Origem: Revista O Cristão – Vestes

O Dia da Expiação

Levítico 16 é um capítulo precioso, quer o consideremos historicamente em conexão com Israel ou em seu caráter figurativo como sombra da obra expiatória de nosso Senhor Jesus Cristo. O grande tema do capítulo é Cristo e Sua obra, mas as vestes de Arão chamam nossa atenção. As vestes de linho significam santidade e pureza. Não há dúvida aqui de exibição exterior, antes, essas vestes representam figurativamente Cristo vindo para tratar da questão do pecado. Tudo n’Ele está em perfeito acordo moral com a pureza e santidade do trono de Deus. Embora O conheçamos agora em vestes de glória e ornamento (veja Êxodo 28), “coroado de glória e de honra”, ainda assim isso só poderia ser o resultado daquilo que é prefigurado nas vestes santas de linho e na obra relacionada a elas. O Espírito Santo revela essas coisas para nós em Hebreus 9. Nós O vemos lá vestindo as vestes santas de linho, como o antítipo de Arão na obra da expiação (vs. 11-12).

Então, no versículo 24 do mesmo capítulo nós O vemos como Ele agora comparece na presença de Deus por nós, em vestes de glória e ornamento. Tendo terminado a obra da propiciação e purificação, Arão despojou as vestes santas de linho, lavou a seu corpo em água e ofereceu o holocausto por si e o holocausto pelo povo, significando a aceitação divina da obra daquele dia. Nosso Senhor não usa mais as vestes de linho que usava, figurativamente, quando tratou a questão do pecado de uma vez por todas. Estando a obra consumada, Ele agora aparece por nós naquelas vestes de glória e ornamento, enquanto Ele Se ocupa em Sua obra de intercessão por nós. Tudo a respeito das vestes de glória e ornamento (Êxodo 28) fala de uma redenção realizada e de um povo redimido, mas também daqueles que precisam da constante obra de intercessão de seu Grande Sumo Sacerdote, enquanto caminham por um mundo que é capaz de nos contaminar.

J. McBroom (adaptado)

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