Origem: Livro: OS DIAS INICIAIS DO MOVIMENTO DOS ASSIM CHAMADOS “IRMÃOS”

Uma Carta do Sr. Darby em Resposta à Pergunta de um Irmão

(Traduzido do francês)

Prezado Senhor e Irmão em Cristo,

Tenho estado continuamente ativo, de modo que tem sido difícil para mim, preparar o relato que você deseja receber. A melhor maneira será simplesmente mencionar as várias circunstâncias que ocorreram, no que diz respeito pessoalmente a mim, no momento em que esta obra de Deus começou. Você entenderá que muitos outros trabalharam nesse campo, e muitos com muito mais devoção do que eu, e com resultados muito mais marcantes no que diz respeito à bênção das almas. Mas minha preocupação agora é com a obra de Deus, não com nossos labores; para que você possa extrair do relato o que for adequado ao seu propósito.

Eu era advogado: mas sentia que, se o Filho de Deus Se entregou por mim, eu devia me dedicar inteiramente a Ele. Senti que o chamado mundo Cristão era caracterizado por profunda ingratidão ao Senhor, e eu ansiava por total devoção à Sua obra. Meu pensamento principal era circular entre os pobres católicos da Irlanda. Fui induzido a ser ordenado. Não me senti atraído a assumir um cargo regular, mas, sendo jovem na fé e ainda não conhecendo a libertação, fui governado pelo sentimento de meu dever para com Cristo, e não pela consciência de que Ele havia feito tudo e que fui redimido e salvo; consequentemente era fácil seguir o conselho daqueles que eram mais avançados do que eu no mundo Cristão.

Assim que fui ordenado, fui para o meio dos pobres montanhistas irlandeses, em um distrito selvagem e inculto, onde permaneci dois anos e três meses, trabalhando como podia. Senti, no entanto, que o estilo de trabalho não estava de acordo com o que li na Bíblia sobre a Igreja e o Cristianismo; nem correspondia aos efeitos da ação do Espírito de Deus. Essas considerações me pressionaram do ponto de vista bíblico e prático.

Enquanto buscava diligentemente cumprir os deveres do ministério a mim confiado, trabalhando dia e noite entre as pessoas que eram quase tão selvagens quanto as montanhas que habitavam, aconteceu um acidente que me deixou parado por algum tempo. (Meu cavalo se assustou e eu fui jogado contra um batente de porta.) Durante esse período de solidão, os pensamentos conflitantes aumentaram; mas muito exercício da alma teve o efeito de fazer com que as Escrituras ganhassem total ascendência sobre mim – embora eu sempre as tivesse reconhecido como a Palavra de Deus.

Quando entendi que estava unido a Cristo no céu, e que, consequentemente, minha posição diante de Deus era representada pelo próprio lugar de Cristo lá, cheguei à conclusão de que não se tratava mais de uma questão com Deus sobre esse miserável “eu” – que tinha me cansado durante seis ou sete anos, diante das exigências da lei. Então ficou claro para mim que a Igreja de Deus, como Ele a considera, era composta apenas por aqueles que estavam tão unidos a Cristo; enquanto a Cristandade, vista exteriormente, era realmente o mundo e não podia ser considerada como “a Igreja”, embora com a responsabilidade inerente à posição que professava ocupar – algo muito importante em seu devido lugar. Vi que o Cristão, tendo sua posição em Cristo no céu, não tem nada a esperar senão a vinda do Salvador, a fim de ser colocado, de fato, na glória que, como “em Cristo”, já é sua porção.[3]
[3] O trecho a seguir, tirado de um panfleto que ele escreveu sobre essa época, ou logo depois, nos dá um vislumbre da profundidade da convicção e confiança na Palavra de Deus que ele experimentou então. [o editor]

A leitura atenta de Atos me proporcionou um quadro prático da Igreja primitiva, que me fez sentir profundamente o contraste com seu real estado presente, embora ainda, como sempre, amada por Deus. Naquela época eu tinha que usar muletas para me movimentar, de modo que não tinha oportunidade de dar a conhecer minhas convicções em público; e como o meu estado de saúde não me permitia ir ao culto, fui obrigado a permanecer afastado. Pareceu-me que a boa mão de Deus veio assim em meu socorro, escondendo minha fraqueza espiritual sob a incapacidade física. Enquanto isso, crescia em meu coração a convicção de que o que a Cristandade estava realizando no mundo de modo algum respondia às necessidades de uma alma sobrecarregada de culpa sob o sentido do santo governo de Deus em conexão com a lei.

