Origem: Mensagens do Amor de Deus – “Tarzan” Deu Errado

“Tarzan” Deu Errado


Um grito cortou o ar quente quando um menino se balançou de uma árvore para outra. Durante todo o verão, as pessoas ouviam gritos vindos desse grupo de árvores, porque os meninos da vizinhança gostavam de brincar de uma brincadeira de pega-pega perigosa no alto dos galhos de um pequeno grupo de árvores. Eles chamavam a brincadeira de “Tarzan”, e o objetivo era se balançar de galho em galho para evitar ser pego pelo pegador. Eles usavam uma pequena árvore ao lado como rota de fuga para o chão. Quando um menino pulava nela, a árvore se curvava bastante, quase até o chão, permitindo que ele escapasse. A brincadeira era uma maneira tão divertida de passar as longas tardes de verão que os meninos provavelmente não pensavam em quão perigosa ela poderia ser.

No final do verão, a pequena árvore de fuga estava permanentemente curvada, então os meninos a amarraram a uma árvore maior próxima. Com a corda no lugar, eles podiam continuar usando a pequena árvore como uma rota rápida para o chão.

Certa tarde, Daniel estava se esforçando ao máximo para não ser pego. Ele se balançava com facilidade de árvore em árvore, sempre um balanço à frente do menino que era o pegador, mas finalmente foi encurralado. Ao pular em direção à árvore de fuga, seu pé ficou preso na corda.

A corda esticou e afrouxou, lançando Daniel para fora da árvore, sem ter onde se segurar. A uma altura de cinco metros e meio, com o pé ainda preso na corda, Daniel não conseguiu amortecer a queda enquanto despencava em direção ao chão. Tudo ficou escuro.

No hospital, os médicos descobriram que Daniel tinha sete ossos quebrados na coluna, duas costelas deslocadas e um grave impacto na cabeça. Somente um milagre de Deus salvou a vida de Daniel e impediu de que ele ficar paralisado para o resto da sua vida. Quando a mãe de Daniel correu para o seu lado, ela só tinha uma pergunta para ele: “Você sabe por que está aqui?” Ela esperava que Daniel percebesse que Deus estava falando com ele.

Os pais de Daniel amavam o Senhor Jesus e confiavam n’Ele como seu Salvador. Eles lhe contaram muitas e muitas vezes como Jesus tinha vindo a este mundo para morrer pelos pecadores. Daniel sabia que era um pecador, que Deus odiava o pecado e que todo pecado precisava ser punido. Mas ele nunca havia se achegado ao Senhor Jesus, admitindo que era um pecador e crendo n’Ele como seu Salvador. Daniel não queria entregar sua vida ao Senhor; ele queria viver do seu jeito.

Daniel era um garoto de quatorze anos muito atlético, mas agora estava deitado de costas em uma cama de hospital. Ele não conseguia andar, não conseguia comer e nem mesmo escrever. Ele conseguia pensar, no entanto, e tinha muito tempo para isso. Ele poderia ter orado, mas se recusava a se voltar para Deus em meio à sua dor. Ele sabia que era um milagre estar vivo, mas ainda queria viver a vida do seu jeito.

Três meses depois, Daniel voltou para casa após passar dois meses deitado de costas e mais um mês reaprendendo a andar. Mesmo em casa, ele usava um colete ortopédico e sentia dores constantes. Ainda assim, ele não se voltou para o Salvador dos pecadores em busca de perdão e consolo. Mas Deus foi paciente com Daniel. “O Senhor é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se” (2 Pedro 3:9).

No verão seguinte, Daniel estava sentado em mais uma pregação do evangelho, tentando ao máximo não prestar atenção. Mas a história que o pregador contou tocou sua consciência. Era a história em Lucas, capítulo 18, de dois homens que foram ao templo para orar. O fariseu se considerava uma boa pessoa. Ele não se via como um pecador. Ele orou: “Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano”. Mas o publicano sabia que era um pecador e precisava de um Salvador. Ele orou: “Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!” (Lucas 18:11, 13). De repente, Daniel se viu naquela história. Ele sabia que precisava ser salvo de seus pecados. Ali mesmo, na sua cadeira, Daniel orou como o publicano havia orado e aceitou o Senhor Jesus como seu Salvador. Agora ele está muito feliz porque o Senhor o salvou duas vezes: salvou sua vida quando ele caiu da árvore e salvou sua alma da punição eterna por seus pecados.

“Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou” (Tito 3:5).

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