Origem: Revista O Cristão – Fundamentos
Cristo, o Fundamento
Em Mateus 16:13, o Senhor Jesus perguntou aos Seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do homem?” Quando consideramos Cristo e tudo o que Ele é, encontramos aqui um grande princípio de graça, um grande consolo para o nosso coração, que também nos traz um ânimo peculiar. Se aceitarmos Cristo, aceitamos tudo o que está em Cristo e temos tudo o que está em Cristo, embora nós mesmos possamos perceber apenas a menor parte da Sua glória. Podemos absorver apenas a menor parte da Sua glória; ainda assim, se temos Cristo, se Cristo é o nosso centro, se O aceitamos como tal, aceitamos tudo o que Ele é. Podemos não apreender isso plenamente, mas é impossível diminuir algo da plenitude que está em Cristo. Isso é um conforto imenso para a alma, uma imensa consolação para todos nós. Assim podemos dizer aqui, embora os ouvintes em Mateus que reconheceram Cristo por quem Ele era, só O tenham apreendido no que podemos chamar de a menor parte da Sua glória, isto é, na Messianidade. Ainda assim, eles aceitaram Cristo e foram reunidos a Cristo como seu centro; tudo o que Cristo era, bendito seja o Seu nome, estava ali para eles.
O Senhor continua perguntando: “E vós, quem dizeis que Eu sou?” (Mt 16:15). Ele então traz a questão para o círculo restrito dos discípulos. Não se tratava simplesmente do amplo círculo de homens em geral, mas Ele traz isso agora para o círculo pessoal com Ele mesmo, “Quem dizeis que Eu sou?” Quão solene é isso! Pensem nisso. O Senhor queria que isso fosse declarado, e quer também que isso saia de nós. “Quem dizeis que Eu sou?” E então ouvimos do homem que foi ensinado do céu, ensinado por Deus, por uma revelação vinda do Pai, aquelas preciosas palavras: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Ó, que confissão de Sua Pessoa e glória! Que fundamento e centro desta grande superestrutura que Ele mesmo estava prestes a erguer! Antes de dizer uma palavra, antes de proferir uma única declaração sobre qual era o propósito eterno e o que Ele estava prestes a fazer agora, o fundamento de tudo, em Sua própria Pessoa bendita, se destaca de maneira tão bendita aqui: “O Cristo, o Filho do Deus vivo”. Quão bendito é contemplar um centro como esse! Oh, que consolo para nós pensar que Alguém como Ele é o centro, que Ele é o fundamento. O fundamento de quê? Suponho que todos devemos reconhecer que Ele é o fundamento das esperanças de nossa alma para o tempo e a eternidade; mas aqui é o fundamento, não de um indivíduo, mas da Igreja. É aqui o fundamento da Igreja, o fundamento da assembleia; aquilo sobre o qual a assembleia, Seu corpo, a Igreja, repousa. Que conforto é isso! Acho que é um conforto indescritível nesses momentos, quando todos estão olhando para o edifício exterior, e também o observando enquanto ele desmorona nas mãos dos homens, sermos livres o suficiente em espírito para nos voltarmos e olharmos para o fundamento. Oh, vamos nos deter muito no fundamento; e não apenas vamos ver a estabilidade eterna do fundamento, mas vamos pensar naquele edifício sobre o qual nenhuma mão de homem é levantada, mas que Cristo edifica.
