Origem: Revista Palavras de Edificação 2

Sobre o Evangelho de Mateus

Capítulo 2

(Continuação do número anterior)

“Uns magos” (Mt 2:1), instruídos por Deus, “vieram do Oriente a Jerusalém” (Mt 2:1) para adorar o “Rei dos judeus” (Mt 2:2). Quantos eram os magos (este era um título dado, no Oriente, aos reis e outras pessoas nobres), não sabemos. A idéia de que eram três vem do fato de que ofereceram ao Menino três presentes: “Ouro, incenso e mirra” (Mt 2:11).

Aqueles homens tementes a Deus eram gentios e não judeus. Mas “o rei Herodes,perturbou-se, e toda Jerusalém, com ele” (Mt 2:3). Nem o rei, que era idumeu, nem os judeus estavam em condições espirituais para dar as boas-vindas ao Rei que chegava. Mas foi o que fizeram uns gentios orientais. E quando Cristo morreu no Calvário de uma forma sem precedentes, não foi um judeu, mas um pagão, o centurião romano, quem confessou: “Verdadeiramente Este era o Filho de Deus” (Mt 27:54). Pobres judeus! Desde a manjedoura até à cruz, desde a vinda de Cristo até à Sua aparição em breve na glória eles se manifestam como inimigos implacáveis de Cristo, seu Messias e Rei.

Ainda que os magos tivessem visto “a Sua estrela no Oriente” (Mt 2:2), foi a Escritura que assinalou o lugar do Seu nascimento, visto que o profeta Miquéias anunciara, sete séculos antes, que Cristo nasceria “em Belém, terra de Judá” (Mq 5:2; Mt 2:6). Os judeus puderam citar a Escritura ao rei Herodes, mas no que se refere à Sua divindade, ocultaram a parte que diz: “e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” (Mq 5:2). Aquele que nasceria na manjedoura seria o Messias, Deus e homem numa só Pessoa!

“E eis que a estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante deles, até que, chegando, se deteve sobre o lugar em que estava o Menino” (Mt 2:9).

Aquela estrela não era conhecida nos nossos céus, era antes uma criação muito especial, digna da Pessoa maravilhosa que ela assinalava, e que assim tinha chamado a atenção daqueles magos. Um escrito antigo diz que quando os magos chegaram a Belém, viram o reflexo da estrela na “cisterna de Belém” (2 Sm 23:15-16), exata e verticalmente sobre a povoação.

Como os magos teriam ficado extasiados ao ver o menino Jesus! E:

“O adoraram (e não a Maria, Sua mãe); e, abrindo os seus tesouros, Lhe ofertaram dádivas: ouro, incenso e mirra” (Mt 2:11).

O ouro fala da Sua divindade, o incenso do perfume da Sua personalidade humana e a mirra dos Seus sofrimentos.

Herodes, um homem perverso, foi frustrado no seu propósito de matar Jesus, pois que os magos;

“Avisados em sonhos para que não voltassem para junto de Herodes, partiram para sua terra por outro caminho” (Mt 2:12).

“Não há sabedoria, nem inteligência, nem conselho contra o Senhor” (Pv 21:30).

E logo:

“O anjo do Senhor apareceu a José em sonhos, dizendo: Levanta-te e toma o Menino (o Menino é mencionado em primeiro lugar) e Sua mãe, e foge para o Egito,porque Herodes há de procurar o Menino para O matar” (Mt 2:13).

José obedeceu imediatamente.

“Herodes,mandou matar todos os meninos que havia em Belém, e em todos os seus contornos, de dois anos para baixo, segundo o tempo que diligentemente inquirira dos magos” (Mt 2:16).

A Escritura tinha previsto isto e anunciara-o 600 anos antes pela boca do profeta Jeremias (Jr 31:15).

Mais eis que novamente, tendo Herodes morrido:

“O anjo do Senhor apareceu, num sonho, a José no Egito, dizendo: Levanta-te e toma o Menino (novamente o Menino é mencionado em primeiro lugar) e Sua mãe, e vai para a terra de Israel” (Mt 2:19-20).

José obedeceu imediatamente. Ao chegar “avisado em sonhos, por divina revelação, foi para as partes da Galiléia” (Mt 2:22), para Nazaré, onde vivera antes de Jesus nascer (Lc 2:4). Ele não sabia, mas isso foi também assim para que se cumprisse a profecia acerca de Jesus:

“Ele será chamado Nazareno” (Mt 2:23).

(continua, o Senhor permitindo)

Ponto de Reflexão: 

Não deixemos que as nossas mentes especulem gratuitamente sobre a Pessoa do Filho de Deus; muito melhor é que nos prostremos perante o Senhor com santa reverência.

Transcrição: 

Nada nos mantém a mente mais tranqüila e faz com que o coração se encha de amor por Cristo como o desfrutar pessoalmente do “Seu amor para conosco” (Rm 5:8).

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