Origem: Livro: Breves Meditações sobre os Salmos
Salmo 111
Este Salmo, e todos aqueles até o Salmo 118, não têm título. Podemos entender isso como uma pequena indicação de que eles dependem, em certo sentido, dos Salmos anteriores. Pois o grande mistério divino do Homem “pobre e necessitado”, exaltado para ser “Senhor” no céu agora, com a promessa de um reino, havia sido revelado; e esses Salmos parecem ser certos exercícios de coração sobre esse mistério. E deixe-me dizer, a alma deve estar sempre pronta para acolher toda a revelação divina dessa maneira. Quando o apóstolo, sob o Espírito Santo, traçou profundos e extensos propósitos de Deus (Rm 9-11), no final, ele irrompe com uma nota de admiração: “Ó profundidade das riquezas”! E pobre e sem proveito será todo o nosso conhecimento, se não levar a isto – “se de nossas meditações não trouxermos para casa algums gravetos para acender nosso próprio fogo”.
Os Judeus conectaram vários desses Salmos (Sl 113-118) e os chamaram de “o Grande Hallel”[7], usando-os particularmente nas festas.
[7] N. do T.: “Hallel” Este termo, que significa “louvor”, é usado pelos Judeus em referência a alguns dos Salmos. ↑
O próprio Jesus, ou o Espírito de Cristo no adorador, é ouvido neles.
O louvor irrompe desde o início. Esse seria o fruto dos lábios, quando a alma estivesse ouvindo (como presumimos) o grande tema dos Salmos precedentes.
Aqui no Salmo 111, o adorador está celebrando as obras do concerto de Deus, das quais, em meio à multidão delas, como sabemos, os sofrimentos e a glória de Jesus formam o grande conteúdo. O “bom entendimento” daqueles que temiam o Senhor também é declarado, pois o fim certamente mostrará a sabedoria de ter vivido assim neste presente mundo mau.
