Origem: Revista O Cristão – Fundamentos
Cidades dos Homens
Desde os dias de que “saiu Caim de diante da face do SENHOR… e… edificou uma cidade, e chamou o nome da cidade conforme o nome de seu filho Enoque” (Gn 4:16-17), até hoje, os homens têm construído cidades e as adornado. As cidades têm fornecido os meios para a exaltação própria e o orgulho dos homens.
Certamente, as Escrituras e o conhecimento comum das condições existentes nos lembram da vaidade que há nas cidades das nações. As terríveis realidades das favelas, dos hospitais, das prisões, das instituições psiquiátricas e corretivas de todos os tipos, a vida de pecado e devassidão, contrastam fortemente com os exteriores dourados e a publicidade enganosa.
Outro fenômeno estranho na conduta dos homens em relação às cidades é que, desde tempos imemoriais, as cidades têm sido alvos especiais de ataques e destruição. Alguns homens as constroem e outros as destroem. Quanto maior a cidade, mais frequentemente ela tem sido destruída impiedosamente. De fato, pouquíssimas foram as cidades do mundo antigo que não foram destruídas pelos homens. Muros grandes e altos, foram construídos para proteger as cidades, mas os conquistadores inventaram máquinas de guerra para derrubar os muros ou para lançar mísseis destrutivos por cima deles. Com a invenção da pólvora, os muros perderam sua eficácia; e com as invenções modernas que podem fazer chover destruição dos céus, nenhuma cidade na Terra está segura.
Como é bom notar que homens de fé se elevaram acima das cidades dos homens e ansiaram por aquilo que é mais seguro e certo. Abraão “esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o Artífice e Construtor é Deus” (Hb 11:10). Havia algumas cidades notáveis em sua época, mas ele viveu a vida de um estrangeiro e um peregrino, e pela fé aguardava a “cidade de Deus”. Oh, que nós, que vivemos nos dias de grandes cidades e grandes conquistas, tenhamos a perspectiva correta e olhemos além do presente mundo mau.
