Origem: Livro: OS DIAS INICIAIS DO MOVIMENTO DOS ASSIM CHAMADOS “IRMÃOS”
Prefácio
Um desejo foi manifestado de que algumas cartas escritas há muitos anos, relacionadas ao gracioso movimento do Espírito Santo no século XIX, pudessem ser impressas para uma ampla circulação.
Isso não é feito para elogiar os homens de Deus que foram usados para recuperar verdades preciosas há muito tempo perdidas de vista pela Igreja professa, mas para acender em nosso coração a devoção e piedade manifestadas nessas cartas. Que elas possam levar ao exame próprio diante de Deus, para ver se a verdade tem em nosso coração o controle que a verdade divina requer. Pode ser que muitos, nestes dias descuidados, influenciados talvez por relacionamentos, amizades ou outras causas, ocupem exteriormente a posição mencionada nessas cartas, mas com pouca apreensão do que realmente sejam essas “verdades recuperadas” e o que elas significaram para aqueles que se separaram de conexões afetivas de longa data, para andar em obediência e em comunhão com Cristo, como aqueles Cristãos hebreus, saindo “a Ele fora do arraial, levando o Seu vitupério” (Hb 13:13).
Esses primeiros irmãos não reivindicaram nada além do que é o privilégio comum e porção de todos os verdadeiros crentes, mas eles receberam a verdade, sentiram o poder dela e andaram nela.
Reivindicações eclesiásticas e bandeiras de grupos já foram levantadas, infelizmente, para a desonra de Cristo e das verdades professadas, mas de modo algum afeta as verdades que foram então recuperadas. Elas permanecem fiéis à fé como sempre, para serem mantidas em amor, com temor piedoso, lembrando-se das palavras do Senhor aos santos de Filadélfia: “Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa” (Ap 3:11).
O leitor verá que o movimento mencionado foi o resultado de exercícios piedosos em muitas pessoas e em lugares distantes uns dos outros. Também é verdade que, embora não tenha sido o primeiro nas reuniões iniciais, o Sr. J. N. Darby se tornou o principal instrumento para unificar e estabelecer o movimento espiritual sobre o sólido fundamento da Palavra de Deus. Três grandes verdades foram destacadas por meio de sua instrumentalidade:
- A perfeita aceitação do crente “em Cristo” diante de Deus.
- A presença do Espírito Santo no crente e na Igreja para revigorá-la e dirigi-la.
- O Senhor vindo para os Seus como a esperança da Igreja, Seu corpo e Sua Noiva.
Que Deus, o Espírito, grave essas coisas em nosso coração, para que possamos individual e coletivamente estar aqui como a virgem casta desposada para o Amado, fiel a Ele, enquanto esperamos por Ele. [o editor]
