Origem: Revista Palavras de Edificação 11

Sobre o Evangelho de Mateus

(continuação do número anterior)

Capítulo 7:15-29

“Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores” (v.15). “O homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração” (1 Sm 16:7).

O Senhor Jesus disse: “interiormente são lobos devoradores”. Ele é Deus e vê o interior do homem; nós não. E, dá-nos, então, a saber, de que maneira podemos discernir esses “lobos”: “Por seus frutos os conhecereis” (Mt 7:16).

Porventura colhem-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons. Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis” (vs.16-20). Este ensino do Senhor Jesus, é muito instrutivo. A “árvore boa” corresponde às pessoas que nascem de Deus; corresponde ao crente no Senhor Jesus Cristo. Esse, tem uma nova natureza que é santa, como Deus é santo. Esta nova natureza, produz bom fruto; não poderá dar maus frutos. Aliás, está escrito em 1 João 3:9: “Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado; porque a Sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus”.

Assim, pois, Deus quer que, os seus filhos, “pela fé em Cristo Jesus” (Gl 3:26), se identifiquem com a nova natureza e não com a velha, a qual ainda está no crente. Mas, no entanto, o crente já não vive para ela; ele “está em Cristo, (e) nova criatura é” (2 Co 5:17).

Por outro lado, o inconvertido é uma “árvore má”; só dá frutos maus. E, ainda que faça “boas obras” (Mt 5:16), não o faz com o sentido de glorificar a Deus, mas antes de honrar a si mesmo, o que é, também, pecado. O homem pecador, não pode dar bons frutos para Deus.

“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de Meu Pai, que está nos céus. Muitos Me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em Teu nome? e em Teu nome não expulsamos demônios? e em Teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de Mim, vós que praticais a iniquidade” (vs.21-23). Esta passagem, ensina-nos que uma religião só de lábios; “Senhor, Senhor”, não vale nada. Pelo contrário, agrava a responsabilidade da pessoa que diz isso. E, ensina-nos mais, que: a possibilidade de efetivação de atos extraordinários, milagrosos, não são, por si só, garantia nenhuma de que quem os faz, seja um servo fiel do Senhor. Obras maravilhosas, sempre impressionaram as multidões, mas não levam por si mesmas os pecadores ao arrependimento perante Deus, e à fé em nosso Senhor Jesus Cristo. Leiamos, por exemplo, João 2:23-25: “E, estando Ele em Jerusalém pela páscoa, durante a festa, muitos, vendo os sinais que fazia, creram no Seu nome. Mas o mesmo Jesus não confiava neles, porque a todos conhecia; e não necessitava de que alguém testificasse do homem, porque Ele bem sabia o que havia no homem”.

“Todo aquele, pois, que escuta estas Minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha; E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha” (vs.24-25).

“E aquele que ouve estas Minhas palavras, e as não cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia. E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda” (vs.26-27).

“E aconteceu que, concluindo Jesus este discurso, a multidão se admirou da Sua doutrina; porquanto os ensinava como tendo autoridade; e não como os escribas” (vs.28-29). Na verdade Ele tinha autoridade, como Filho de Deus que era, e manifestou-o quando declarou que as Suas palavras deviam ser postas em prática.

Pensamento: 

Se temos Cristo, temos tudo; e sem Cristo nada temos. Podemos ser felizes, só com Cristo, mesmo sem dinheiro, sem família, sem amigos. Cristo, sem mais nada, é a riqueza. Todo o resto, sem Cristo, é a verdadeira pobreza.

A “religião” pode polir o exterior, mas só Cristo pode limpar o interior.

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