Origem: Livro: Esboço Sobre os Profetas Menores

A terceira mensagem profética

Capítulos 5-6 – Em sua terceira mensagem profética, Amós enfatiza a iminência do juízo vindouro sobre a terra pelas mãos da Assíria – uma prefiguração do rei do norte. Para retratar a certeza disso, o profeta é levado a dar essa mensagem final como uma “lamentação” (vs. 1-2). Historicamente, noventa por cento da população do reino ao norte foi morta ou levada cativa pelo inimigo (v. 3). Profeticamente, dois terços da população de Judeus serão “extirpadas” (Zc 13:8-9). Conforme mencionado anteriormente, aqueles no reino ao norte representam profeticamente os Judeus no tempo da 70ª semana de Daniel (Dn 9:27) que se estabeleceram na parte norte da terra (veja Letters of J. N. Darby, vol. 3, p. 359).

A condenação do reino de Israel, situado ao norte, estava próxima, mas ainda havia uma forma de escapar – que era “buscar” o Senhor (v. 4) e abandonar seus pecados (v. 5). Se isso fosse feito com sinceridade, eles continuariam a “viver” na terra (v. 6); o Senhor afastaria os invasores. Os ricos estavam se estabelecendo pela opressão, mas precisavam buscar Aquele que fez as constelações. Aquele que tinha tal poder de criação em Sua mão poderia fazer “vir súbita destruição sobre o forte” (a Assíria) (vs. 7-9).

Os injustos que se sentavam nos assentos administrativos da cidade, “na porta”, odiavam os que julgavam com retidão. Eles aceitariam subornos, etc., mas Amós os lembra que tudo fora visto pelo Senhor (vs. 10-13). Mesmo com todo esse mal tendo sido feito, se houvesse verdadeiro arrependimento do povo e eles buscassem “o bem, e não o mal”, eles viveriam (vs. 14-15). Mas por causa de sua obstinação, houve juízo vindo sobre a terra. Haveria “pranto” nas ruas, estradas e vinhas (vs. 16-17).

Amós então irrompe com um aviso contra aqueles que queriam “o dia do Senhor”. Evidentemente, eles não perceberam o que ele significava – não seria o livramento da Assíria, mas o juízo do Senhor pela Assíria (vs. 18-20). Isso mostra que eles estavam espiritualmente cegos e confusos. O povo estava confiando em seus sacrifícios oferecidos em Betel, o falso centro de adoração, mas o Senhor (por meio do profeta) disse-lhes que havia Se recusado a aceitá-los (vs. 21-23). O que o Senhor realmente queria do povo era o julgamento correto e a justiça prática, mas eles não se afastaram de sua idolatria, desde os dias da passagem da nação pelo deserto. O Senhor disse: “Portanto vos levarei cativos, para além de Damasco” (vs. 24-26).

O capítulo 6 enfoca a classe rica das capitais tanto do reino situado ao sul (“Sião”) como do reino situado ao norte (“Samaria”). Esses povos viviam no luxo e se entregavam ao prazer, mas isso os tornou insensíveis à realidade do juízo vindouro. Eles tinham uma falsa sensação de segurança e isso os levou à complacência. Houve uma “ruína de José” (1 Rs 11:30-32 – ARA), mas eles não ficaram tristes com isso. José, aqui, representa as dez tribos que romperam com o centro divino em Judá. Consequentemente, eles seriam os primeiros a irem para o cativeiro (vs. 1-7).

O Senhor havia “jurado” que o juízo pela mão da Assíria certamente viria. Ele não protegeria mais a nação, mas “entregaria a cidade” e tudo que há nela. A decisão era imutável (v. 9). Se houvesse em uma casa dez homens escondidos dos assírios, até eles morreriam pela praga que surgiria da contaminação de cadáveres espalhados pelas ruas. Se um parente viesse queimar seus corpos para evitar doenças e encontrasse um sobrevivente escondido na casa, ele imploraria ao sobrevivente para não mencionar o nome do Senhor. Supondo supersticiosamente que tal invocação chamaria a atenção do Senhor para aquela casa; eles morreriam também, pois Ele havia ordenado que todas as casas (grandes e pequenas) fossem destruídas (vs. 10-11).

Amós arrazoa que os cavalos não correm sobre a rocha e nem os que aram com bois, mas os magistrados em Israel fizeram o impensável; eles haviam transformado o “juízo (justiça) em fel, e o fruto da justiça em alosna [amargura] (v. 12). Visto que eles se consideravam imunes ao desastre, o Senhor certamente enviaria o invasor do norte (os assírios) e eles destruiriam a terra desde “Hemate” no Norte até “ao ribeiro de Arabá” (ARA) no Sul (vs. 13-14). Esta é uma prefiguração do que o rei do norte fará em um dia vindouro (Dn 11:40-42).

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