Origem: Revista Palavras de Edificação 16

A Quem se Pode Batizar

Pergunta: 

“Pode-se batizar alguém que professa fé em Cristo, mas que não seja casado com a pessoa com quem vive num lar, sem que seu matrimônio esteja legalizado?

Resposta: 

Antes da conversão do pecador, Deus não reconhece nada nele a não ser o pecado. Romanos 3:10-19, 23 estabelece que não há nada de bom no pecador culpado e sujeito ao juízo de Deus.

Leiamos as seguintes Escrituras acerca de batismos do princípio desta dispensação da graça de Deus: Aos judeus, culpados da crucificação de Cristo, o seu Messias, Pedro (inspirado por Deus) disse: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo; porque a promessa vos diz respeito a vós, e vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar” (At 2:38-39). Que aconteceu? “De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas” (At 2:41).

Como tinham vivido aquelas três mil pessoas? Vida de pecado! Algumas quebraram a lei de Moisés num ponto, outras tantas noutro. Eram pecadores, que tinham cometido toda a espécie de pecado.

Aos gentios Pedro “mandou que fossem batizados em nome do Senhor” (At 10:48). E, como tinham vivido antes esses gentios, inclusive soldados romanos? Vida de pecado!

E acerca dos samaritanos? “Como cressem em Filipe, que lhes pregava acerca do reino de Deus, e do nome de Jesus Cristo, se batizavam, tanto homens como mulheres” (At 8:12). Como tinham vivido antes aqueles samaritanos? Vida de pecado!

E aos que tinham sido batizados por João Batista (mas não com o batismo Cristão), “Paulo disse: Certamente João batizou com o batismo do arrependimento, dizendo ao povo que cresse no que após ele havia de vir, isto é, em Jesus Cristo. E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor Jesus” (At 19:4-5).

Nestas quatro passagens do Livro de Atos, está estabelecido que a confissão de fé no Senhor Jesus Cristo, e o batismo com água, se sucedem uma à outra, sem levar em conta o estado anterior das pessoas, seja em relação ao estado civil (o matrimônio), à profissão e outras relações cotidianas.

E no caso de Simão, o mago, diz que “creu até o próprio Simão; e, sendo batizado, ficou de contínuo com Filipe; e, vendo os sinais e as grandes maravilhas que se faziam, estava atônito” (At 8:13). Simão batizou-se; fez profissão de fé em Jesus Cristo, mas não está escrito que se arrependeu do seus pecados. Manifestou-se como falso (At 8:18-24).

Nem Filipe nem outro varão, foi tido como culpado por ter batizado Simão. Ele mesmo foi o culpado, por ter sido um enganador, por não ter se arrependido, e por ter feito uma falsa confissão de fé.

Agora, no caso mencionado de um Cristão vivendo com outra pessoa sem se casar, apresenta-se a questão: Há quanto tempo têm vivido assim? Se ele tem conhecimento da vontade de Deus, quer dizer, que é preciso que os Cristãos respeitem a ordem civil e que se casem, e não têm querido obedecer, então, trata-se de uma pessoa que não está obedecendo aos “mandamentos do Senhor Jesus” (Jo 15:10). Não convém batizá-la. Porém (e este é um caso triste em certas nações, especialmente nas províncias e nos lugares isolados), existem convertidos que se batizam e procuram imediatamente se casarem conforme a lei civil, mas descobrem que a injustiça e a avareza prevalecem entre as autoridades, juízes e outras, e o preço pedido pelo ato do casamento está tão caro que os pretendentes não podem pagá-lo. Só Deus pode operar nessas situações. Ele pode mover o coração de outros Cristãos a contribuírem para pagar o preço do ato.

Em resumo: o Senhor opera pelo que Ele mesmo traz e não pelo que Ele encontra no pecador destituído da glória de Deus. Mas, uma vez convertido e feito morada do Espírito Santo, o crente tem, não só novos desejos, mas também poder suficiente para poder conduzir a sua vida, seja em relação ao matrimônio, à bebida, ao trabalho (um carrasco não pode continuar com o seu trabalho de cortar as cabeças dos criminosos), etc.

J. H. Smith

Pergunta: 

“Pode-se batizar em qualquer tipo de água, contida no mar, num rio, num lago ou numa tina?”

Resposta: 

Não é o tipo de água que tem importância, nem o local onde se encontra, mas sim o significado espiritual de ser submergido nela para a pessoa batizada.

Romanos 6:4 diz: “De sorte que fomos sepultados com Ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo ressuscitou dos mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida”.

Quanto à quantidade de água necessária, a própria palavra “batismo” (escrita latina, não grega), quer dizer: “mergulho”, “afundar”, “submergir”. Por isso é que lemos as seguintes passagens do Novo Testamento:

  • “E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água (Mt 3:16).
  • “Ora João batizava também em Enom, junto à Salim, porque havia ali muitas águas” (Jo 3:23).
  • “Desceram ambos à água, tanto Filipe como o eunuco, e o batizou. E, quando saíram da água (At 8:38-39)

Assim fica claro nas Escrituras que o batismo, corretamente administrado, é por imersão.

J. H. Smith

Pensamento: 

“O amor para com Cristo é o verdadeiro motivo para a santidade”.

(E. D.)

J. H. Smith

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