Origem: Revista O Cristão – Imoralidade
Ocupação com Cristo
Vários artigos desta edição se concentraram necessariamente, em grande parte, em avisos sobre imoralidade em suas várias formas – o lado negativo do assunto. No entanto, é de suprema importância entender o lado positivo do assunto, a saber, a ocupação com Cristo. Se Ele, em toda a Sua amabilidade, enche nosso coração, não desejaremos as coisas deste mundo, sejam elas más ou simplesmente aquilo que afasta nosso coração d’Ele. Deus nos deu um Objeto que enche Seu próprio coração, e certamente também encherá o nosso. Um coração cheio não tem espaço para o mal.
“Nosso crescimento em semelhança com Cristo enquanto aqui embaixo – nosso aumento em santidade prática – é fruto da ocupação, de estar constantemente envolvido com a glória do nosso abençoado Senhor e meditarmos sobre ela. Essa afirmação é confirmada pela linguagem de nossa Escritura. ‘Mas nós todos, contemplando a glória do Senhor, com rosto descoberto, somos transformados à semelhança da mesma imagem, de glória em glória, como pelo Senhor o Espírito’ (2 Co 3:18 – JND). Três coisas são mostradas aqui. Primeiro, é por contemplar que somos transformados; segundo, que a transformação é gradualmente efetuada; e em terceiro lugar, que o Espírito é o poder pelo qual a transformação é realizada” (E. Dennett).
“Existe o perigo de estar muito ocupado com o mal; isso não reconforta, não ajuda a alma. ‘Mantenha-se à distância de toda forma de iniquidade’ (1 Ts 5:22 – JND), mas fique ocupado e ocupe os outros com Cristo. O próprio mal não se torna menos mau, mas menos em comparação com o poder do bem, onde a alma habita” (J. N. Darby).
“Nem sempre é na correção das falhas que se apresentam diante de nós que as fontes do mal são curadas; elas desaparecem quando as almas são nutridas pelas riquezas que estão em Cristo. Nós devemos pensar nisso; devemos, enquanto nos alimentamos de Cristo – e Ele nos concede de que nos alimentemos d’Ele sem restrição – fazer com que outros respirem uma nova atmosfera, onde Cristo está.” (J. N. Darby).
Quando perguntado se ele havia participado de uma grande exposição que estava acontecendo na época (mais de cem anos atrás), o irmão George W. Heney respondeu: “Se você soubesse a exposição que está acontecendo em minha mente, não me perguntaria isso”.
“Gosto de pensar nesse versículo: ‘Como o Pai Me amou, também Eu vos amei a vós’ (Jo 15:9). Deseja-se permanecer no bem disso. Suponha que você entre em um trem e se sente a pensar nesse versículo. Oh, a doçura disso – a preciosidade disso! Faz de alguém um adorador. É assim que devemos passar pelo mundo. Você acha que, se o companheiro de assento lhe oferecer uma revista boba ou imunda, se você estiver desfrutando desse versículo, leria a revista? Não; você tem algo melhor. É o desfrutar da verdade na alma que nos mantém afastados do lixo do mundo. ‘Como o Pai Me amou, também Eu vos amei a vós’. O inimigo pode lhe dizer: Isso não pode ser verdade para você, porque você é uma coisa tão pobre e fraca; mas isso é verdade para todo santo de Deus. Ele pode ter que tratar conosco no governo; Seus caminhos podem mudar, mas Seu amor nunca muda” (H. E. Hayhoe).