Em meu retiro, o capítulo 32 de Isaías me ensinou claramente que, na ordem de Deus, ainda havia uma dispensação por vir; um estado de coisas ainda não estabelecido. A consciência de minha união com Cristo me deu a presente porção celestial da glória, enquanto este capítulo apresenta claramente a parte terrenal correspondente. Não consegui colocar essas coisas em seus respectivos lugares ou ligá-las em ordem, como posso agora; mas as próprias verdades foram então reveladas à minha alma, pela ação de Seu Espírito, pela leitura de Sua Palavra.

O que fazer? Eu vi naquela Palavra a vinda de Cristo para levar a Igreja para Si em glória. Vi que a cruz, a base divina da salvação, deve imprimir seu próprio caráter no Cristão e na Igreja em vista da vinda do Senhor; e também que, enquanto isso, o Espírito Santo foi dado para ser a Fonte da unidade da Igreja, bem como a Fonte de sua atividade e, de fato, de toda a energia Cristã.

Quanto ao Evangelho (o fundamento da fé Cristã), não tive dificuldade quanto aos dogmas recebidos. Três Pessoas em um Deus – a divindade de Jesus – Sua obra de expiação na cruz – Sua ressurreição – Seu assentar à destra de Deus, eram verdades que, antes entendidas como doutrinas ortodoxas, há muito eram uma realidade viva para minha alma. Não só eram verdades, mas eu conhecia a Deus pessoalmente dessa maneira. Eu não tinha outro Deus senão Aquele que Se revelou assim, e a Ele eu tive. Ele era o Deus da minha vida e da minha adoração, o Deus da minha paz, o único Deus verdadeiro.

A diferença prática em minha pregação, quando voltei a pregar, foi a seguinte: quando era clérigo, pregava que o pecado havia criado um grande abismo entre nós e Deus, e que somente Cristo era capaz de transpô-lo; agora, eu pregava que Ele já havia terminado Sua obra. A necessidade de regeneração, que sempre fez parte do meu ensino, tornou-se mais ligada a Cristo, o último Adão. Entendi melhor que era uma vida real, inteiramente nova, comunicada pelo poder do Espírito Santo; e, como já disse, mais em conexão com a Pessoa de Cristo e o poder de Sua ressurreição, combinando o poder de uma vida vitoriosa sobre a morte, com uma nova posição do homem diante de Deus. Isso é o que eu entendo por “libertação”. O sangue de Jesus removeu toda mancha do crente, todo vestígio de pecado, de acordo com a pureza de Deus. Em virtude de Seu sangue derramado (a única propiciação possível), podemos agora convidar todos os homens a virem a Deus, um Deus de amor, que deu Seu próprio Filho por nós. A presença do Espírito Santo enviado do céu para habitar no crente como a “Unção”, o “Selo” e o “Penhor da nossa herança”, bem como para estar na Igreja; o poder que une em um corpo e distribui dons aos membros de acordo com Sua vontade; essas verdades se desenvolveram amplamente e assumiram grande importância aos meus olhos. A questão do ministério estava ligada com esta última verdade. De onde vinha esse ministério? De acordo com a Bíblia, claramente vinha de Deus pelo poder e ação do Espírito Santo.

