Origem: Revista Palavras de Edificação 12

A Instituição do Matrimônio

(continuação do número anterior)

Novas Responsabilidades 

Pais Cristãos, recebam um novo alento! Encomendem os vossos pequeninos ao Senhor com fé; protejam a eles das más influências; encham as suas mentes receptivas com a sabedoria da Palavra de Deus; instruam a eles acerca da vaidade, e do caráter passageiro de tudo o que é deste mundo, e façam que se lembrem das glórias celestiais, que esperam todos os que põem a sua confiança no Senhor Jesus.

Repetimos a nossa admoestação, no que diz respeito aos muitos livros e revistas que estão à venda nas livrarias comerciais, os quais oferecem conselhos para a educação das crianças. Na sua maioria, estes livros e revistas, não só ensinam coisas errôneas, mas também prejudiciais. Procedem dos ensinos incrédulos da época, que dizem que uma criança não possui natureza má, mas que é inerentemente boa, e só o ambiente é mau. Esta é uma mentira descarada que teve a sua origem com “o pai da mentira” (Jo 8:44), o diabo.

Segundo este “conselho dos ímpios” (Sl 1:1), uma criança precisa, de somente um pouco, de instrução, mas nada de correção, ou de disciplina. O método moderno, é deixar que a criança se desenvolva sem ser controlada, e chamar toda a sua maldade, por outro nome diminutivo ou dissimulado. Ela há de seguir sua própria inclinação natural, sem restrição. Inventou-se um nome eufemístico para isto – “personalidade própria” – porém, chamem-lhe como quiserem, é uma das principais causas de toda delinquência juvenil neste mundo. Através da “personalidade própria”, Satanás está lançando o cimento para os dias de desordem total, que em breve virão.

Pais Cristãos, não sejam confundidos pelo, assim chamado, método psicológico para a educação das crianças. É muito melhor, aproveitar a sabedoria que vem do alto, que se acha neste inestimável tesouro, a Palavra de Deus; e, se problemas forem apresentados que não se sabem solucionar, têm um recurso inesgotável onde se pode encontrar a sabedoria perfeita – em Deus mesmo; “Se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus” (Tg 1:5).

Tenham a certeza de que Deus sabe melhor como se deve criar as crianças. A Sua Palavra diz: “O que retém a sua vara aborrece a seu filho, mas o que o ama a seu tempo o castiga” (Pv 13:24). Desejaríamos nós ser privados do castigo do nosso divino Pai? Quereríamos que nos deixasse à nossa própria inclinação? Não, pois nós mesmos somos castigados às vezes, e por que? “Porque o Senhor corrige o que ama” (Hb 12:6). Outro versículo diz: “Castiga a teu filho enquanto há esperança, mas para o matar não alçarás a tua alma” (Pv 19:18). O uso da vara (ramo delgado, comprido, limpo de folhas e liso) é uma das recomendações da Bíblia que se tem deixado de lado. Há crentes que a usam com muito bons resultados.

Porém, não se deve usar da vara com ira, nem com brutalidade, mas com o temor de Deus, e verdadeiro amor para com a criança. A disciplina é uma solene responsabilidade que não podemos deixar de aplicar, senão traremos prejuízo para a criança e desonra para o Senhor. Qualquer forma áspera, e insensível de aplicar a disciplina, pode desanimar as crianças, de modo que, é preciso exercê-la com um coração vivamente desejoso do seu bem.

Podemos aprender algumas lições importantes em como disciplinar as crianças, ao considerar como o nosso Pai, Todo-sabedoria e Todo-amor, nos disciplina. Lemos que os nossos pais “nos corrigiam como bem lhes parecia” (Hb 12:10), porém, a eles poderia ter faltado sabedoria; não é assim, porém, com o nosso Pai celestial, que nos castiga “para nosso proveito, para sermos participantes da Sua santidade”. Por isso a disciplina deve fazer-se para o bem da criança, com sabedoria e com oração, com o fim de glorificar a Deus. A irreflexão e a dureza na disciplina, devem ser evitadas cuidadosamente. A criança deve sentir que os pais não gostam de castigá-lo, e que se o fazem, é feito com amor; com o fim de o educarem convenientemente.

