Origem: Revista O Cristão – Jesus Cristo Nosso Senhor

Lidando com o Mal

Precisamos buscar um senso tão profundo da santidade de Deus quanto já temos da Sua misericórdia. Conhecemos o poder do pecado por experiência, mas somente na presença de Deus podemos aprender sua culpa e nessa presença os erros triviais que nos causaram alguma tristeza são vistos em toda a sua depravação quando trazidos à luz.

Alguém disse que não temos um pensamento correto sobre o pecado até que percebamos o quanto custou a Deus tirá-lo, e isso só podemos aprender por meio da meditação em oração sobre os sofrimentos do Senhor Jesus. “No lugar onde se degola o holocausto se degolará a expiação do pecado perante o SENHOR; coisa santíssima é. O sacerdote que a oferecer pelo pecado a comerá; no lugar santo se comerá” (Lv 6:25-26).

Podemos entender muito pouco de tudo o que o Senhor Jesus deve ter sentido pelo contato com o mal, porque estamos muito acostumados com a sua presença, mas Sua alma imaculada deve ter recuado com indizível repulsa diante da imunda mancha de nossa culpa, visto que a angústia do Getsêmani revela a agonia de Sua antecipação de ser feito pecado por nós e das suas consequências.

Não ousamos discorrer sobre aquelas horas que Deus ocultou em trevas aos olhos dos homens. O coração contrito olha de volta para a cruz para ali obter uma percepção adequada do que o pecado é aos olhos de Deus. É um assunto mais adequado para um coração penitente sondando na presença de Deus do que para a tinta e a pena.

O temor do Senhor é a primeira lição da sabedoria (Pv 15:33; 1:7), e o temor do Senhor é odiar o mal (Pv 8:13). Se esta lição não for aprendida, estamos fora da estimativa do pecado de Deus e não temos um senso adequado de Sua santidade.

Christian Truth, 13:30

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