Na época em que me ocupava com essas coisas, a pessoa com quem eu estava em um relacionamento Cristão localmente, como ministro, era um excelente Cristão, digno de todo respeito, e por quem sempre tive grande afeição. Ele foi posteriormente nomeado para ser arquidiácono. Mas foram os princípios, não as pessoas, que agiram em minha consciência; pois eu já havia desistido, por amor ao Salvador, de tudo o que o mundo podia oferecer. Eu disse a mim mesmo: “Se o apóstolo Paulo viesse aqui agora, ele não teria permissão, de acordo com o sistema estabelecido, para pregar, por não ser legalmente ‘ordenado’; mas se um obreiro de Satanás, que por sua doutrina negou o Salvador, viesse aqui, como um homem ordenado, ele poderia pregar livremente, e meu amigo Cristão seria obrigado a considerá-lo como um cooperador; ao passo que ele seria incapaz de reconhecer o instrumento mais poderoso do Espírito de Deus, por mais abençoado que fosse em seu trabalho de conduzir multidões de almas ao Senhor, se ele não tivesse sido ordenado de acordo com o sistema”. Tudo isso, disse a mim mesmo, é falso. Isto não é um mero abuso, como pode ser encontrado em qualquer lugar; é o princípio do sistema que está corrompido. O ministério é do Espírito. Há alguns entre o clero que são ministros pelo Espírito, mas o sistema está fundado em um princípio oposto; consequentemente, parecia impossível permanecer nele por mais tempo.

Vi na Escritura que havia certos dons que formavam o verdadeiro ministério, em contraste com um clero estabelecido sobre outro princípio. A salvação, a Igreja e o ministério estavam todos ligados; todos estavam conectados a Cristo, a Cabeça da Igreja no céu; com Cristo que havia realizado uma salvação perfeita, bem como com a presença do Espírito na Terra, unindo os membros à Cabeça e uns aos outros, de modo a formar “um só corpo”, e Ele agindo neles de acordo com Sua vontade.

Com efeito, a cruz de Cristo e Sua volta devem caracterizar a Igreja e cada um de seus membros. O que podia ser feito? Onde estava essa unidade, esse “corpo”? Onde o poder do Espírito era reconhecido? Onde o Senhor era realmente esperado? O nacionalismo estava associado ao mundo; em seu seio alguns crentes foram fundidos ao próprio mundo do qual Jesus os separou; eles também estavam separados um do outro, enquanto Jesus os havia unido. A ceia do Senhor, símbolo da unidade do corpo, estava agora unida ao mundo, ou seja, exatamente o contrário do que Cristo havia estabelecido. A dissidência, sem dúvida, teve o efeito de tornar os verdadeiros filhos de Deus mais manifestos, mas eles estavam unidos em princípios bem diferentes da unidade do corpo de Cristo. Se me unisse a estes, me separaria de todos os outros em todos os lugares. A desunião do corpo de Cristo era mais aparente em toda parte do que sua unidade. O que eu deveria fazer? Tal foi a questão que se apresentou a mim, sem outra ideia senão a de satisfazer minha consciência, segundo à luz da Palavra de Deus.

Uma palavra em Mateus 18 forneceu a solução do meu problema: “pois onde dois ou três são reunidos juntos para o Meu nome, aí estou Eu no meio deles” (Mt 18:20 – JND). Isso era exatamente o que eu queria. A presença de Jesus estava assegurada em tal adoração; é aqui que Ele pôs o Seu nome, como havia feito antigamente no templo em Jerusalém para aqueles que foram chamados se refugiar a ali.

Quatro pessoas que estavam praticamente no mesmo estado de alma que eu, vieram a minha hospedagem; conversamos juntos sobre essas coisas, e propus a eles que partíssemos o pão no domingo seguinte, o que fizemos. Outros então se juntaram a nós. Saí de Dublin logo depois, mas o trabalho começou imediatamente em Limerick, uma cidade na Irlanda, e depois em outros lugares.

Dois anos depois (1830), fui para Cambridge e Oxford. Neste último lugar, algumas pessoas que ainda estavam engajadas na obra, compartilharam minhas convicções e sentiram que a relação da Igreja com Cristo deveria ser a de uma esposa fiel.

