Origem: Revista O Cristão – Justiça

Graça, a Fonte da Justiça

Em 1 João 3:1‑3, temos uma espécie de parênteses que se interpõe entre o final do capítulo 2 e 1 João 3:4, onde o assunto da justiça é tratado de modo mais completo. João vinha exortando a família de Deus a permanecer em Cristo para que, quando Ele Se manifestar, os que trabalharam possam ter confiança e não se envergonhar diante d’Ele em Sua vinda. “Se sabeis que Ele é Justo, sabeis que todo aquele que pratica a justiça é nascido d’Ele”. Em seguida, ele aborda o assunto da justiça nos versículos seguintes, começando no versículo 4. É claro na leitura a partir desse ponto que ele está ocupado com a justiça prática. “Filhinhos, ninguém vos engane. Quem pratica justiça é justo, assim como Ele é Justo”. Mas então o Espírito de Deus nos permite saber que não temos poder para sermos consistentes em nossos relacionamentos, que é o significado da justiça, a menos que sejamos fortalecidos pela graça de nosso Deus.

Sugiro que esse seja pelo menos um dos motivos pelos quais o apóstolo foi inspirado, ao entrar no assunto da justiça, para fazer esse parêntese. É algo digno do amor divino e seguramente com o mais profundo propósito e consideração para conosco. É para nos dar a verdadeira fonte e poder da justiça. Por isso João introduz o Pai aqui. Sempre que é uma questão de graça, ouvimos falar do Pai; onde é uma questão de justiça, é antes o nome de Deus que é usado. Deus tem reivindicações morais, e Ele não diminui essas reivindicações no caso de um Cristão. Pelo contrário, a responsabilidade de nossa parte deve aumentar em proporção à medida que Ele torna conhecida Sua graça e verdade.

Mas então não esqueçamos que Sua graça dá poder, algo que a justiça nunca faz. Você pode ter o mais pleno direito a algo, mas isso não garante que você receberá aquilo que lhe é devido; é necessário haver uma fonte de poder que capacite a pessoa satisfazer às suas demandas. Assim procede o nosso Deus conosco. Sua completa intenção é nos ter aqui segundo Cristo, enquanto esperamos ser perfeitamente segundo Ele no céu. Mas, para realizar tanto uma coisa como a outra, deve ser pelos tratamentos de Sua graça, e é dessa maneira que Ele opera. O Pai envia Seu Filho para que possamos vê-Lo e crer n’Ele para a vida eterna, e João tem uma percepção da eficácia de Cristo que, para ele, vê-Lo é ser semelhante a Ele. Se você O vê, diz ele, por assim dizer, certamente seguirá os Seus passos. João não admite que alguém que seja diferente de Jesus O tenha visto alguma vez. Ora, não há nada que dê uma ideia melhor do poder transformador de Cristo do que isso. João não admite que uma pessoa tenha visto Jesus sem ser semelhante a Ele. Isso pode ser impedido pela carne aqui, mas está chegando o dia em que todos os obstáculos terão desaparecido. Então O veremos perfeitamente, e seremos perfeitamente semelhantes a Ele quando isso acontecer.

Bible Treasury (adaptado)

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