição eterna!
