Origem: Revista O Cristão – Moisés

A Vara de Deus na Mão de Moisés

Quando foi dito a Moisés que ele seria o libertador e recebeu do Senhor a ordem de ir a Faraó e fazer subir Israel do Egito, ele respondeu: “Quem sou eu, que vá a Faraó e tire do Egito os filhos de Israel?” Antes tão ansioso para libertar Israel, agora ele estava hesitando. Ele havia aprendido a desconfiar de si mesmo; ele não aprendeu a confiar em Deus. Ele fez objeções parcialmente baseadas em seu antigo fracasso. Como Israel deveria saber que ele era realmente o libertador deles? A resposta foi notável. Em nenhum sentido porque ele era Moisés, mas completamente porque Deus é o que Ele é. “EU SOU O QUE SOU”.

Moisés, porém, não ficou satisfeito e Jeová deu-lhe três sinais como suas credenciais para com Israel. Primeiro, sua vara lançada ao chão tornou-se uma serpente, e a serpente, tomada pela cauda, voltou a tornar em uma vara. Segundo, sua mão colocada em seu peito tornou-se leprosa e, quando voltou ao peito, tornou-se limpa. Terceiro, a água do Nilo sendo derramada sobre o solo seco se tornaria em sangue – esse sinal só poderia ser feito no Egito.

No Oriente, a vara é símbolo de autoridade e poder. Satanás tinha poder e autoridade na vara de Faraó, e Jeová confiaria a Moisés, como Seu servo, a vara de Deus. O poder da serpente deveria ser anulado diante da vara de Deus na mão do libertador.

Quando Moisés lançou sua vara na terra, levantou-se a serpente, e Moisés fugiu diante dela! Por um lado, a sarça ardia no fogo e, contudo, não se consumia – Israel ainda se mantinha, embora na fornalha da aflição, pois Jeová estava com eles; por outro lado, a majestade do Egito tinha o domínio, e Israel fugiu diante dele. Mas quando Moisés, por ordem de Jeová, segurou a serpente pela cauda, ele segurou em sua mão a vara de Deus, o poder divino para libertá-los.

O segundo sinal, o da lepra, figura o pecado. A mão do homem é impura e, quando colocada sobre o peito por ordem divina, simboliza tanto as ações quanto os pensamentos secretos como pecaminosos. Mas Deus, que revela ao homem sua impureza, também é capaz de purificar. Ele deu a Moisés uma mão e um coração limpos e puros, e com os quais usar Sua vara, com os quais cumprir o encargo que lhe foi confiado.

Quanto ao terceiro sinal, o Nilo era a própria vida do Egito; esse, pelo sinal de Deus, tornar-se-ia em morte. A vida do Egito, como no próprio caso de Moisés, o faraó havia desejado que fosse a morte do Israel de Jeová; agora Deus transformaria essa vida em morte, no Seu julgamento sobre a terra, pela escravidão de Israel.

Sendo vencido o poder de Satanás, a lepra da carne foi purificada e o verdadeiro caráter do mundo manifestado: Satanás, a carne e o mundo são vistos nesses três sinais.

Mas Moisés ainda hesitava. O nome de Deus e os sinais de Deus não eram exatamente o que ele queria; ele esperava algo em si mesmo que deveria testemunhar sua aptidão para o seu trabalho. “Ah, meu Senhor!”, disse ele, “eu não sou homem eloquente, nem de ontem nem de anteontem, nem ainda desde que tens falado ao teu servo”. “Ah, meu Senhor! Envia pela mão daquele a quem Tu hás de enviar”. Assim, um dos maiores servos de Deus entristeceu a Deus. Ele ficou irado com a incredulidade, mas misericordiosamente se inclinou à fraqueza de Seu servo e uniu Arão a ele para realizar a libertação que Ele havia determinado para Israel.

H. F. Witherby

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