Origem: Revista Palavras de Edificação 11
As Normas de Moralidade
Por toda parte, as normas públicas de moralidade vão baixando o nível aceleradamente. A corrupção cresce proporcionalmente, mas, isto não deve inquietar os filhos de Deus, pois, tais fenômenos já foram preditos pela Bíblia.
Um servo do Senhor disse há tempos, que o homem inconvertido deixa-se dirigir pela sua concupiscência, e pela opinião pessoal. A desaprovação pública de certos atos ou costumes, tende a reprimir as pessoas. Mas, quando, o desenfreamento dos maus costumes, e a imoralidade estiverem aceitas em geral, então a opinião popular se corromperá, e a conduta das pessoas se tornará aviltante.
Fatos indecentes que, há anos atrás, teriam sido condenados, e os seus autores excluídos da sociedade, são hoje em dia praticados e tolerados, sem a menor hesitação ou vergonha.
Ficará Deus indiferente a tudo isso? Não! Certamente que não! Ele disse que os autores de tais pecados serão julgados. O Velho Testamento relata a atuação de Deus julgando gente com conduta semelhante, no tempo do dilúvio universal, que afogou o mundo, e também em relação com os maus habitantes de Sodoma e Gomorra, e com as nações de Canaã, e até com Israel, quando seguia os costumes dos pagãos de Canaã, que tinham corrompido aquela terra. E, todos conhecem o caso do império romano que se corrompera ao máximo, antes de vir a cair. “Deus não se deixa escarnecer (de Deus não se zomba – ARA)“ (Gl 6:7).
Além disso, Deus deu-nos, a saber que, as condições morais que prevaleciam antes do dilúvio, e antes da destruição de Sodoma e de Gomorra, serão as mesmas quando o Filho do Homem vier a juízo (Lc 17:26-30).
Pois bem, qual é a atitude do Cristão perante tudo isto? Terá que aceitar esta imoralidade, dia a dia, cada vez mais depravada? Terá que seguir nessa direção? Certamente que não. O Cristão é chamado à “santidade”, à “pureza”, e, à “virtude” – “Sede santos, porque Eu Sou santo” (1 Pd 1:16).
Os Cristãos que estão em contato estreito com o mundo, estão em perigo. Há influências perniciosas que operam nas escolas oficiais e particulares, nas universidades, nas fábricas, e nos escritórios, numa palavra: em todos os lugares (everywhere). Portanto, devemos andar com Deus, e preservarmo-nos de qualquer relaxamento da conduta que convém aos santos de Deus, posto que as normas divinas não mudam!
Quando as Epístolas da Bíblia foram escritas, dirigiam-se a Cristãos que viviam nos tempos do depravado império romano. Será que os seus ensinos se acomodaram às corrupções abismais daqueles tempos? Nem por um segundo sequer! Em todas essas Epístolas de doutrina cristã, a voz divina é sempre a mesma:
- Que apresentemos os nossos corpos, santos para Deus. (Rm 12:1).
- “Porque o templo de Deus, que sois vós, é santo” (1 Co 3:17).
- “Ou não sabeis que o nosso (vosso – JND) corpo é o templo do Espírito Santo” (1 Co 6:19).
- “E não entristeçais o Espírito Santo de Deus” (Ef 4:30).
- “Que nos salvou, e chamou com uma santa vocação” (2 Tm 1:9).
- “Mas, como é santo Aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver” (1 Pd 1:15).
Que possamos ler estas passagens das Escrituras, deixando que o nosso Pensamento seja formado por elas; e então as nossas normas de conduta, não se aproximarão das dos incrédulos, mas antes honrarão o nosso bendito e santo Redentor.
Pensamento:
Não devemos julgar a Bíblia, segundo vemos em nossa volta, mas devemos julgar as coisas à nossa volta segundo vemos em nossa Bíblia.
