Origem: Revista Palavras de Edificação 11
O Sangue
O Rio da Vida
“A Maravilhosa Célula Vermelha do Sangue”
Em tempos passados, julgava-se que o glóbulo vermelho sanguíneo era uma “célula morta”, porque quando sai da “fábrica de sangue”, a medula vermelha dos ossos, entra na corrente circulatória, e perde em seguida o seu núcleo. Contudo, mantém-se viva, mesmo sem núcleo. Isto, é um milagre de Deus, pois uma célula sem núcleo, é como um homem sem coração.
A função principal dos glóbulos vermelhos é a de levar a hemoglobina (a qual, por sua vez, leva o oxigênio às células). Ora, as células sem núcleo, tem capacidade interior muito maior, naturalmente. Por isso, Deus as fez assim, para que a sua capacidade máxima fosse aproveitada.
Diz assim a revista “Scientific American” falando desta célula: “Os glóbulos vermelhos constituem um excelente mecanismo de engenharia biológica. Elas são circulares e bicôncavas com uma delgada seção no centro. E assim é facilitada a rápida entrada de oxigênio, e de outros alimentos a todas as partes da célula. Se estas células vermelhas fossem esféricas em vez de bicôncavas, seriam precisas nove vezes o seu número para distribuir o oxigênio ao corpo com rapidez igual”.
Que cada pessoa que esteja no seu perfeito juízo considere este duplo milagre, e conclua que, cada glóbulo vermelho, diz virtualmente isto: “O Criador fez-me de tal maneira, que posso manter-me vivo sem núcleo, e deu-me uma configuração tão eficiente, que posso realizar nove vezes mais o trabalho que faria uma célula convencional”.
“Isto é o dedo de Deus” (Êx 8:19); a evolução, nem sequer em bilhões de anos teria podido produzir uma célula sem núcleo que conseguisse manter-se viva.
Quanto mais profundamente observamos a criação de Deus, tanto mais ela se nos mostra maravilhosa. E, um milagre, logo, se relaciona com outro. Se, por um lado, a célula sanguínea vermelha é um milagre de construção; por outro, a hemoglobina não deixa de o ser, também. Já chamamos a atenção para o fato, que a hemoglobina é uma das mais complexas moléculas de proteína.
A mesma revista acrescenta: “A fabricação da hemoglobina é uma enorme façanha química. Quando se produz uma nova célula vermelha, ela é produzida com a sua hemoglobina. Esta substância é das mais complexas que se conhecem na química. E, também, é uma das maiores moléculas conhecidas. A destreza química da medula vermelha do osso, que produz a hemoglobina é transcendental”.
Quem deu à medula do osso tão assombrosa habilidade? A hemoglobina (dentro do glóbulo vermelho) leva o oxigênio a cada célula do corpo, e de cada célula do corpo leva dióxido de carbono. Esta operação milagrosa é levada a cabo por meio de métodos muito intrincados. O oxigênio é levado para as células vermelhas por meio da hemoglobina. A sua proteína, que contém ferro, facilmente se combina com oxigênio, e logo o transfere para os tecidos famintos do corpo.
Ainda, a mesma revista, diz: “Depende da pressão do oxigênio num determinado lugar que a molécula de hemoglobina recolha ou liberte oxigênio. Onde houver uma alta concentração de oxigênio, como nos pulmões, a hemoglobina recolhe oxigênio; mas ao chegar aos tecidos necessitados, onde a concentração do oxigênio é baixa, liberta-o. Num processo semelhante, a hemoglobina leva o dióxido de carbono dos tecidos onde depositou oxigênio”.
Este é um fato maravilhoso, que só se explica pela afirmação, que foi Deus que o fez assim. Sem exagerar, existem na verdade muitos livros escritos sobre a constituição e a função do sangue. Consideremos outros dos milagres sanguíneos:
1. A maravilha da produção, e a presença no sangue de “anticorpos”. É de grande interesse a descrição de como o sangue produz anticorpos para combaterem enfermidades. Os anticorpos são (extraímos da mesma revista) “essas substâncias no sangue que são agentes de defesa formados para combaterem infecções causadas por organismos estranhos. Um anticorpo no sangue é uma proteína solúvel modificada, com propriedades que lhe permitem aderir ao tipo de molécula ou microorganismo contra o qual se desenvolveu. Por exemplo, depois de um ataque de febre amarela, desenvolvem-se anticorpos contra a dita febre. Estes cobrirão imediatamente quaisquer novos vírus de febre amarela que entrem no corpo, e impedirão eficazmente outro ataque da enfermidade”.
Estes fatos são bem conhecidos pelos profissionais médicos e pelos cientistas, mas não podem explicá-los.
2. Como o sangue mantém a sua própria composição e integridade? Nestes aspectos o sangue colabora com o fígado.
“Para isto, a natureza desenvolveu mecanismos dos mais engenhosos e aperfeiçoados. O sangue, impede a sua própria saída do corpo, por meio de uma série de reações em cadeia, em que intervêm cálcio, as plaquetas e um certo número de proteínas do plasma, tudo em quantidades minúsculas. O processo conduz à formação da “trombina”, a qual, por sua vez converte a proteína fibrinogênio numa substância coágulo chamada fibrina. A composição interna e a viscosidade do sangue são controladas principalmente pela osmose que regula o seu conteúdo de água. E não se trata de um processo simples, pois partes da rede circulatória, nomeadamente os vasos capilares, são permeáveis à água. O controle do equilíbrio de água entre o sangue e os tecidos contíguos, está mantido em maior grau pelas concentrações das moléculas maiores de proteína, de ambos os lados das paredes capilares”.
E assim, que quando se produz uma ferida, ou um corte numa parte do corpo, não se perde muito sangue, porque o próprio sangue toma medidas imediatas para impedir a sua saída do corpo, por meio da coagulação. O sangue é realmente um líquido maravilhoso, é o rio da vida. Foi o Divino Criador que assim o planejou.
(O texto original foi escrito no período entre 1980 e 1997)