Por convite, fui a Plymouth para pregar. Meu hábito era pregar onde as pessoas quisessem, seja em prédios ou em casas particulares. Mais de uma vez, mesmo com ministros da igreja nacional, partimos o pão na segunda-feira à noite após as reuniões para edificação Cristã, onde cada um era livre para ler, falar, orar ou cantar um hino. Alguns meses depois começamos a fazê-lo no domingo de manhã, fazendo uso da mesma liberdade, acrescentando apenas a ceia do Senhor, que tínhamos o costume de tomar todos os domingos. Às vezes, partíamos o pão com mais frequência. Naquela época também alguns começaram a fazer o mesmo em Londres.

A unidade da Igreja, como corpo de Cristo, a vinda do Senhor, a presença do Espírito Santo aqui, no indivíduo e na Igreja; uma proclamação assídua da verdade, bem como a pregação do evangelho na base da pura graça e de uma obra consumada, dando a certeza da salvação quando recebido no coração pelo Espírito; separação prática do mundo; devoção a Cristo, como Àquele que redimiu a Igreja; um andar tendo Ele apenas como motivo e regra; e outros assuntos relacionados a estes, tudo isso foi tratado em publicações separadas, bem como por meio de periódicos; e essas verdades foram amplamente difundidas no exterior.

Muitos bons ministros da igreja nacional abandonaram o nacionalismo para andar de acordo com esses princípios, e a Inglaterra foi gradualmente coberta de reuniões, mais ou menos numerosas.

Sendo Plymouth o lugar onde a maioria das publicações se originou, o nome “irmãos de Plymouth” tornou-se a designação usual dada a tais reuniões.

Em 1837 visitei a Suíça, e essas verdades começaram a ser conhecidas ali. Voltei lá mais de uma vez. Na segunda vez, permaneci um tempo considerável em Lausanne, onde Deus trabalhou em conversões e reuniu vários filhos de Deus mundo afora. Já havia, na Suíça, dissidentes que haviam sofrido fielmente pelo Senhor durante vinte anos antes. Mas a atividade deles havia diminuído consideravelmente, e até parecia que o movimento estava prestes a desaparecer. A obra dos irmãos, até certo ponto, pela bondade de Deus, encheu o país; as conversões foram numerosas. Na Suíça alemã, o trabalho se espalhou em um grau muito menor.

Em duas ocasiões em que passei um longo tempo em Lausanne, alguns jovens irmãos que desejavam se dedicar ao trabalho evangélico passaram quase um ano comigo para ler a Bíblia. Também participamos juntos da ceia do Senhor todos os dias.

Ao mesmo tempo (de forma bastante independente do que estava acontecendo na Suíça), um irmão, que trabalhava na França, havia despertado o interesse em um distrito considerável onde o povo em geral estava mergulhado na infidelidade e nas trevas. Alguns também dos irmãos jovens de quem falei, e dois ou três outros que conheci, mas que nunca ficaram comigo, foram trabalhar na França. Outros obreiros, pertencentes a associações missionárias, acreditando que seriam mais felizes trabalhando sob a direção imediata do Senhor, e não como sujeitos a comitês, abriram mão de seus salários, considerando tais arranjos como desconhecidos da Escritura, tanto de fato quanto em princípio; já que sua própria existência atribuía ao dinheiro o direito de dirigir a obra do Senhor. Estes começaram a trabalhar em simples dependência do Senhor, confiando em Seu fiel cuidado. Deus levantou outros também, embora ainda continue sendo verdade que “A seara é realmente grande, mas poucos são os ceifeiros” (Mt 9:37). Deus abençoou esses obreiros por numerosas conversões, graças a Deus, especialmente no sul da França.

Desde o início visitei esses países e partilhei com alegria as dificuldades e fadigas desses irmãos; mas são eles que realmente trabalharam na obra…

Quase ao mesmo tempo, na parte oriental da França, uma obra semelhante havia começado, independentemente desta. Estendeu-se de Basileia aos Pirenéus, com uma lacuna nos distritos dos quais Toulouse forma o centro. O país está mais ou menos coberto de reuniões, e a obra, pela graça de Deus, continua.

