Origem: Revista Palavras de Edificação 15
Contrastes Entre Israel e a Igreja
(continuação do número anterior)
Separação
A Separação de Israel. A nação de Israel foi apartada pelo Senhor das demais nações, conforme à Sua vontade soberana e Seus sábios e múltiplos propósitos. Citamos uma passagem para demonstrar isso:
“Como pois se saberá agora que tenho achado graça aos Teus olhos, eu e o Teu povo? Acaso não é por andares Tu conosco e separados seremos, eu e o Teu povo, de todo o povo que há sobre a face da Terra?” (Êx 33:16)
“Porque povo santo és ao Senhor teu Deus: o Senhor teu Deus te escolheu, para que lhe fosses o Seu povo próprio, de todos os povos que sobre a Terra há. O Senhor não tomou prazer em vós, nem vos escolheu, porque a vossa multidão era mais do que a de todos os outros povos, pois vós éreis menos em número do que todos os povos: Mas porque o Senhor vos amava” (Dt 7:6-8).
“Quando o Altíssimo distribuía as heranças às nações, quando dividia os filhos de Adão uns dos outros, pôs os termos do povos, conforme ao número dos filhos de Israel. Porque a porção do Senhor é o Seu povo; Jacó é a corda da Sua herança” (Dt 32:8-9).
Falando de Canaã, ou Palestina, diremos que ela se situa no centro geográfico da superfície de todas as terras do mundo inteiro. Por outras palavras, situa-se na encruzilhada entre o norte e o sul, entre o oriente e o ocidente. Ali o Senhor dispôs a herança terrena do Seu povo Israel, com as heranças das nações em redor. Ali, Israel, um povo pequeno em número, teria que depender do “braço de Jeová” (Is 53:1 – TB) para sua proteção e preservação.
Para se manter a nação íntegra e preservada da idolatria reinante, foi proibido aos israelitas casarem-se com os gentios: “Para que não faças concerto com os moradores da terra, e não se prostituam após os seus deuses, nem sacrifiquem aos seus deuses, e tu, convidado deles, comas dos seus sacrifícios, e tomes mulheres das suas filhas para os teus filhos, e suas filhas, prostituindo-se após os seus deuses, façam que também teus filhos se prostituam após os seus deuses” (Êx 34:15-16).
Numa palavra, era a vontade de Jeová que o Seu povo Israel fosse uma testemunha fiel de Si, o Deus Criador, o único Deus verdadeiro; e para esse propósito era imprescindível que o povo se mantivesse totalmente apartado das nações vizinhas e da sua idolatria. Porém, Israel desobedeceu.
A separação da Igreja. É totalmente distinta da de Israel. Não é uma questão de isolamento atrás de muros de numerosos mandamentos e minuciosamente específicos, dados a um pequeno povo geograficamente colocado numa só situação. Os crentes no Senhor Jesus, que são membros do “Seu Corpo”, que é “a Igreja” (Ef 1:22-23), são escolhidos de todas as nações espalhadas por todas as partes do mundo. Em Atos 15:14 lemos “como primeiramente Deus visitou os gentios, para tomar deles um povo para o Seu nome”.
O apartamento da Igreja é uma separação espiritual e moral, não de caráter físico ou geográfico. Quando Jesus orou ao Pai um pouco antes de voltar ao céu pelo caminho da Cruz, falando dos Seus, disse: “Não peço que os tires do mundo, mas que os livre do mal. Não são do mundo, como Eu do mundo não Sou. Santifica-os na verdade: a Tua palavra é a verdade. Assim como Tu Me enviaste ao mundo, também Eu os enviei ao mundo. E por eles Me santifico a Mim mesmo, para que também eles sejam santificados na verdade” (Jo 17:15-19). Enquanto vivemos, estamos neste mundo, mas por chamada divina não somos do mundo. O Senhor, deu realce ao Seu propósito, de nos deixar no mundo, depois de salvos dos nossos pecados (pois ao salvar-nos teria podido levar-nos em seguida para a casa do Pai). Como o Pai O enviou ao mundo para testificar da Verdade, assim o Filho nos enviou ao mundo para proclamar a Verdade. No que diz respeito à nossa separação do mundo, Ele apartou-Se a Si mesmo para o céu com o objetivo de interceder pelo Seu povo redimido na Terra, para nos manter afastados do mal que nos rodeia.
Entre outros tantos perigos que nos cercam, existe o do jugo desigual: “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis (os não crentes); porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e Eu serei o Seu Deus e eles serão o Meu povo. Pelo que saí do melo deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e Eu vos receberei; E Eu serei para vós Pai e vós sereis para Mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso” (2 Co 6:14-18).
Pensamento:
As contaminações não mudam a nossa posição perante Cristo, mas sim estorvam a comunhão com Ele e desonram-No.
