Origem: Revista O Cristão – As Sete Declarações do Senhor na Cruz Parte 2

Ele Glorificou a Deus em Sua Vida e em Sua Morte

O Senhor Jesus havia glorificado o Pai durante toda a Sua vida, mas agora era uma questão de glorificar a Deus em Sua morte, pois Deus é o Juiz do pecado. Não era uma questão com o Pai em si, mas com Deus enquanto Deus em relação ao pecado. Aquele que glorificou o Pai em uma vida de obediência glorificou a Deus na morte em que essa mesma obediência foi consumada, e não apenas isso: o mal foi lançado sobre Aquele em Quem tudo era bem, e eles se encontraram. Que encontro!

Sim, Deus estava ali, não apenas como Aquele que aprova o bem, mas o Juiz de todo o mal colocado sobre aquela cabeça bendita. Era Deus abandonando o Servo fiel e obediente; ainda assim, era o Seu Deus: isto jamais seria (ou poderia ser) abandonado, pois, ao contrário, Ele Se apega firmemente a isso mesmo naquele momento. “Deus Meu, Deus Meu”, mas Ele precisa acrescentar agora: “Por que Me desamparaste?”

Era o Filho do Pai, mas, como Filho do Homem, necessariamente Ele clamou: “Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?” Então, e somente então, Deus abandonou Seu único Servo inabalável, o Homem Cristo Jesus.

No entanto, nos curvamos diante do mistério dos mistérios em Sua Pessoa – Deus manifestado em carne. Se Ele não tivesse sido Homem, de que teria nos valido? Se Ele não fosse Deus, tudo teria falhado em dar ao Seu sofrimento pelos pecados o valor infinito de Si mesmo. Isso é expiação. E a expiação tem duas partes em seu caráter e alcance. É expiação perante Deus; é também substituição pelos pecados.

W. Kelly

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