Origem: Mensagens do Amor de Deus – Floco, o Ganso da Neve
Floco, o Ganso da Neve
Assim que o grande ônibus escolar amarelo entrou ruidosamente no pátio onde sempre pernoitava, Rafael desceu correndo as escadas e entrou em casa para trocar sua roupa escolar. Desta vez, nada de ficar vagando por ali. Logo ele estava de volta lá fora, correndo em direção à estrada. Continuou correndo, olhando para as valas dos dois lados da estrada. Ele estava procurando algo que tinha visto no caminho para casa.
Lá embaixo, no bueiro, um grande ganso-das-neves caminhava penosamente entre os arbustos secos e as pedras soltas. Caçadores o haviam atingido e ferido na asa. Ele caiu desajeitadamente no chão, chamando em desespero sua parceira e seus amigos que estavam a caminho do sul para passar o inverno. Assustados com os tiros, eles voaram para longe, deixando-o completamente sozinho.
Uma sombra e depois um menino se aproximou dele enquanto ele caminhava desajeitadamente, arrastando a asa ferida. Ele se debateu para se libertar, mas as mãos fortes de Rafael o seguraram com firmeza, depois o levantaram gentilmente e o levaram para casa.
Rafael prendeu o ganso no criadouro vazio e colocou água fresca, ração e trigo à sua frente. Durante semanas, ele cuidou dele, deixando-o sair para um cercado aberto para tomar ar fresco todos os dias. Às vezes, ele o borrifava com uma névoa fina da mangueira. Essa era uma das coisas que o Floco, como o ganso foi chamado, gostava especialmente.
Logo, Rafael se apegou bastante ao seu animal de estimação e ligou para o guarda florestal para ver se ele conseguia encontrar uma companheira para o Floco, para que ele não ficasse tão sozinho. Mas os gansos-das-neves passam os verões no Canadá e migram para o sul no inverno, e não havia outros gansos por perto.
Um dia, Rafael deixou o portão destrancado enquanto colocava trigo para Floco, e ele se abriu. Quando se virou, o ganso tinha sumido. Floco saiu pelo portão e foi até o bebedouro. Bateu as asas e percebeu que elas funcionavam muito bem, pois o ferimento já estava cicatrizado bem agora. Depois de explorar um pouco, voltou para o seu cercado e olhou para Rafael, que ficou feliz em ver que ele não estava tentando fugir.
Floco voltou para o seu cercado fazendo “quá, quá, quá”. Depois disso, o portão não foi mais trancado, então ele podia entrar e sair quando quisesse.
Floco era bem alimentado e cuidado, e era um animal de estimação tão amigável e sociável, mas claramente se sentia sozinho. Parecia estar observando e esperando por algo. Durante todo o inverno, ele esperou pacientemente, embora pudesse ter voado para longe se quisesse.
A primavera chegou mais cedo naquele ano e, com o clima mais quente, vieram bandos de pássaros. Certa manhã, bem alto, a família ouviu “honk, honk, honk”. Adivinhem o que era! Floco também ouviu e logo estava voando sobre o telhado da casa, e depois para bem longe.
No ano seguinte, asas brancas como a neve refletiam os primeiros raios da aurora enquanto um bando de gansos-das-neves canadenses fazia seu longo voo para o sul.
A neve brilhava nas encostas mais altas das montanhas e a pequena cidade lá embaixo ainda dormia. Alguns quilômetros adiante, um dos gansos se separou do bando para sobrevoar baixinho um tranquilo pátio de fazenda. Voou até o bebedouro e começou a agitar a água com as patas e grasnar alto. Que alvoroço! Acordou alguns dos moradores que dormiam. Sonolentos, eles se perguntavam o que estava acontecendo. “Quá! quá!” Ele caminhava de um lado para o outro grasnando como se perguntasse: “Tem alguém em casa?”
Ele não havia se esquecido de Rafael e queria dizer: “Obrigado novamente”. Deu várias voltas em torno da fazenda, chamando, chamando… e então, com um último chamado, voou rapidamente para alcançar os demais.
Mais tarde, à mesa do café da manhã, a mãe perguntou: “Você ouviu nossa visita esta manhã tão cedo? Será que o Floco estava passando para prestar seu agradecimento?”
O pai disse: “Bem, eles são conhecidos por terem um profundo senso de amor e lealdade, então pode muito bem ser isso.” Quase todos os outonos e primaveras, alguém ouvia o chamado do Floco, um som de agradecimento que aquecia os corações da pequena família na fazenda onde ele fora cuidado.
Você já experimentou a sensação de estar perdido de Deus e sem forças para encontrá-Lo? Pois bem, você é como o Floco ferido, só que está caminhando rumo à eternidade – e carrega o pecado, que o impede de entrar na santa presença de Deus. Você é tão incapaz de se ajudar quanto Floco era. Mas, “Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios” (Romanos 5:6). Eis, então, o Salvador, o Único capaz de salvar os pecadores. E Ele está disposto, pois Ele é amoroso. Ele provou Seu amor ao carregar todo o castigo da própria mão de Deus na cruz do Calvário, por todos os que creem.
O que fez Floco ficar naquela fazenda quando poderia ter voado para longe, e o que mais tarde o levou a aparecer para dizer “Obrigado”? Não foi o carinho de Rafael que venceu seu medo e, à sua maneira, fez Floco amá-lo? O Senhor Jesus nos diz na Bíblia: “Não se vendem dois passarinhos por um ceitil? e nenhum deles cairá em terra sem a vontade de vosso Pai” (Mateus 10:29). Se Deus vê e Se importa com cada pequeno passarinho, lembremo-nos de quanto mais Ele ama cada menino e menina. Espero que você também tenha aprendido a amá-Lo e a confiar n’Ele!
