Origem: Livro: A Ordem de Deus

3) Correção e Restauração do Ofensor

A ação de afastar alguém da comunhão deve sempre ter em vista o bem e a bênção da pessoa que errou. Ele é colocado fora e não devemos ter qualquer contato com ele, para que possa ser quebrantado em arrependimento e restaurado ao Senhor. “Mas agora vos escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais” (1 Co 5:11). Quando a pessoa está arrependida e tem julgado seu pecado, a assembleia deve recebê-la de volta à comunhão. Com relação à pessoa pecadora que os coríntios colocaram para fora de entre eles, o apóstolo Paulo disse: “Basta-lhe ao tal esta repreensão feita por muitos. De maneira que pelo contrário deveis antes perdoar-lhe e consolá-lo, para que o tal não seja de modo algum devorado de demasiada tristeza. Pelo que vos rogo que confirmeis para com ele o vosso amor” (2 Co 2:6-8).

A assembleia deve sempre tomar o assunto como o seu pecado. A sua atitude em relação à excomunhão de alguém deve ser a do luto – pois eles falharam em não poder alcançá-lo quando o irmão estava no caminho em direção ao pecado. Isso é o que os coríntios não haviam feito. Paulo disse-lhes: “Estais inchados, e nem ao menos vos entristecestes por não ter sido dentre vós tirado quem cometeu tal ação” (1 Co 5:2). Cada um na assembleia deve procurar em seu coração se perguntando: “O que eu poderia ter feito para impedir essa pessoa de falhar?” Devemos ver que tivemos uma parte nisso; por não pastorearmos adequadamente essa pessoa, ou por não termos orado por essa pessoa o suficiente, etc. Isso é chamado de “comer a oferta pelo pecado” (Lv 6:26).

Esse tipo de cuidado com a glória do Senhor é algo quase inexistente na Cristandade hoje em dia, mas, no entanto, deve ser praticado por toda assembleia Cristã.

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