Devo dizer que nunca me intrometi no chamado nem no trabalho dos irmãos que estudaram a Bíblia comigo. Quanto a alguns, tenho a convicção de que não foram chamados para isso e, de fato, voltaram para as ocupações comuns da vida. Quanto aos outros, só os ajudei no estudo da Bíblia, transmitindo-lhes a luz que Deus me havia dado, mas deixando inteiramente para eles a responsabilidade de sua vocação para o trabalho de evangelização ou ensino.

Tínhamos o costume de nos reunir ocasionalmente por algum tempo, quando Deus abria o caminho para isso, para estudar juntos assuntos bíblicos, ou livros da Bíblia, e comunicar uns aos outros o que Deus havia dado a cada um. Durante vários anos, na Irlanda e na Inglaterra, isso ocorreu anualmente em grandes conferências que duravam uma semana. No continente, e mais tarde na Inglaterra, elas foram menos frequentadas; e em números menos expressivos, foi possível passar quinze dias ou três semanas estudando alguns livros da Bíblia.

Meu irmão mais velho, que é Cristão, passou dois anos em Dusseldorf, onde foi abençoado com almas, e também nos arredores de Dusseldorf. Estes, por sua vez, espalharam a luz do evangelho e da verdade, e várias pessoas foram reunidas nas províncias da Renânia. Folhetos e várias publicações dos irmãos foram traduzidos e amplamente distribuídos; e luz quanto à libertação da alma, o verdadeiro caráter da Igreja, a presença do Espírito Santo aqui na Terra e a vinda do Senhor, foram disseminados.

Dois anos depois, ajudado, creio eu, pelo conhecimento dessas verdades, mas inteiramente independente dessa obra, um movimento do Espírito de Deus começou em Elberfeld. Havia naquela cidade uma “irmandade” que empregava doze obreiros, se não me engano, a quem o clero procurava proibir de pregar ou ensinar. Esclarecidos quanto ao ministério do Espírito e movidos pelo amor às almas, eles não se submeteram a essa proibição. Sete desses obreiros, creio eu, e alguns membros da “irmandade” se separaram dela, e alguns deles, com outros que Deus levantou, continuaram sua obra evangélica, que se espalhou da Holanda para Hesse. As conversões têm sido muito numerosas, e muitas centenas se reúnem atualmente para partir o pão. Mais recentemente, o trabalho começou a se estabelecer na Holanda, como também no sul da Alemanha. Por meio de outros instrumentos, já existiam duas reuniões em Wurtemberg.

O evangelho pregado por emigrantes da Suíça e da Inglaterra levou à formação de alguns encontros nos Estados Unidos e Canadá. Outros na Jamaica e Demerara, como também entre os nativos do Brasil. As colônias inglesas da Austrália e da Nova Zelândia também têm reuniões. Mas não vou ampliar, pois este breve esboço será suficiente para o seu propósito.

Os irmãos não reconhecem nenhum outro corpo ou Igreja além de toda a Igreja de Cristo. Além disso, reconhecem todo Cristão que anda em verdade e santidade, como um membro comprovado de Cristo. Sua esperança de salvação final é baseada na obra expiatória do Salvador, para cujo retorno aguardam, de acordo com Sua Palavra. Eles creem que os santos já estão unidos a Ele, como membros do corpo do qual Ele é a Cabeça, e aguardam o cumprimento de Sua promessa, esperando Sua vinda para levá-los para Si na casa do Pai, para que onde Ele estiver, eles também estejam. Sua Pessoa é o Objeto de sua fé, Sua vida o exemplo que devem seguir em sua conduta. Sua Palavra, a saber, as Escrituras inspiradas por Deus, isto é, a Bíblia, é a autoridade que forma sua fé; é também seu fundamento, e eles a reconhecem como aquilo que deve reger sua conduta. Somente o Espírito Santo pode torná-la eficaz tanto para a vida quanto para a prática.

J. N. Darby

Compartilhar
Rolar para cima