Origem: Revista Palavras de Edificação 12

Sobre o Livro dos Atos dos Apóstolos

(continuação do número anterior)

Capítulo 28:1-16

“E, havendo escapado, então souberam que a ilha se chamava Melita (Malta). E os bárbaros usaram conosco de não pouca humanidade; porque, acendendo uma grande fogueira, nos recolheram a todos por causa da chuva que caía, e por causa do frio. E, havendo Paulo ajuntado uma quantidade de vides, e pondo-as no fogo, uma víbora, fugindo do calor, lhe acometeu a mão. E os bárbaros, vendo-lhe a bicha pendurada na mão, diziam uns aos outros: Certamente este homem é homicida, visto como, escapando do mar, a Justiça não o deixa viver. Mas, sacudindo ele a bicha no fogo, não padeceu nenhum mal. E eles esperavam que viesse a inchar ou a cair morto de repente; mas tendo esperado já muito, e vendo que nenhum incômodo lhe sobrevinha, mudando de parecer, diziam que era um deus” (vs.1-6).

O Senhor Jesus, dos céus, revelou ao apóstolo Paulo (e a nenhum outro) as verdades celestiais características da Igreja, a fim de que ele, mediante os seus ensinos inspirados, verbais e escritos, as comunicasse aos Cristãos daquela época, e até à vinda do Senhor para arrebatar a Igreja ao céu, pondo fim a esta dispensação da graça de Deus. O diabo sempre procurava matar Paulo: em Jerusalém, os judeus o atacaram (At 21:30-31); na viagem para Roma, os soldados procuraram matá-lo (At 27:42-43); e na ilha de Malta, uma víbora (figura do diabo) o acometeu. Porém o Senhor sempre protegia o Seu servo, conforme a Sua promessa fiel (At 23:11). E, enquanto Paulo não sofreu nenhum mal, o Senhor aproveitou o incidente, para que os bárbaros pudessem ver o poder de Deus manifestado em Paulo. Imediatamente, em vez de ser uma vítima da serpente, foi muito respeitado por todos.

“E ali, próximo daquele mesmo lugar, havia umas herdades que pertenciam ao principal da ilha, por nome Públio, o qual nos recebeu e hospedou benignamente por três dias. E aconteceu estar de cama enfermo de febres e disenteria o pai de Públio, que Paulo foi ver, e, havendo orado, pôs as mãos sobre ele, e o curou. Feito, pois, isto, vieram também ter com ele os demais que na ilha tinham enfermidades, e sararam. Os quais nos distinguiram também com muitas honras; e, havendo de navegar, nos proveram das coisas necessárias” (vs.7-10).

Paulo, depois de ter orado, usou o seu dom de curas, para curar o pai de Públio, e outros tantos enfermos, dando assim crédito às boas-novas de Deus, que anunciava por toda a parte. Embora não esteja escrito que Paulo pregou o evangelho em Malta (ou ainda, durante a viagem marítima), podemos estar certos de que ele não ficou calado.

“E três meses depois partimos num navio de Alexandria que invernara na ilha, o qual tinha por insígnia Castor e Pólux. E, chegando a Siracusa, ficamos ali três dias. Donde, indo costeando, viemos a Régio; e soprando, um dia depois, um vento do Sul, chegamos no segundo dia a Putéolos (Putéoli). Onde, achando alguns irmãos, nos rogaram que por sete dias ficássemos com eles; e depois nos dirigimos a Roma. E de lá, ouvindo dos irmãos novas de nós, nos saíram ao encontro à praça de Ápio e às Três Vendas, e Paulo, vendo-os, deu graças a Deus, e tomou ânimo. E, logo que chegamos a Roma, o centurião entregou os presos ao general dos exércitos; mas a Paulo se lhe permitiu morar sobre si à parte, com o soldado que o guardava” (vs.11-16).

Terminou, a viagem marítima, quando chegaram a Putéoli. Ao desembarcar, Paulo e o seus companheiros, encontraram um grupo de irmãos em Cristo. Ele rogaram aos viajantes que ficassem com ele uma semana. Que maravilha! Parece que o centurião atendeu ao seu desejo, embora o seu dever fosse de levar os presos, sem demora desnecessária, à jurisdição do imperador (Pv 21:1).

Já fazia algum tempo desde que, Paulo, havia escrito a sua epístola aos irmãos em Roma. Agora, ao ver alguns deles, “tomou ânimo”. Que grande consolação!

(continua se Deus quiser)

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