Origem: Revista Palavras de Edificação 17
A Instituição do Matrimônio
(continuação do número anterior)
Outros Problemas
Ao considerar que, devemos proteger os nossos filhos, da filosofia mundana, que os animaria a tornarem-se grandes no mundo, que aborreceu e continua de costas voltadas para nosso Senhor; convém que os aconselhemos e ajudemos a escolher uma ocupação apropriada para o seu sustento. É um passo muito importante, que necessita de sabedoria e direção divinas, mediante muita oração. Assim, ocupam papel muito importante a experiência e o discernimento dos pais em encaminhar os filhos na direção correta. Há muitas ocupações que não convêm a Cristãos, e resultam em dano espiritual a eles. Há que admoestar os filhos e filhas para que não empreendam tais carreiras. Existem outras que poderão ser satisfatórias em si mesmas, mas não estão em concordância com o temperamento e gosto do jovem. É um disparate procurar fazer de um jovem, que não tem aptidão para os números, um contabilista, ou um homem de negócios de outro cuja vocação é a agricultura. Há pessoas que podem trabalhar bem com as mãos, e nunca poderiam ter êxito noutra coisa qualquer. Nada há de desonroso no trabalho manual. Alguns têm muitos problemas na sua vida por haverem escolhido uma profissão para a qual não estavam capacitados.
É bom quando um crente, pode encontrar, o meio de ganhar o seu pão quotidiano, numa ocupação em que pode manter a sua comunhão com Deus. E seja essa ocupação qual for – negócios, profissão ou trabalho manual – deve ser unicamente um meio de ganhar a vida enquanto estamos neste mundo; o nosso principal interesse deve ser o de fazer tudo para glória de Deus.
Há um princípio enganador que não raras vezes influi no coração de pais crentes, que é o de buscar grandes coisas para os seus filhos. Frequentemente, eles mesmos estão satisfeitos por viverem o seu dia-a-dia com os seus poucos pertences, mas procuram com grandes sacrifícios ajudar os seus filhos a atingirem altos níveis. O profeta Jeremias foi instruído a falar a Baruque desta maneira: “E procuras tu grandezas? Não as busques” (Jr 45:5). Perguntemos a nós mesmos: “Buscaremos grandezas para nossos filhos? Não as busquemos”, mas, melhor que isso, procuremos que eles vivam neste mundo em piedade e contentamento, honrando a Deus e glorificando a Cristo. Um querido pai Cristão impeliu os filhos a alcançarem ótimas profissões, mas mais tarde viu, para tristeza sua, que isso redundou em grande perda e prejuízo espiritual, e ouviu mesmo um filho lamentar-se, dizendo: “Desejava mais estar varrendo as ruas da cidade”.
Ló talvez desejasse para seus filhos as vantagens oferecidas em Sodoma, mas isso concorreria para a sua destruição. Quantos pais levaram os seus filhos para o mundo, e quando se deram conta do que sucedeu (pois por vezes esses passos errados são quase imperceptíveis de início), procurando livrá-los, chegaram à conclusão de que já era tarde para isso. Ló, e sua família, viviam em Sodoma. Ali ele perdeu alguns de seus filhos, e aquelas que foram salvas “como que pelo fogo” foram uma vergonha e uma desonra para ele. Oh! Que os pais Cristãos se dêem conta do perigo que no mundo para seus filhos, e tenham todo o cuidado em os proteger e instruir sobre a maneira como devem viver.
Outro problema que frequentemente se pode encontrar na idade escolar é se devem unir, ou não, com organizações onde crentes e descrentes se reúnem para um propósito comum, ou então obedecer ao mandamento do Senhor: “não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis (os descrentes)“ (2 Co 6:14). Esta admoestação dirige-se a todo o Cristão; e engloba todas as fases da vida. Frequentemente, se faz muita pressão às crianças na escola para que se agreguem a alguma organização, ou clube, e logo os pais são instados para que consintam nisso. Citamos o conselho de um servo do Senhor dado a um jovem crente. Disse-lhe: “Vou dar-lhe um conselho que o livrará de muitos dissabores, se o seguir: Nunca se una a coisa alguma”! Este é um conselho sábio.[1]
O mundo diz: “A união faz a força” e é pelas associações e organizações que o mundo funciona; mas o Cristão, que obedece à Palavra de Deus, repudiará toda e qualquer união com os incrédulos para qualquer propósito, mesmo propósitos louváveis, tais como a filantropia ou a religião. A fidelidade nesta separação poderá custar um pouco, mas Aquele que os chama a estarem separados, também diz: “… e Eu vos receberei; e Eu serei para vós Pai… diz o Senhor Todo-Poderoso” (2 Co 6:17-18). Por outras palavras, O que nos exorta: “Apartai-vos”, promete: “Eu serei para vós Pai” e cuidarei de vós; e recordai que o posso fazer, pois sou o “Deus Todo-Poderoso”. “É melhor confiar no Senhor do que confiar no homem” (Sl 118:8). É melhor ter a aprovação do Senhor que a ajuda e o favor do mundo.
Nos dias de Josué, os israelitas estavam em grande perigo de servir aos ídolos dos pagãos; assim como hoje em dia, os Cristãos são tentados a servir ao mundo e aos seus objetivos. Mas Josué resumiu a questão em poucas palavras e colocou-as diante deles de uma maneira muito direta. Colocou Jeová, Deus de Israel de um lado, e todos os ídolos do outro lado, e disse aos israelitas: “Escolhei hoje a quem sirvais”. Eles iam servir a Deus e aos ídolos. O próprio Senhor afirmou: “Nenhum servo pode servir dois senhores” (Lc 16:13). Que existam mais homens de fé como Josué, que possam dizer por si mesmos e por suas famílias: “Porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24:15). Queira o Senhor conceder-nos a todos este propósito de coração e, por outro lado, um sentimento que reconheça a nossa própria debilidade, de tal maneira que possamos depender d’Ele, nós e as nossas famílias, para obter a Sua ajuda, a fim de “andar de tal maneira que agrademos a Deus”.
Queira o Senhor que este pequeno tratado seja uma bênção para muitos queridos jovens Cristãos, a fim de que sejam alicerçados e fortalecidos no caminho de Deus no meio de um mundo cheio de maldade, e que tudo possa redundar para louvor e glória d’Aquele que “Se deu a Si mesmo por nossos pecados, para nos livrar do presente século mau, segundo a vontade de Deus nosso Pai, ao qual glória para todo o sempre. Amém” (Gl 1:4-5).
