Origem: Livro: O Apostolado e as Epístolas de Paulo
1 e 2 Tessalonicenses
A primeira chegada do apóstolo a Tessalônica está registrada em Atos 17, onde, como resultado de seu ministério do evangelho, um povo se encontra reunido como Igreja, na certeza da salvação de Deus e na esperança do retorno de Seu Filho do céu (cap. 1:9). Em meio a muitas provações e perseguições, eles estavam servindo ao Deus vivo e verdadeiro, ao Qual haviam se convertido, deixando os ídolos, e a notícia da fé deles se espalhou por toda a região. Mas, tendo Paulo sido forçado a se afastar repentinamente dessa Igreja recém-fundada pela inimizade e oposição dos Judeus, ele demonstra uma preocupação especial por eles e, como um verdadeiro pastor, por eles seu coração se comove profundamente. Timóteo havia sido enviado para confortá-los quanto à sua fé (cap. 3:2) e fortalecê-los contra as ciladas do tentador que buscava alarmá-los e seduzi-los, afastando-os da verdade. Com poucos recursos e muitas provações, eles pareciam ter caído sob o domínio de duas interpretações equivocadas da verdade ensinada pelo apóstolo: uma referente aos seus irmãos que haviam adormecido e a outra referente a eles mesmos, que estavam vivos. O primeiro erro é tratado especialmente na primeira epístola, e o segundo, na segunda. O retorno de Timóteo ao apóstolo trouxe-lhe a notícia dos seus temores a respeito daqueles que haviam adormecido, de que pudessem perder as alegrias que aguardavam os que estariam vivos, esperando a vinda do Filho do céu. Para dissipar essa ansiedade e transmitir uma revelação mais completa sobre o assunto, o apóstolo escreve para informá-los de que todos os santos, vivos ou adormecidos, participariam do triunfo daquele dia e seriam arrebatados juntos para encontrar o Senhor nos ares (cap. 4:13-18) e estar com Ele onde Ele está.
A segunda epístola foi escrita para remover outra ansiedade que havia surgido entre eles a respeito dos santos vivos, seja por um entendimento imperfeito de sua primeira epístola, seja por sugestões falsas ou deturpações feitas por outros. Eles temiam que os santos que estivessem vivos na Terra quando o “dia do Senhor” estivesse “presente” (JND) fossem envolvidos nos juízos que, segundo a Escritura, caracterizarão aquele período. A isso, a segunda epístola responde, dizendo-lhes que o dia do Senhor não poderia vir até que o “homem do pecado” fosse revelado e a completa apostasia da verdade fosse manifestada (2 Tessalonicenses 2:1-10). Sendo a distinção entre a vinda do Filho de Deus nos ares com um alarido ou grande brado por Seu povo, para levar todos, mortos e vivos, desta família celestial para a casa do Pai, e o Seu retorno com eles em “labaredas de fogo” (2 Ts 1:8), como Filho do Homem e Ministro da justa ira de Deus sobre o mundo dos ímpios. Esses são os principais temas dessas preciosas Epístolas, que oferecem muito para fortalecer a fé e sustentar a esperança enquanto a longanimidade de Deus se prolonga e o evangelho se propaga, trazendo ao celeiro seus feixes para a colheita celestial, com solenes advertências aos santos quanto à vigilância e à conduta, enquanto o fermento da apostasia vindoura já os cerca.
