Origem: Revista Palavras de Edificação 13

A Instituição do Matrimônio

(continuação do número anterior)

Dando o Exemplo 

Não é preciso que as crianças cheguem a uma idade avançada, para serem aptas a discernir a verdadeira sinceridade, ou a falta dela nos adultos. Elas talvez não expressem as suas reações; no entanto, são influenciadas por aquilo que observam. Por isso, é muito importante, que os pais percebam que seus filhos estão observando-os, na sua pessoa, e na sua forma de agir. Devem ter muito cuidado, para não caírem em lapsos de um andar defeituoso, pois, os olhinhos e os ouvidinhos, vêem, e ouvem muita coisa. Eles discernirão se a profissão Cristã dos seus pais, é posta em prática no ato de sua vida. O seu futuro pode depender, mais daquilo que seus pais façam, do que daquilo que eles lhe aconselham. Claro, há que instruí-los nos “caminhos retos do Senhor” (Sl 119:1), mas é a verdade posta em prática nas ações, que dá ênfase ao ensino.

De que serviria instruir as crianças, de que “os olhos do Senhor estão em todo o lugar, contemplando os maus e os bons” (Pv 15:3), e de que Deus os vê quando enganam os seus companheiros de jogo, se eles vissem os seus pais enganando o vizinho? Dessa forma, seria inútil, dizer às crianças que Deus ouve as mentiras, se eles vêem nos seus pais a prática do engano. Apesar de tudo isso, o fracasso dos pais não é desculpa aceitável para que os filhos pequem.

O apóstolo Paulo foi um instrumento usado pelo Senhor para a salvação de muitas pessoas, e escreveu aos Coríntios: eu pelo evangelho vos gerei em Jesus Cristo” – (1 Co 4:15). Eles eram os seus filhos amados, e como a filhos os admoestou por carta (v.14). Porém, enviou-lhes Timóteo, para os admoestar nos seus caminhos em Cristo (v.17). Era um pai amoroso, ensinando os seus filhos, por palavra e por exemplo, como deviam andar.

Timóteo também era filho na fé de Paulo, o qual tinha cuidado zeloso pelo bem estar espiritual de Timóteo; escrevia-lhe intimamente e falava afetuosamente dele aos outros irmãos. Deu-lhe palavras de “edificação, exortação e consolação” (1 Co 14:3), porém fez também referência à sua vida: “Tu, porém, tens seguido a minha doutrina, modo de viver, intenção, fé, longanimidade, caridade (amor – ARA), paciência” (2 Tm 3:10). A doutrina (ou seja ensinamento) de Paulo era importante, e o é hoje, porque expõe toda a verdade característica do Cristianismo; porém, Paulo lembrou ao seu filho amado e colaborador, que a sua conduta, ou modo de viver era a veracidade, a retidão, a integridade. A sua intenção (propósito) foi igualmente edificante, pois tinha por alvo viver neste mundo para glória de Deus, e para conhecer mais e mais de Cristo que tinha cativado todo o seu ser. Ele possuía essa fé que dependia de Deus constantemente, e em qualquer circunstância. Vemos, muitos exemplos, da sua largueza de ânimo nos Atos e nas epístolas; amava aos coríntios, ainda que, quanto mais os amava menos eles o amavam. Quanto à paciência, ele podia dizer-lhes: “Os sinais do meu apostolado foram manifestados entre vós com toda a paciência” (2 Co 12:12), a qual, no entanto, não restringia a sua autoridade apostólica.

Que os pais Cristãos, meditem nos seus caminhos, e imitem o exemplo de Paulo para com seus filhos na fé. Os pais ocupam uma posição de certa forma semelhante, pois devem ser como guias espirituais para os seus filhos.

Não há nenhum lugar em que tenhamos que exercer mais cuidado de não comprazer à carne, nem permitir lapsos na conduta Cristã, do que o lar. Alguém disse: “Se me queres conhecer, vem e vive comigo”. É no ambiente caseiro que, o nosso íntimo verdadeiro, se manifesta abertamente. Que os pais se possam aperceber, da grande importância de viver como verdadeiros Cristãos, diante dos seus filhos! A forma como se fazem as pequenas coisas da vida tem um grande peso.

(continua, querendo Deus)

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