Origem: Livro: Esboço Sobre os Profetas Menores

As promessas do Senhor a Israel

Mais Encorajamento para o Remanescente Retornar para Ele

Capítulo 13 – O Senhor promete levantar a nação de Israel “do inferno (da sepultura – KJV) e “da morte” (v. 14). Esta é sua ressurreição nacional. Estando espalhada pelos “quatro ventos” (Mt 24:31), a nação tem estado adormecida na Terra por muitos séculos, mas o Senhor os levantará novamente (Is 26:19; Ez 37:1-14; Dn 12:2; Os 6:2). Este será mais um encorajamento para o remanescente retornar à sua terra natal e fazer parte desta ressurreição nacional.

Vs. 1-3 – O profeta começa falando de como a nação entrou na condição de morte espiritual. Em cumprimento à bênção de Jacó em Gênesis 49, “Efraim” se tornou uma tribo poderosa com muita influência em Israel. Quando falavam sobre algum assunto em Israel, “tremia-se” entre o restante das tribos. Mas isso levou a um problema de orgulho. Ele se entusiasmou com sua importância e “exaltou-se em Israel” (TB). Além disso, ele se tornou culpado ao se voltar para a idolatria (“Baal”). O resultado foi que eles “morreram” espiritualmente – portanto, houve uma total desconexão da comunhão com o Senhor (v. 1). Este não foi o caso apenas da tribo de Efraim, mas de todas as dez tribos. Ao invés de se voltarem para o Senhor em seu estado de morte espiritual, eles pecaram “mais e mais” (ARA) multiplicando ídolos (v. 2).

O consequente juízo do Senhor significou que o reino de Israel, ao norte, seria dissolvido e levado embora (v. 3). Quatro analogias são utilizadas para descrever a dissolução da nação:

  • Uma “nuvem de manhã” (névoa) que desaparece com o calor.
  • Um “orvalho da madrugada” que evapora.
  • “Palha (ARA) que é levada pelo vento.
  • “Fumaça” (ARA) que se dissipa no ar.

Vs. 4-14 – Apesar da morte e dissolução do reino, situado ao norte, o Senhor lhes faz três grandes promessas. Esta operação de pura graça soberana (Jr 31:2) virá como um grande encorajamento para eles:

  • O Senhor seria seu Deus-Salvador (vs. 4-8).
  • O Senhor seria seu Rei (vs. 9-11).
  • O Senhor seria seu Redentor (vs. 12-14).

Vs. 4-8 – Em primeiro lugar, o Senhor promete que haveria um dia em que não conheceriam “outro Deus” a não ser Ele – o Deus-Salvador. Ou seja, eles seriam levados a julgar sua idolatria de uma vez por todas. Mas, por enquanto, eles O “esqueceram”, embora Ele os tenha tirado do Egito e os preservado no deserto e enchido suas pastagens na terra de Canaã. O Senhor queria ser o grande Protetor da nação de Israel, mas o pecado deles O forçou a ser seu Destruidor. Ele teria de enfrentá-los como um “leão”, um “leopardo”, um “urso” e uma “leoa” (JND) e destruiria a nação.

Vs. 9-11 – Em segundo lugar, o Senhor promete: “Eu serei o teu Rei” (KJV) O dever do rei era sair e salvar o povo de seus inimigos e manter a nação em paz e segurança (1 Sm 8:20). Mas não foi esse o caso em Israel. Portanto, o Senhor pergunta: “Onde está agora o teu rei?” (ACF) Por mais embaraçoso que fosse, o rei Oseias estava na prisão naquela época e não pôde ajudá-los (2 Rs 17:4). Embora a nação tenha se “destruído” (KJV) com a idolatria, o Senhor promete: “Em Mim está o teu socorro” (KJV). Havia esperança para a nação, mas apenas n’Ele.

O povo havia pedido por “reis e príncipes”, pensando que eles os libertariam, mas eles não ajudaram em nada – apenas afastaram o povo do Senhor! Em Seu querer permissivo, o Senhor “deu” às dez tribos de Israel “um rei” (Jeroboão – 1 Rs 11:37), mas Ele o tirou (“Eu te dei um rei na minha ira, e o tirei no meu furor.” v. 11) – o último rei de Israel, Oseias, a quem os assírios removeram (2 Rs 17:2). Na KJV, o pronome “o” de “o tirei” está em itálico, indicando que a palavra não está no texto original. Portanto, está se referindo às dinastias reais do reino, situado ao norte, que foram removidas em Oseias, seu último rei.

Vs. 12-14 – Em terceiro lugar, o Senhor prometeu ser seu Redentor e livrá-los da morte nacional. Atualmente, a “iniquidade de Efraim está atada” e seu “pecado está armazenado”. Suas “dores” são como uma mulher em trabalho de parto, mas por causa de sua obstinação, não “vem à luz”; eles permanecem no “canal de parto”, por assim dizer, até que seja o momento do renascimento da nação (Is 66:8).

O Senhor promete: “Eu os remirei da violência do inferno, e os resgatarei da morte”. Esta é uma referência à ressurreição nacional de um remanescente de Israel. “Os teus mortos viverão, os teus mortos ressuscitarão” (Is 26:19; Ez 37:1-14; Dn 12:2; Os 6:2; Sl 49:15). A condição de morte nacional não será capaz de retê-los quando o Senhor exercer Seu poder para redimi-los. Haverá um renascimento espiritual da nação por meio das dores do arrependimento. Eles sairão do útero da sepultura e entrarão nas bênçãos prometidas do reino. O próprio pensamento de “arrependimento” está “escondido” dos olhos do Senhor. Ele não considerará ou olhará para a possibilidade de arrepender-se de Seu propósito de redimir Israel da sepultura, pois “os dons e a vocação” de Deus em relação a Israel são “sem arrependimento” (Rm 11:29).

Vs. 15-16 – Enquanto isso, a pena pela falta de arrependimento de Israel estava prestes a ser executada pelo instrumento de juízo do Senhor (os assírios) vindo pelo caminho do deserto sírio, e a nação seria levada embora. “Samaria”, a capital do reino, ficaria “deserta”.

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