Origem: Revista O Cristão – Jesus Cristo Nosso Senhor
Os Últimos Dias –Santidade Prática
O Espírito Santo fala de Cristo – da salvação comum. Seu trabalho é tomar as coisas de Cristo e mostrá-las para nós. Mas Ele está no lugar de serviço na Igreja e, portanto em Judas, quando há desordem às portas, Ele se afasta e exorta “a pelejar pela fé que de uma vez para sempre foi entregue aos santos” (AIBB). Não é pela ortodoxia que os santos são exortados a lutar, mas pela santidade da fé. Somos exortados “a pelejar pela fé que de uma vez para sempre foi entregue aos santos” (AIBB), contra os “homens ímpios” descritos como aqueles “que convertem em dissolução [libertinagem – ARA] a graça de Deus”, os “homens ímpios” que negam, não o Pai e o Filho, mas o “SENHOR” Jesus Cristo. Note! São os que negam Jesus Cristo, não como Salvador, mas como SENHOR; isto é, aqueles que praticamente se opõem à Sua autoridade – que “rejeitam a dominação” ou o senhorio – que rejeitam restrições. Judas não está falando de Jesus como Salvador, mas de Jesus como Senhor; governo é o pensamento na mente do Espírito Santo aqui. Deveríamos receber isso como uma palavra sã e salutar. Acaso não é mau quando um santo não exerce essa verificação contínua em seus pensamentos, sua língua, suas ações? Não devemos dizer que nossos pensamentos, lábios, mãos ou pés nos pertencem. Eles devem ser considerados como estando sob senhorio. Não devemos desprezar o domínio.
Indulgência própria
A Epístola de Judas coloca cada um de nós em uma torre de vigia santa, para vigiar, não contra um espírito que fosse contradizer os preciosos mistérios de Deus (as palavras de Pedro e João fazem isso), mas contra as tendências do coração natural para se gratificar. O Espírito de Deus está ativo, e o santo deve estar em plena, viva e santa atividade. Se Pedro colocou você olhando em uma direção – vigiando contra as formas e ações da mente infiel – Judas ergue outra torre de vigia, da qual devemos olhar e nos proteger contra os caminhos de indulgência própria e contaminadores que corromperiam todo o homem moral – uma vigilância contra o espírito que rejeita o senhorio de Jesus sobre os pensamentos e movimentos de Seu povo. E observe como ele descreve esses desprezadores ímpios das dominações. “Estes são manchas em vossas festas de amor… apascentando-se a si mesmos sem temor”. A ausência desse “temor” indica esse estado de frouxidão moral do qual falo. Imaginamos que temos o direito de seguir nosso próprio caminho em alguma coisa? Não temos tal direito. Como alguém disse: “No momento em que você faz algo porque é sua própria vontade, você pecou”. Fazer a nossa própria vontade é a própria essência da rebelião contra Deus.
Desprezar o domínio
Ele então volta à profecia de Enoque. O que é ela? É uma profecia que o Senhor vem visitar aqueles que estão sob o poder do espírito infiel? Não, mas para executar juízo sobre os ímpios, “por todas as suas obras de impiedade, que impiamente cometeram”. É sobre a impiedade que o juízo está previsto cair. Se eu tomar minha própria vontade como regra de minhas ações e, assim, “desprezar a dominação”, estou (no princípio da minha mente) no caminho do juízo do qual Enoque profetizou. Se Cristo é um Salvador, Ele também é um Senhor.
Mas novamente, lembremo-nos: é Jesus que deve ser nosso Senhor – Aquele que nos amou e a Si mesmo Se entregou por nós – Aquele que salvou Seu povo. E Ele deve ser servido, não no espírito de servidão ou na mera observância de ritos e ordenanças religiosas, mas no espírito de liberdade e do amor – um espírito que pode confiar n’Ele em todos os momentos e que pode levar toda a consciência de falha e fracasso a um trono de graça por meio d’Ele, com feliz ousadia. Nunca vigiemos de algum modo contra Ele, mas inteiramente por Ele, pois Ele “não nos deu o espírito de temor mas… de amor” (2 Tm 1:7). Que possamos vigiar, portanto, para que Ele seja glorificado em nós por um serviço livre e feliz agora enquanto Ele estiver ausente, que nós sejamos glorificados n’Ele quando Ele aparecer para nos levar para Si (João 14:3).
Christian Truth, 1:241 (adaptado)
