Origem: Livro: Esboço Sobre os Profetas Menores

O Juiz de toda a Terra Se levantará para julgar a Assíria

Capítulo 1 – Depois de se apresentar e declarar seu “peso” contra “Nínive” (v. 1), Naum dá uma declaração da majestosa santidade do Senhor como o Juiz de toda a Terra (vs. 2-8). Ele descreve o Senhor como sendo “zeloso” pela santidade de Deus e, portanto, Ele “toma vingança contra os Seus adversários, e guarda a ira contra os Seus inimigos” (v. 2). Ele também é um Juiz que não faz acepção de pessoas, mas, ao contrário, considera o “culpado” responsável por suas ações (v. 3). Quanto à Sua capacidade de executar juízo, Ele tem poder para “repreender o mar” e torná-lo “seco” e pode fazer o mesmo com “todos os rios” (v. 4). Além disso, “os montes tremem perante Ele, e os outeiros se derretem” (v. 5). Consequentemente, não há ninguém capaz de “parar diante do Seu furor” (v. 6), e a partir deste momento em diante ninguém terá permissão de tocar em Seu povo redimido, o remanescente de Israel, pois Ele prometeu ser “uma fortaleza” de segurança para eles (v. 7). Qualquer um que ousar atacá-los encontrará “uma inundação transbordante” de juízo que “acabará duma vez” com eles.

Em vista desses fatos, o profeta pergunta à orgulhosa Assíria que estava preparando um ataque contra Israel: “Que pensais vós contra o Senhor?” (v. 9a). Visto que um ataque a Israel é considerado pelo Senhor como um ataque a Si mesmo, Naum garante a todos os que o ouvem que o Senhor “consumirá de todo” à Assíria. Como resultado, a “angústia” daquele inimigo “não se levantará por duas vezes” (v. 9b). Historicamente, a invasão assíria à terra de Israel foi realizada por uma sucessão de seus reis – Pul (2 Rs 15:19), Tiglate-Pileser (2 Rs 15:29), Salmanasar (2 Rs 17:3; 18:9), e Sargom, que também tomou o Egito (Is 20:1, 4). Os assírios voltaram posteriormente sob Senaqueribe e tentaram tomar Jerusalém (2 Rs 18:13), mas não tiveram sucesso, sendo destruídos pelo anjo do Senhor (2 Rs 19:7, 35). Essas últimas incursões da Assíria sob Senaqueribe são o que Naum se refere como a “duas vezes”.

Quanto ao cumprimento dessas coisas do tempo do fim, o rei do norte, que devastará com sucesso a terra de Israel (Dn 11:40-41), responde ao primeiro ataque da Assíria. O ataque de Gogue à terra, que ocorre um pouco depois, responde ao segundo ataque da Assíria (Ez 38:17). Gogue, como Senaqueribe, também “imagina” o pensamento vão de atacar o recém-restaurado Israel, que estará reunido ao redor do Senhor naquele tempo! (Ez 38:10-11) O profeta nos garante que a Assíria não terá sucesso pela segunda vez. O Senhor Se levantará e julgará esses exércitos (Is 10:27-34; 14:25; 27:1; 29:5-8; 33:1; 34:1-10; Ez 38:14-23).

A Assíria é descrita figurativamente como sendo um graveto para uma fogueira. Eles “se entrelaçam como os espinhos” e “como palha seca”, prontos para queimar. Quanto aos seus soldados, eles são como “bêbados”, incapazes de resistir na batalha (v. 10).

O Senhor então Se dirige diretamente à Assíria: “De ti saiu um que pensa mal contra o Senhor, um conselheiro de Belial” (v. 11). Historicamente, este foi Senaqueribe, mas no cumprimento do tempo do fim, será Gogue.

O Senhor então Se volta para consolar e encorajar Seu povo em vista da ameaça deste enorme exército, declarando: “por mais numerosos que sejam, ainda assim serão exterminados, e ele passará”. Ele promete: “Eu te afligi (o primeiro ataque assírio), não te afligirei mais. Mas agora quebrarei o seu jugo de cima de ti, e romperei os teus laços” (vs. 12-13). A terra de Israel restou em grande dificuldade quando a Assíria passou pela primeira vez, pois teve sucesso em destruí-la (Dn 11:40-43; Jl 2:1-11).

O Senhor fala à Assíria novamente no versículo 14. Ele diz que seu nome seria esquecido, seu templo-ídolo seria saqueado e destruído, e o Senhor lhe cavaria um “sepulcro” porque ela é “vil”. No cumprimento do tempo do fim, os exércitos sob o comando de Gogue serão enterrados a leste da terra de Israel em um lugar chamado “Hamon-Gogue” (Ez 39:11-16).

Tão certa é a destruição desse inimigo que o profeta fala de “boas novas” sendo enviadas ao povo em Judá, dizendo-lhes para celebrarem suas “festas” e cumprirem seus “votos” sem medo de ser molestado, porque “o ímpio não tornará mais a passar” por sua terra (v. 15).

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