Origem: Mensagens do Amor de Deus – A Aterrissagem de Joana no Cacto

Aterrissagem de Joana no Cacto


“Pronto!” disse Joana, enquanto encaixava a última peça no brilhante separador de leite. “Helena, se sairmos agora mesmo, ninguém vai poder nos dar um trabalho a fazer depois que formos embora. Está tão bonito lá fora esta manhã!”

As duas meninas saíram correndo pela porta da cozinha e, sem ter para onde ir, subiram a próxima colina brincando com os cachorros. Alguns bezerros jovens, alguns deles como animais de estimação para as meninas, pastavam perto da cerca.

“Sabe o que eu quero fazer?”, disse Joana, com os olhos brilhando. “Tá vendo o Bola de Manteiga ali se coçando no poste? Acho que vou montá-lo. Eu conseguiria subir nele rapidinho pela cerca.”

“Montar no Bola de Manteiga?” Helena pareceu assustada. “Ah, acho que ele é muito selvagem. Por favor, não faça isso!”

“Como assim ‘selvagem’? Nós demos leite para ele num balde há poucas semanas! Enfim, ele gosta de mim. Lá vou eu! Agora, cuidado para não assustá-lo e fazê-lo fugir do poste.”

“Vou contar para a mamãe! Pare, Joana!”

Mas Joana se aproximou sorrateiramente do Bola de Manteiga, coçou suas costas por um instante e subiu no poste que sustentava a cerca. Num piscar de olhos, ela já havia feito sua estreia no rodeio.

“Monte nele, cowboy!” ela gritou enquanto agarrava um punhado de pelos e se sentava delicadamente em suas costas largas.

Levou um segundo para o animal assustado se recuperar do choque o suficiente para reagir. Embora sua ação tenha sido ligeiramente retardada, não foi menos enérgica. O Bola de Manteiga provou ser tudo o que se dizia sobre bois indomáveis. Os dentes se travaram sobre sua língua e a batalha começou. Sua pele era bastante peluda na região do pescoço e, logo, essa área se tornou o breve e último ponto de apoio da garotinha. A cada segundo que Joana conseguia manter o abraço em seu pescoço peludo, o Bola de Manteiga ficava mais apavorado. Ele se debatia, coiceava e se contorcia enquanto descia a colina em disparada. Quando seu peso finalmente foi aliviado, ele continuou a deixar pegadas entre eles, parecendo não saber ou se importar que sua “amiga e cuidadora” estivesse sentada em um cacto perto da cerca. Tudo aconteceu tão rápido que Joana não percebeu que sua boca estava sangrando, seus sapatos haviam sumido, suas meias estavam penduradas e seu vestido estava rasgado até a metade.

Helena gritava enquanto corria para casa: “Mamãe! Papai! Joana está sendo morta!”

Gritos de “Você está bem?”, “Consegue se mexer?”, “Suas pernas estão quebradas?” saíram dos lábios dos membros da família que ouviam o alarme de Helena, enquanto corriam para ajudar Joana.

O coração da mãe desabou ao ver sangue saindo da boca de sua filhinha. Ela temia ferimentos internos. “Não se mexa, querida!”, murmurou. “Luiza, corre e diz para o papai chamar o Dr. Carlos rápido!”

“Joana!” gritou Helena. “Sua boca…! Acho que vou desmaiar!”

“É… mordi a língua! Que malvado o Bola de Manteiga! Vamos ver se eu consigo alimentá-lo de novo!” Lágrimas quentes começaram a escorrer.

“Graças ao Senhor!” suspirou a mãe, aliviada. “Calma, Luiza! Acho que ela está bem. Você está no cacto, querida. Deixe a mamãe ajudar – com calma. Pronto! Que alfineteiro bonito você fez!”

“Ai! Como ardem! Ai, estou arruinada!” lamentou a pobre menina.

A mamãe levou quase uma hora para retirar os espinhos e tratar os arranhões no corpinho dolorido. Como eles eram carinhosos! Quase valeu a pena, por todo o amor e ternura deles.

O choque do acidente a tinha afetado profundamente, e poucos minutos depois de a mãe terminar, Joana já estava dormindo profundamente.

“Ora, ora!”, a voz do papai ecoou naquela noite. “Como minha pequena está numa aparência lamentável! Acho que ainda não estamos prontos para o rodeio, não é, Joana?”

Papai se abaixou ao lado da menina sonolenta e lhe deu um beijo na bochecha. “Papai sente muito. Agora fique longe daqueles bezerros e bois ariscos. Quer jantar, querida?”

O cheiro de pão fresco, torta de abóbora e outras delícias para o jantar invadiam o ar vindo da cozinha. O aconchegante tilintar de pratos e o arrastar de cadeiras, enquanto tudo era preparado para o último chamado, indicavam a necessidade de levantar rapidamente. Joana estava faminta.

A família ansiosa se reuniu alegremente em torno dos pratos fartos de comida simples, porém substanciosa. Um silêncio reverente pairou sobre a sala de jantar. Todas as cabeças estavam inclinadas enquanto o pai agradecia fervorosamente pela comida. Joana comeu com dificuldade, engolindo a maior parte da comida com seu leite.

A aventura de Joana não terminou tão mal, mas tenho certeza de que ela não tentou montar um bezerro novamente! Ela poderia ter evitado a dor que sentiu se tivesse ouvido a irmã e, provavelmente, a sua própria consciência. Você já fez algo que sabia que poderia ser errado ou perigoso e mesmo assim fez, sofrendo consequências ruins? Quando crianças, nem sempre pensamos nas consequências de nossos atos, e essa é uma das razões pelas quais o Senhor nos diz: “Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo” (Efésios 6:1). Mesmo que seus pais não tenham dito para você não fazer algo, você geralmente sabe se eles gostariam que você fizesse isso ou não, e se você quiser ser obediente, saberá o que fazer.

A obediência não é algo que a maioria de nós aprecia, e isso porque todos somos pecadores. Se você já desobedeceu a seus pais, você pecou, e pecadores não podem entrar na santa morada de Deus, o céu. O maravilhoso é que Deus nos ama mesmo sendo pecadores. Ele quer que possamos ir para o céu e viver com Ele para sempre quando nossa vida na Terra terminar. Ele nos mostrou o quanto nos ama ao dar Seu Filho para morrer pelos nossos pecados, para que pudéssemos ter vida eterna e viver no céu com Ele. A Bíblia nos diz em João 3:16 : “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que n’Ele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Se você sabe que é um pecador, já creu na dádiva de Deus para você, o Seu precioso Filho?

Compartilhar
Rolar para cima