Conta-se que um pai sábio, que dava um passeio com o filho, observou uma velha árvore torcida. Deteve-se, chamou a atenção do seu filho para a árvore defeituosa, e sugeriu ao seu pequeno filho que, entre os dois, tentassem endireitar a árvore. O filho já tinha idade suficiente para saber que isso não se podia fazer, e disse a seu pai que já era muito tarde para fazê-lo. Isso deu, ao pai, uma oportunidade admirável para lhe explicar que era necessário corrigir os filhos enquanto eram pequenos, e que essa era a razão pela qual ele mesmo algumas vezes o corrigia, porque, não queria que ele crescesse como essa árvore torcida.

É verdade que, os filhos, devem obedecer aos seus pais sem fazer perguntas, porém, não é sábio que os pais exerçam a sua autoridade arbitrariamente, sem razão, ou explicação. A criança percebe imediatamente se a disciplina, foi feita com peso e consideração, ou se foi injusta.

Um pai pode, ter a ocasião de, proibir a criança de fazer algo, ou de ir a alguma parte; mas não seria muito mais eficiente incorporar o temor a Deus na admoestação? Não seria melhor dar-lhe um versículo apropriado das Escrituras como base da sua admoestação?

Paulo, escrevendo aos Tessalonicenses, disse: “Assim como bem sabeis de que modo vos exortávamos e consolávamos, a cada um de vós, como o pai a seus filhos” (1 Ts 2:11). Paulo mostrou um coração paterno para com os santos, e a sua declaração mostra a atitude que um pai deve revelar ao corrigir os seus filhos. O modo paterno de Paulo com aqueles crentes era de exortá-los ou animá-los, aplicando a palavra de Deus à sua conduta; ele também os consolava, e como poderia fazê-lo sem falar do “Deus de toda a consolação” (2 Co 1:3)? Como um apóstolo, ele podia incumbir-lhes, e testificar, de quais deviam ser os seus caminhos, para a glória de Deus. Leia a sua exortação: “Finalmente irmãos, vos rogamos e exortamos no Senhor Jesus, que assim como recebestes de nós, de que maneira convém andar e agradar a Deus, assim andai, para que abundeis cada vez mais” (1 Ts 4:1).

Se os pais lessem as epístolas de Paulo, aprenderiam como ele, qual pai, admoestava e instruía os santos. Queira Deus conceder, aos pais jovens, mais do Seu Espírito, na disciplina de seus filhos. Paulo, também, desempenhava o dever duma mãe carinhosa, para com aqueles santos: “Antes fomos brandos entre vós, como a ama que cria seus filhos” (1 Ts 2:7). Quem pode ter a ternura da mãe, senão uma mãe? Sem dúvida, Paulo tinha, na sua medida, um tal afeto para com aqueles queridos Cristãos.

Não há pais que, tendo criado os filhos, reconhecem que fracassaram no desempenho da sua responsabilidade paterna? E, não confessam todos que o seu fracasso foi, em grande parte, devido à falta de atenção a estes princípios divinos, expostos nas Sagradas Escrituras? Por isso, é importante que os pais jovens esquadrinhem a Palavra de Deus, para receberem a sabedoria que vem do alto, para que possam resguardar os seus queridos filhos, das temíveis influências que há no mundo. O pensamento do mundo corrompe mais e mais; vêem-se por toda parte os traços característicos do mundo antediluviano, e de Sodoma, tal como o Senhor mesmo predisse que sucederia (Lc 17:16-30).

Queira Deus comover os corações do seu povo, para que se dêem conta da gravidade dos tempos que vivemos, e dos perigos que acercam os nossos filhos.

Compartilhar
Rolar para cima