Origem: Livro: O “Velho Homem”, O “Novo Homem”, O “Eu”

Por Fé

Mas é por fé e não de fato, que o crente morreu. Na verdade foi Cristo quem morreu sob juízo e não o crente. O crente – “Eu” – vive no mesmo trabalho, no mesmo corpo, na mesma cena e geralmente nas mesmas circunstâncias exteriores em que vivia como um pecador. Ele pode ainda, por fé, olhar para a cruz, e dizer: “Nosso velho homem foi com Ele crucificado” (Rm.6.6).

Isto dá não apenas descanso ao coração, mas dá também um verdadeiro senso de poder contra o pecado e o temor da morte. Não que eu esteja fora da cena do pecado e do conflito, mas por fé, tenho aprendido – nesta cena – o valor, perante Deus, da morte de Cristo por mim, um pecador; experimentando então, além de paz com Deus, o poder moral e a vitória, que somente a identificação de mim mesmo – como um pecador responsável – com Ele na morte pode dar à alma. Todavia quando o pecado é introduzido, as perguntas e respostas são: “Como nós, que estamos mortos para o pecado, viveremos ainda nele?” (Rm.6.2). Porque o “Eu” – o pecador que pecou – eu posso considerá-lo morto. Se o temor da morte como a paga do pecado, oprime a alma, e o coração pergunta: “Quem me livrará?” Pode-se também responder: “Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor” (Rm.7.24,25), porque sei que a pena da morte como a paga do pecado, Ele levou sobre Si.

Repetindo, não significa que, no presente, não exista sofrimento, conflito, pecado ou morte, mas que, pela fé na morte de Cristo, o crente está moralmente acima de todas essas coisas e pode com alegria relembrar o grande fato de que “nosso velho homem foi com Ele crucificado”. Deus diz assim, a fé faz Deus verdadeiro e acrescenta seu “Amém”.

Agora, enquanto o termo “velho homem” expressa a compreensão pela fé da maneira pela qual Deus tratou conosco em nosso estado e responsabilidade como pecadores, a expressão “novo homem” mostra o que nós recebemos como recém criados em Cristo.

Tão logo Ele – em Quem estava a vida – veio para este mundo e exerceu Seu trabalho entre os homens, vêmo-Lo declarar: “Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (Jo.3.3). Foi da vontade do Pai, que O enviou, que todo aquele que visse o Filho e n’Ele cresse, tivesse vida eterna e ressuscitasse no último dia; como Adão introduziu a morte através do pecado, Cristo introduziu vida, e não uma vida sujeita ao pecado ou à morte.

Compartilhar
Rolar para cima