Origem: Revista Palavras de Edificação 19

Mortos Para o Pecado

“Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com Ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado. Porque aquele que está morto está justificado do pecado. Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com Ele viveremos; sabendo que, havendo Cristo ressuscitado dos mortos, já não morre: a morte não mais terá domínio sobre Ele. Pois, quanto a ter morrido, de uma vez morreu para o pecado, mas, quanto a viver, vive para Deus. Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor. Não reine portanto o pecado no vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências” (Rm 6:6-12).

O “pecado” é a raiz, e “os pecados” são os frutos. O fruto de uma árvore é colhido ou cai no chão; e, em qualquer um dos casos desaparece. Mas a raiz da árvore permanece. Assim sucede com o crente no Senhor Jesus Cristo. Por fé, ele sabe que os seus pecados foram apagados “com o precioso sangue de Cristo, …o sangue de Jesus Cristo, Seu Filho, nos purifica de todo o pecado” (1 Pe 1:19; 1 Jo 1:7). Já desapareceram, e ele já não tem nada a ver com esses pecados. Mas a raiz, “o corpo do pecado”, não foi em si mesmo aniquilado. Pouco a pouco, ou subitamente, o jovem crente, possuindo já uma natureza divina e santa [“fiqueis participantes da natureza divina” (2 Pe 1:4)], descobre, todavia, que tem dentro de si essa raiz venenosa do pecado. Então começa a lutar contra esse inimigo com as suas próprias forças, e encontra-se vencido; tem que confessar: “Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço” (Rm 7:19).

Como, pois, poderá evitar essa conexão de si mesmo com a raiz que permanece viva nele? Enquanto ele tiver vida no seu corpo físico, a raiz há que permanecer viva dentro de si. Sendo assim, ele tem que ter fé, e crer no que a Palavra de Deus lhe diz acerca dessa raiz má – o pecado – e acerca de quem o comete: “o nosso (velho) homem velho”. Deus crucificou-o com Cristo! Diante do Juiz Santo, o nosso velho homem deixou de existir. Há que crer: “Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com Ele crucificado”. Nesta passagem há ainda um outro “sabendo”: “sabendo que, havendo Cristo ressuscitado dos mortos, já não morre”; e n’Ele, o Homem glorificado à destra de Deus, estamos “vivos para Deus”. Então, já que Deus nos vê mortos para o pecado, há que crer nessa verdade. Daí, temos vitória sobre o pecado e quando qualquer tentação se manifestar, há que vencê-la com a verdade, tendo bem claro na mente a resposta: “Fui crucificado com Cristo. Fui sepultado e nada tenho a ver com a tentação e tampouco com os seus convites. Cristo é minha vida; Ele vive em mim; o Seu Espírito Santo mora em mim e me dá poder para agradar a Ele”.

J. H. Smith

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