Origem: Revista Palavras de Edificação 13
A Raposa
Todos vocês sabem algo acerca da raposa, animal esperto, manhoso e astuto que rouba as galinhas de noite. Sabem também que se esconde e dorme durante o dia em grutas ou covas na terra. Tem um nariz pontiagudo, muito sagaz para farejar e orelhas também pontiagudas e inclinadas para a frente para perceber cada pequeno som.
Vamos ver mais lições que podemos aprender das Escrituras em relação a este animal.
1. “Apanhai-me as raposas, as raposinhas, que fazem mal às vinhas, porque as nossas vinhas estão em flor” (Ct 2:15). Se vocês tiverem alguma vez cultivado uma vide com muito cuidado, esperarão desfrutar do seu fruto. Que diriam ao descobrir numa manhã que as “raposinhas” tinham feito mal à vinha?
Quando Jesus, o Messias, veio para o Seu próprio povo terreno, os judeus, Ele procurava fruto e não achou nenhum. Esse, o Seu antigo povo, foi comparado a uma videira (Sl 80:8)[4]. Da mesma forma Ele busca fruto agora, do Seu povo celestial, que é a Igreja. “Nisto é glorificado Meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis Meus discípulos” (Jo 15:8). Crês em Jesus como teu Salvador pessoal? Queres ser Seu discípulo e apresentar-Lhe fruto? Porém perguntarás: “O que é o fruto?” Na epístola aos Gálatas 5:22-23, achamos esta perfeita definição: “o fruto do Espírito é: caridade {ou amor}, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança”; estas virtudes podem achar-se no meio dos deveres mais simples da vida quotidiana, se tudo for feito de coração, como se fosse para o Senhor. Mas, se não são feitos assim, antes com indiferença e dizendo sempre: “Não quero fazer isto”, então não há fruto para apresentar a Deus. “As raposinhas” por vontade própria, ou por indolência, fizeram mal às vinhas. Faltam as uvas em flor. Assim, vigiemos em oração: “Apanhai-me as raposinhas, que fazem mal às vinhas”.
[4] Sl 80:8 “Trouxeste uma vinha do Egito: lançaste fora as nações e a plantaste”.
2. Jesus disse, “Ide, e dizei àquela raposa”, em resposta aos fariseus que o advertiram: “Sai, e retira-Te daqui, porque Herodes quer matar-Te”. Logo em seguida, dirigindo-se à cidade escolhida de Deus, disse: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis Eu ajuntar os teus filhos, como a galinha os seus pintos debaixo das asas, e não quiseste?” (Lc 13:31-34).
Uma “raposa” vem só para matar e destruir. Herodes, “aquela raposa”, (uma figura de Satanás), quisera destruir a Jesus – o bendito Jesus – O qual anelava recolher o Seu povo para Si mesmo, como a galinha ajunta “os seus pintos debaixo das asas”.
Ora, que pensaria você de um pinto que não quisesse refugiar-se debaixo das asas da mãe galinha, mas antes ficar onde a raposa o podia devorar? Igualmente néscio é qualquer criança ou adulto que recusa vir a Jesus, preferindo permanecer entre os incrédulos, exposto à ira de Satanás. Jesus teve que dizer ao Seu povo terreno: “não quiseste”. E ainda tem que dizer aos que O rejeitam : “Eu quis, …mas vós não quisestes”.
3. “E disse Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça” (Mt 8:20). Pensem nisto! Aquele que criou todas as coisas, que deu aos coelhos fendas nas rochas, às aves os seus ninhos e ainda às cruéis raposas covis em que se escondem, não teve onde reclinar a cabeça.
“Ele veio morrer”. Não houve lugar para Ele aqui embaixo, onde não encontrou nenhum fruto na Sua própria vinha, onde o Seu povo não quis ser ajuntado em um. Não, pois o Seu lar, o Seu lugar de descanso, estava no céu – na casa do Pai – mas teve que morrer, para que outros estivessem com Ele. Que vocês O recebam, sejam ajuntados por Ele, apresentando-Lhe fruto e esperando a Sua vinda para levá-los à casa do Pai! (E.G.B.).
