Origem: Mensagens do Amor de Deus – Um Grande Resgate
Um Grande Resgate
Há muitos anos, um grande navio chamado Dutton naufragou na costa de Plymouth, na Inglaterra. Toda a esperança de salvar o navio havia desaparecido, e quase 600 pessoas corriam o risco de morrer no oceano. Parecia não haver nenhum meio de escapar. Alguns dos oficiais, pensando apenas em sua própria segurança, tentaram chegar à costa, mas as ondas eram tão violentas que tentaram voltar ao navio. Alguns deles morreram quando o mastro principal caiu sobre eles na violenta tempestade, antes mesmo de subirem a bordo. O capitão do navio havia desembarcado no dia anterior, então não havia ninguém para comandar a tripulação ou conter o tumulto desenfreado em que a situação assustadora os havia lançado.
Um conhecido capitão da Marinha Real Britânica, o Almirante Sir Edward Pellew, por acaso passava pelo local a caminho de um jantar com sua esposa. Ao ver a multidão na praia, ele descobriu o que estava acontecendo e imediatamente apressou-se até o local. O navio estava completamente à vista. Os passageiros estavam reunidos no convés com as ondas quebrando sobre eles. Canhões disparavam sinais de socorro, aumentando a aflição daqueles que estavam à bordo.
O Almirante Pellew tentou gritar ordens para os que estavam no navio. Em seguida, rogou a outros que levassem suas ordens até o navio. Ele sofria com um ferimento parcialmente curado, mas ninguém mais se deixou persuadir a levar suas instruções até o navio. Ninguém mais teve coragem de sequer tentar, nem amor suficiente para arriscar sua própria vida pelas 600 pessoas prestes a morrer. Não havia tempo a perder, então o Almirante Pellew decidiu que, se ninguém mais fosse, ele iria. Mas como chegaria lá? Nenhum barco conseguiria atravessar as furiosas ondas, e não havia bote salva-vidas em Plymouth naquele momento.
O Almirante Pellew sabia que algumas pessoas haviam chegado à costa por meio de uma única corda que agora estava sendo segurada por pessoas em terra. Amarrando a corda em volta da própria cintura, ele deu o sinal para que os outros a bordo a puxassem. Dessa forma, ele foi arrastado pelas ondas tempestuosas até o navio. Era algo extremamente perigoso de se fazer. A violência das ondas, enquanto ele era puxado por elas, carregando destroços do navio, era suficiente para despedaçá-lo. Mas ele passou em segurança por todo o perigo e finalmente chegou ao convés.
Uma vez lá, seu comportamento calmo e autoritário conquistou imediatamente o respeito da maioria a bordo. Alguns soldados, no entanto, tiveram que ser ameaçados com sua espada antes de obedecerem às suas ordens. Com a ordem restaurada, Pellew pôde comandar as operações de resgate. Mais cordas foram presas a um cabo resistente no navio para permitir que mais pessoas escapassem para terra ao mesmo tempo.
Um pequeno barco com dois homens corajosos a bordo também veio ajudar. O imediato de 20 anos, Jeremias Coghlan, amarrou uma corda ao redor do corpo e, entrando na água gelada, conseguiu arrastar dois homens até a margem. Repetiu o gesto até ficar exausto. Por volta das 14:00h, a tempestade começou a ficar menos violenta, e Jeremias correu para buscar outro barco, que usou para transportar mais pessoas do Dutton para um local seguro. Acredita-se que ele tenha salvado pelo menos 50 pessoas com seus esforços.
Enquanto isso, Pellew permaneceu em seu posto e supervisionou a transferência dos passageiros mais fortes pelos cabos. A tempestade acalmou o suficiente por volta das 15:00 para que os barcos a remo conseguissem chegar perto o suficiente do Dutton para receber as últimas 380 pessoas, a maioria mulheres, crianças, doentes, soldados e tripulantes. Finalmente, o próprio Pellew escapou em segurança para pousar no cabo.
Pellew havia notado a coragem e o trabalho árduo de Jeremias Coghlan no resgate de vidas e lhe ofereceu um emprego no navio, onde ele era o capitão. Jeremias era um bom trabalhador e, com o passar dos anos, foi subindo de posição até que ele mesmo se tornou capitão.
Esta história nos dá uma bela imagem do que o Senhor Jesus fez por nós. Ele não ficou em segurança no céu, dando-nos ordens sobre como nos salvar, mas Ele mesmo desceu do céu para nos salvar. Ele passou por todas as “ondas e as vagas” (Salmo 42:7) da ira e do juízo de Deus contra os nossos pecados, a fim de acalmá-las para sempre e nos salvar da morte eterna no inferno. Seu amor por nós é tão grande! “Cristo também padeceu uma vez pelos pecados, o Justo pelos injustos, para levar-nos a Deus” (1 Pedro 3:18).
Você consegue imaginar uma daquelas pessoas no Dutton dizendo, quando o resgate lhes foi oferecido: “Não, acho que vou ficar aqui”? Ou você acha que elas poderiam dizer: “Prefiro nadar até a praia sozinha. Tenho certeza de que consigo”? Mas você está agindo assim? Você também está em perigo se não aceitou o Senhor Jesus como seu Salvador. O julgamento de Deus contra o pecado é tão grande que teria levado todos nós para o inferno se o Senhor Jesus não tivesse vindo para morrer por nós, derramando Seu sangue para nos salvar do julgamento.
“Aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disto o juízo”, diz a Bíblia em Hebreus 9:27. Acaso você está a salvo desse julgamento porque depositou sua fé no Senhor Jesus Cristo?
